Bergamaschi

 

 

 


Origem do Sobrenome

 

Pelo pouco que pudemos aprender o nome de família italiana Bergamaschi é classificado como sendo de origem habitacional. Sobrenomes habitacionais são os que derivam da localização do lugar de residência de seu portador inicial ou do nome da cidade ou vila de onde era proveniente. Em alguns casos, sobrenomes habitacionais se referem a um sinal ou gravação especial, usualmente posto na porta de entrada da casa. Neste caso em particular, o sobrenome Bergamaschi deriva de “Bergamaschi” a forma plural de “Bergamasco”, que designa alguém proveniente de Bergamo, uma bela cidade da Itália localizada a aproximadamente 50 km ao norte de Milão (que é a capital da Região da Lombardia), sendo assim, Bergamaschi também é a forma plural de Bergamasco (sobrenome italiano classificado com um toponímico, formado de Bergamo com o sufixo singular asco, Bergamo indica um habitante da cidade setentrional de Bérgamo, cujo nome, acredita-se tenha se originado no celta Berg, significando uma elevação ou fortaleza); Bergamasco também é um dialeto falado na região de Bergamo.

Uma das mais antigas referências a este sobrenome, é o registro de um Rocco Bergamaschi, um filantropo mencionado em 1570. Notáveis portadores do sobrenome  Bergamaschi incluem Giovanni Michele Bergamaschi, membro da ordem dos Dominicanos e professor de ciência citado em 1627, Benedetto Bergamaschi, advogado mencionado em 1690 e Innoccenzio Bergamaschi, poeta cuja morte se deu em 1718. Outros portadores deste sobrenome que também se distinguiram, incluem Luigi Bergamaschi, médico e professor de botânica nascido em 1787 e Marcoi Santo Bergamaschi (1827-1902), engenheiro. Registros de Pontida, Bergamo, do século XIX, mencionam o nascimento de Adelaide Bergamaschi, filha de Carlo Bergamaschi e Benedetta Agazzi, registrado em 13 de abril de 1805.

A evidência deste sobrenome no Novo Mundo é substanciada por “Italianos para a América”, onde se pode ver que Cristoforo Bergamaschi zarpou de Le Havre a bordo do “La Bourgogne” e chegou em Nova Iorque em 21 de fevereiro de 1887.

Sendo assim, Bergamaschi é um sobrenome (cognome em italiano – leia-se “conhóme”) que ocorre com uma certa frequência na Itália.

 

 

BERGAMASCHI – forma plural de Bergamasco

BERGAMASCO – habitante da cidade setentrional de Bérgamo, com o sufixo singular asco

 

...Sed nomini tuo ad Gloriam...(1)

(1) Tradução: "Pela glória de seu nome"- parte da legenda da antiga Ordem dos Cavaleiros Templários

 

 

 

MA PERCHÈ I COGNOMI ITALIANI TERMINANO QUASE TUTTI IN i ?

MAS PORQUE OS  SOBRENOMES ITALIANOS TERMINAM QUASE TODOS EM i ?

 

Quem acha que esta vogal representa uma forma plural, acertou e errou ao mesmo tempo. A vogal i retrata o plural masculino. Nem sempre é um plural, mas, julga-se que sempre o é. Trata-se de uma questão confusa, sobre a qual nem os próprios estudiosos do assunto concordam.

Os patronímicos ou sobrenomes derivados de nomes próprios masculinos se formam, no italiano, diretamente do caso genitivo singular da declinação latina. Explica-se. Os patronímicos indicam filiação e repropõem o nome do ancestral fundador do tronco familiar na função de sobrenome. Serafini, por exemplo, tem a aparente forma de plural, mas o sobrenome surge da expressão latina medieval filius quondam Seraphini [filho do Senhor Seraphinus]; a vogal final é reminiscência da declinação latina e indica filiação ou origem que se torna clara na tradução de Seraphinus ou de Serafino. O sobrenome Serafini, portanto, não está no plural, mas conserva a forma original do genitivo singular latino.

Por outro lado, Ferrari está no plural e é a forma plural do singular Ferraru [ferreiro]. Assim também existe o sobrenome Scarparo [sapateiro], mas o sobrenome Scapari [plural] é muito mais freqüente; o mesmo ocorre com Sartori [alfaiates] que se revela mais difundido que seu correspondente singular Sartore [alfaiate].

