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A Professora
De Piano
(La Pianiste) por Victor Paschoal
Direção:
Michael Haneke
com Isabelle Huppert, Annie Girardot e Benoît Magimel.
A professora de piano diz, em determinada hora, para uma de suas jovens alunas
por uma ocasião inusitada: "uma boa pianista deve saber segurar
os nervos". Da mesma maneira, o espectador deve segurar os seus nervos,
pois vai ver coisas que podem lhe desagradar.
Erika Kohut é uma professora de piano, que leciona em um conservatório de Viena, da qual ninguém gostaria de ser aluno. Ela passa a aula inteira olhando pela janela da sala, intercalando indicações dos erros dos alunos com comentários maldosamente desencorajadores. Sem levar em conta de que todos são apenas adolescentes.
Este é o lado menos doentio da mestra. Com o desenrolar do filme, podemos ver que ela gosta de cheirar objetos deixados no lixo de cabines de sex shops e assistir casais transando em drive-ins, entre outras coisas sórdidas. O que não é realmente chocante comparado com a forma como ela se atraca com a mãe e, depois, dorme na mesma cama com ela.
Um de seus alunos, Walter Klemmer (Benoît Magimel), desconhecendo o comportamento obscuro da professora, fica obcecado por ela e pela sua arte, passando a persegui-la e a fazer declarações de amor. Os dois têm um encontro sexual dos mais bizarros no banheiro do conservatório e, depois, ele recebe uma carta, que é uma das coisas mais perturbadoras que existem, descrevendo um ato a dois imaginado por Erika que pode ser muita coisa, menos sexo.
A partir daí, a condição de saúde mental de Kohut só piora. Klemmer também é drasticamente afetado. As cenas vão ficando ainda mais fortes à medida em que a loucura da professora caminha para um desfecho totalmente neurótico.
Com exceção
de quem se identificar com a protagonista, qualquer um que for ver "A
Professora De Piano" vai estranhar. O espectador comum vai achar muito
fácil odiar este filme pela sua perversidade. Os que curtem o terror
B vão gostar bastante. O que não é um indício
de que seja um filme ruim. Apenas de que ele é cinema hardcore francês
e uma película para as mais díspares audiências.
Muitas pessoas consideraram o filme ofensivo, amoral, nojento. Disseram que quem gosta de "uma atrocidade dessas" só pode ser perturbado. Pode ser que elas pensem que gostar de "A Professora De Piano" significa que a pessoa tenha tendências para o sadomasoquismo, para o voyeurismo, ou para o incesto homossexual "geriófilo" (veja com seus próprios olhos). Puro preconceito de quem não teve um mínimo de controle de nervos para assistir o filme friamente, ou de quem, por questões próprias, não conseguiu manter um distanciamento crítico do que viu.
Além disso, o filme é tecnicamente muito bom. São pontos a favor as grande atuações do casal problemático e a direção de Michael Haneke, que imprimiu um ritmo muito bom, um constante crescendo quase do início até o fim. Outro pró é que, sendo um dos objetivos (ou, talvez, o único objetivo) do diretor perturbar, ele cumpriu sua meta: soube exatamente até onde ir com imagens e onde ser moderado, mantendo a sordidez no plano verbal. O que deixa para a mente do espectador a montagem de certos fetiches imaginados pela protagonista.
Com um pouco de humor negro, é que se torna possível enxergar a graça no comportamento da professora, e, com isso, entender a obra. "Essa mulher está enlouquecendo!", você pensa. E o filme é exatamente sobre isso.
Uma coisa sobre o filme é certa: quem leu e entende Freud, o que não é o meu caso, vai aproveitar muito mais, em especial a relação doentia entre a mãe e a filha. Talvez seja uma resposta de Haneke a Freud do tipo: " - você quer loucura? Eu vou te mostrar loucura!".
¨¨¨¨¨¨
Em sua crítica do mesmo filme para o JB, Renato Lemos, fez metade do
que pode ser feito para apreciar este trabalho de Haneke: entitulou seu texto
"Professora Muito Doida". Mas parou por aí. Esse é
o caminho. Basta pensar: "é comédia". Depois, põe-se
um título desses, dubla-se e marca-se a exibição no "Cinema
em Casa".
Não é o verdadeiro sentido do filme, mas ele pode ser muito
bem aproveitado dessa forma.