No dia-a-dia
acumulamos tensões que causam somatizações e muitas
vezes não sabemos decifrar a mensagem que se entrelaça entre
o mental e o corporal.
Temos
uma história de vida, relacionamentos familiares e sociais, não
conseguindo, muitas vezes, equilibrar nossos sentimentos, emoções
e estar de bem com a vida.
É
primordial, para todos nós educadores, termos sabedoria e habilidades
para lidar com nossas emoções. Primeiramente entrar
em sintonia com nós mesmos, pois assim te-re-mos oportunidade em
lidar com o outro, para sermos bem sucedidos profissionalmente e socialmente.
Para que
brotem as sementes de uma nova vida, é necessário desenvolver-mos
aptidões. Ser um amigo de si e partilhar suas questões com
um terapeuta, evitando o isolamento e conseguindo desabafar e sentir,
enfim ser; trilhando o caminho da empatia, do otimismo, da esperança.
Fechando
os olhos, respirarmos, sentirmos as batidas do nosso coração
e nos per-gun-tar o que realmente temos prazer em realizar? A pessoa
pode programar assistir a um filme, jogar com os colegas, levantar pela
manhã e fazer exercícios aeróbios, natação,
ou fazer aquela dieta com alimentos balanceados, que irão dar uma
dose de alegria, ler um livro ha muito tempo planejado, ouvir e dançar
uma musica predileta. São dicas e não receitas prontas
para nos sentirmos um pouco melhores, para desafiar com convicção
e entusiasmo os obstáculos. Sermos nós mesmos, termos
prazer nos pequenos detalhes e usufrui-los, é estar de bem conosco,
sermos felizes.
No trabalho
como profissionais da educação, transmitimos isso através
de nossa postura, onde a questão mental e corporal está presente.
É o amor, o estar feliz que se espelham em nossa pele, em nossos
olhos, em nossos gestos e fala. Podemos oferecer aos educandos oportunidades
para cultivarem aptidões essenciais para que estes conduzam a uma
vida virtuosa.
Caso o
profissional não desenvolva determinadas aptidões, poderá
prejudicar a si e ao outro; não obtendo uma auto ajuda, nunca
poderá entrar em sintonia consigo mesmo.
É
primordial um aprendizado social e emocional, e sabemos que muitos em nossa
realidade escolar não os tem desenvolvido, pois presenciamos a todo
momento, não só na escola, mas no cotidiano, a presença
da violência, falta de humanidade, etc... É importante
que o profissional trabalhe com os seus alunos e colegas as questões
que envolvam cooperação, amor, auto estima, refletindo uma
atmosfera harmoniosa, e o respeito a si e ao próximo.
São
necessários programas de aptidões emocionais e sociais, que
atendam aos educadores, dando ênfase na continuidade de um ensino
pelo ser, em um movimento saudável, aplicado aos desafios reais
da vida.