No período de fixação dos sobrenomes italianos, no final da idade média, subentra um fato determinante. A quase totalidade dos sobrenomes surgiram no singular. No mencionado período medieval, passa-se a usar o termo Casata ou Casato como designativo do clã, do grupo familiar, da grande família que gravitava em torno de um patriarca. Assim, dizia-se Casata del Ferraro que correspondia ao clã, à grande família do patriarca Ferraro [ferreiro]. Aos poucos, esta expressão foi se fixando no plural, resultando em Casata dei Ferrari [família, clã dos Ferrari]. Esta é a razão do grande número de sobrenomes plurais.

Se esta expressão atingiu a todos os clãs ou núcleos familiares, por que alguns permaneceram na forma singular ? Esta é uma pergunta que nem os estudiosos sabem responder. Atribuiu-se o fato à tradição local que por razões desconhecidas, pluralizava a maioria dos sobrenomes, mas conservava outros no singular. De fato, de uma Casata dei Ferrari, surge o sobrenome Ferrari, mas de uma Casata dei Ferraro, permanece o sobrenome atual Ferraro.

Esta expressão atingiu também os patronímicos. Com efeito, o clã dos Serafini [sobrenome que surgira da expressão latina filius quondam Seraphini – filho do Senhor Seraphinus], também é dito Casata dei Serafini. O sobrenome assume, portanto, uma forma plural, embora não se note diferença alguma, porquanto o genitivo singular latino equivale ao plural masculino italiano. Por esta razão, se pode dizer que todos os sobrenomes terminados em i representam uma forma plural.”

 

BIBLIOGRAFIA

Mioranza, Ciro – Dicionário dos Sobrenomes Italianos, volume I, editora escala – 1997.

 

 

Brasão do Sobrenome

 

 

Segundo a Heráldica Pelotense , a fonte do Brasão BERGAMASCHI de Bergamo, é o Dizionario Storico-Blasonico delle Famiglie Nobili e Notabili Italiane Estinte e Fiorenti (G. B. di Crollalanza), volume III, página 168.

 

BRASÃO DE ARMAS: Cortado, de azul e prata; sobre tudo uma faixa vibrada de vermelho.

TRADUÇÃO: Azul denota Verdade e Lealdade; Prata (branco) denota Pureza; Vermelho denota Magnanimidade.

TIMBRE: Uma águia estendida de negro, coroada de ouro

ORIGEM: Itália

 

 

 

 

 

HERÁLDICA (definições)

 

“É a ciência que estuda e interpreta as origens, evolução, significado social e simbólico, filosofia própria, valor documental e a finalidade da representação icônica da nobreza, isto é, dos escudos de armas. Como ciência, a Heráldica é atual e autônoma, embora intimamente ligada à história e à arte.”

 

“Ciência ou arte dos brasões, ou, Armaria. Palavra sinônima para Parassematografia.”

 

“É a ciência que estuda as normas para a correta interpretação dos brasões e escudos de armas.”

 

Na idade média surgiu um nome peculiar que pode dar mais significado ao conceito heráldico:

“Heraldo – Oficial que nos torneios de cavalaria e justas que estava encarregado da execução e progressão do espetáculo, etiqueta e protocolo. Era ele quem apresentava os cavaleiros identificados pelos escudos.”

 

 

HERÁLDICA (breve história)

 

A utilização de determinados símbolos e cores como forma de identificar indivíduos, famílias, tribos ou clãs é um fenômeno universal e com raízes remotíssimas. É impossível determinar com rigor quando teve início a prática de empregar símbolos como marcas de posse; ainda antes do seu aparecimento nos escudos, encontram-se emblemas proto-heráldicos em selos (de cera ou chumbo) e sinetes. A Heráldica é um aspecto particular desta tendência humana, que se tornou, na Idade Média européia, num sistema com regras precisas e aplicação generalizada.

Não existe uniformidade de opiniões entre os historiadores sobre o momento em que se pode situar o nascimento da Heráldica. Durante muito tempo foi corrente relacionar-se o início do uso de emblemas de natureza heráldica no Ocidente com as Cruzadas, devido ao contacto com a cultura oriental. É um fato que a heráldica tem semelhanças com a simbologia árabe; por outro lado, os Cruzados empregavam a cruz, sob diversas formas, como forma de se reconhecerem, e a cruz é uma das peças heráldicas mais antigas; mas, para além de uma coincidência cronológica, não está provado que tenha sido com as Cruzadas que o mundo medieval adotou o sistema de identificação pessoal que se veio a tornar na Heráldica. Inclusivamente, os primeiros Cruzados já levavam consigo escudos pintados e emblemas heráldicos...

