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“You
sexy (silent) thing: As estrelas do cinema mudo”
Parte 1: Theda Bara por
Thais Selkie
Imagine-se,
nos Estados Unidos, no início do século passado. Agora imagine
a indústria cinematográfica dessa época. Bem, primeiro,
lembre-se de que as mulheres andavam vestidas até o pescoço,
e eram submissas aos seus pais e maridos. E imagine que você é
um homem, freqüentador do cinema, pai de família e que sua cabeça
está guiada pelo pensamento da atualidade (das primeiras décadas
do século XX).
Enfim, devidamente
ambientado, você, Mr. Orville (você tem que ter um nome, afinal),
resolve ir ao cinema com sua senhora assistir ao novo filme que a Fox
Studios está lançando, A Fool There Was (1915),
baseado numa peça de grande sucesso da Broadway, que por
sua vez foi baseada no poema The Vampire, de Rudyard Kipling. No
filme há uma mocinha, no papel da vampira, eletrizantemente sensual.
Woo-hoo. Cabelos negros, pele muito branca, maquiagem pesada, nome: Theda
Bara.
Antes de ir ao cinema, você ouviu falar que Theda Bara havia nascido
no Egito, ao pé de uma pirâmide e que possuía poderes
para encantar os homens e deixá-los loucos por sua beleza. Descobriu,
por alguma razão, que Theda Bara é um anagrama de “death
arab” e aquilo te deixou extremamente curioso e já encantado
pela jovem vampiresca.
O senhor caiu nessa, Mr. Orville? É claro que caiu. Mas é
mentira, da Fox Studios, diretamente para você. E para todo
mundo.
Theodosia Goodman era uma mocinha nascida em 29 de julho de 1885, em um
subúrbio judeu de Cincinnati, Ohio, menina de família,
rica e intelectual. O resto é lenda. Muito bem espalhada pela indústria
cinematográfica, o que fez A Fool There Was ser um tremendo
sucesso. As entrevistas coletivas eram cercadas de mistério e a atriz
fazia questão de ir caracterizada, com sedas, uma piteira, muita
maquiagem e um olhar friamente inexpressivo. Os encontros com a imprensa
eram tão forçados que alguns relatos chegam a descrevê-los
como patéticos. E rapazes como o fictício Mr. Orville, embora
soubessem que toda a mística criada em torno da atriz não
passava de uma jogada publicitária, ficavam cada vez mais fascinados
com a nova classificação de mulheres que surgia: a devoradora
de homens.
O público feminino não só adorou o novo tipo criado
nas telas como passou a adotar o comportamento da mulher independente, que
saía de casa para trabalhar e não para casar, que tinha autonomia
nos relacionamentos amorosos e que também se envolvia em casos, na
maior parte do tempo, pouco duradouros. E o cinema haveria de continuar
influenciando sua vida. Afinal, o legado de Theda seria mantido por Clara
Bow; que escandalizaria a sociedade e com seu comportamento sexual inaceitável
para a época; Greta Garbo, Joan Crawford (atrizes de filmes mudos),
Mary Pickford, e Marlene Dietrich entre outras divas nas décadas
seguintes.
É inegável que a sensualidade de Theda envolveu os homens
e inspirou as mulheres daquela época. Ela levou para as telas do
cinema mudo, Sex Appeal e erotismo, mesmo que de forma pouco explícita.
E era totalmente diferente das personagens ingênuas e recatadas dos
filmes feitos até então. A novidade encheu os bolsos da Fox
Studios e promoveu o início de uma mudança no comportamento
feminino que afetaria o mundo inteiro.
É. Marketing cinematográfico 1, Mr. Orville, 0.
Em tempo: Theda Bara fez mais de 40 filmes dos quais hoje só restam três e meio.