Uma teoria recente faz recuar as origens da Heráldica para a invasão árabe de 711. A comprovar-se, então a Heráldica teria nascido na Península Ibérica, o que explicaria a simplicidade e pureza heráldica de alguns dos brasões de armas mais antigos da Península (como, por exemplo, os escudos de Leão, Castela, Navarra e Aragão, e o escudo presumível de D. Afonso Henriques, as primeiras armas de Portugal).

Seja como for, parece indiscutível que o uso organizado e codificado de símbolos heráldicos apenas se verificou a partir do século XII, como resultado da evolução de símbolos e marcas de posse muito mais antigas.

Mas a Heráldica não se pode dissociar dos cavaleiros medievais e, particularmente, da guerra e dos torneios.

O uso de armaduras completas e, muito particularmente, dos elmos que cobriam completamente o rosto tornou necessário um sistema de identificação claro e facilmente visível de longe. Um cavaleiro medieval dentro da sua armadura era virtualmente impossível de distinguir, no calor de uma batalha ou desde a bancada de um torneio, de qualquer outro com uma armadura semelhante; os reis e chefes militares eram difíceis de identificar e seguir; durante um combate, amigos e inimigos confundiam-se. Estes fatores levaram, desde meados do século XII, ao uso de emblemas pessoais pintados nos escudos e elmos e, por vezes, nas roupas do cavaleiro ou na cobertura da montada. Nos torneios, os elmos eram, quase sempre, encimados por uma figura em relevo (freqüentemente uma peça do escudo), o timbre, que mais facilitava a identificação dos contendores.

O uso de escudos pintados com símbolos pessoais generaliza-se rapidamente, e é adotado por toda a classe guerreira e, de uma forma geral, por toda a aristocracia (e mesmo por alguns municípios e corporações, que transpõem para selos os emblemas proto-heráldicos das bandeiras que empunhavam nas batalhas). Nesta fase, as armas de um cavaleiro representam-no a ele, individualmente, e, em certos casos, as terras que este possui e os seus laços de vassalagem. Não são, verdadeiramente, armas de família, nem se transmitem de pais para filhos. Cada novo cavaleiro assume as suas armas em função de diversos fatores, como a linhagem, o território, as relações familiares ou os compromissos feudais. Por vezes, até, um cavaleiro não usava sempre os mesmos emblemas pintados nos seus escudos ou paveses de combate.

Para evitar duplicações e confusões, os emblemas e cores do escudo são rigidamente codificados. O monarca chama a si o poder de conceder brasões de armas, como forma de recompensar os serviços dos seus cavaleiros, acompanhando normalmente a doação de senhorios ou terras; os arautos-de-armas, funcionários régios encarregados de coordenar o uso de emblemas heráldicos, criam regras de concepção de brasões com vista à sua fácil visualização e identificação. Daí o uso de cores contrastadas e de figuras simples, características da heráldica mais antiga.

Este sistema de identificação pessoal torna-se, a partir do século XII, hereditário e passa a representar uma família ou linhagem. Desde o século XIII, registra-se o uso de brasões de armas por parte de mulheres, o que comprova que os mesmos eram já verdadeiros emblemas pessoais, e não uma simples transposição das armas de combate dos cavaleiros.

Tinha nascido a Heráldica.

 

É de comum consenso entre os heraldistas que o escudo é a parte principal de toda a figura que se vê no brasão como um todo.

Se, por exemplo, um antigo cavaleiro se apresentasse somente com as cores da sua família, ordem ou nobreza, estaria sendo imprudente pois poderia ser muito bem confundido com outros que usam cores idênticas às suas. O mesmo aconteceria com os demais símbolos como coroas de nobreza, elmos, etc. Todos os outros teriam identidades semelhantes e até iguais, mas jamais teriam igualdade no desenho do escudo. O escudo era para o seu representante algo como que a nossa atual carteira de identidade, apesar do escudo também representar uma família inteira e até, em outros casos, uma nação inteira.

O escudo tem suas particularidades e, por ser a peça principal do brasão, detém um quase sem fim de números de significados, representados por uma miscelânea enorme de sinais, cores e figuras que darão a ele a particularidade característica que identificará o seu dono dos demais.

     Estas particularidades são divididas em formas e nomenclaturas que se diferem de acordo com a nacionalidade e época na história. Também há as formas diferentes de vários heraldistas de nomear estas particularidades.

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