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Teu Presente
Te Condena - Especial Copa do Mundo
De Craques
a Palpiteiros por
Rony Maltz
Desde
a camiseta oficial até o Murtosa, o pingüim de geladeira do Felipão,
a seleção brasileira deste ano está feia que dói.
Mas nem sempre foi assim. No tempo em que se convocava os melhores, e não
aqueles que se pretende vender ao exterior, o povo brasileiro era tapeado
com muito mais classe, e a cada quatro anos parava no tempo durante um mês
para ver espetáculos que pelo menos valiam o ingresso. Sim, o futebol
brasileiro está maltrapilho e decadente, e os craques de hoje já
não são nenhuma brastemp, com seus joelhos bichados e/ou idades
avantajadas. A causa desta (espera-se) entressafra, contudo, não é
(somente) a corrupção, má administração
e vista grossa por parte de cartolas, dirigentes de cê-pê-ís
e políticos de cê-bê-éfes, como andam dizendo por
aí. A verdadeira razão do provável fiasco do Brasil na
Copa é o mau exemplo. E reparem no "provável" acima.
Ele só foi usado porque a situação do resto do mundo
também não é nada animadora. Porém não
se enganem: o penta não vai trazer o bom senso de volta, mas um fracasso
fenomenal pode ser um começo.
Concentremo-nos nos maus exemplos. Quem é referência no futebol
brasileiro? Quem os jovens de hoje em dia admiram, quem os pseudocraques da
atualidade aspiravam ser quando entraram para o mundo dos negócios,
o chamado futebol? Certamente os principais nomes das escretes da campanha
do tetra respondem a praticamente todas essas questões - notem que,
para efeito de justiça e correção histórica, quem
vos escreve deslocou o quarto título de 94 para 82, o ano da última
copa com aceitável nível técnico. Prefiro delegar o título
do penúltimo mundial ao Romário, com muita justiça. O
problema é que, de lá para cá, no mínimo vinte
anos se passaram, e a maioria dos que hoje vestem a amarelinha-fluorescente
não viram seus ídolos jogarem futebol. Pior: devem tê-los
visto comentar.
Exemplifiquemos de início uma categoria mais amena. Eles são
justificáveis e podem ser irritantemente saudosistas. São os
recalcados do futebol, vertente dos decadentes da bola incontestavelmente
encabeçada por Gérson, o canhotinha de ouro. Não é
de se admirar que gente que jogou na época do futebol-arte esteja desacreditada
do esporte praticado hoje, mas comentaristas como o canhota realmente conseguem
fazer se sentir mal qualquer um que não tenha nascido a tempo de contemplá-lo
em campo. Resmungão, ranzinza, irônico e ferino até onde
a vista alcança, o gênio do passado não disfarça
em rádio e TV seu mais profundo desprezo por tudo o que diz respeito
a futebol pós-1970. Caricaturado pela autoria de célebres expressões
como "é brincadeira?", "tão ruim que não
joga nem na minha pelada" e, mais recentemente, a sutilíssima
"ô, Felipão, vai lamber sabão!", Gérson
merece, entretanto, ter um atenuante levado em conta no tocante ao seu recalque:
o ex-craque é tricolor roxo.
E por falar em tricolor, eis outro que perdeu boa chance de ficar calado.
Rivellino até que resistiu por vários anos, mas com a Copa iminente
e tanta gente decadente de prontidão a falar merda, o dono da 'patada
atômica' finalmente cedeu e pôs-se a engrossar o coro. Gago, gordo,
careca e mais bigodudo do que nunca, Riva exibe toda a sua eloqüência
e objetividade quase que diariamente na Sportv. Você pode facilmente
identificá-lo por sua gagueira, barriga protuberante, cabelos escassos
e um tufo preso abaixo do nariz, além de por seus comentários
ambíguos, vagos, vazios e confusos, e vice-versa. Entendeu?
Chegamos então à Rede Globo de televisão, a mãetrocinadora
de todo ex-jogador que está sem emprego. E como o Casão nunca
foi jogador de futebol, é claro que falaremos do Falcão. Mas
coitado, o Falcão é realista, educado, fala bem e além
de tudo é praticamente heterossexual, apesar de gaúcho. Qual
é o problema com ele? E é exatamente por isso tudo que o ex-meio-campista
deve ser encaixado na categoria dos diplomatas. Cavalheiro demais para falar
mal de qualquer ser vivo, o boa gente costuma ser, por motivos óbvios,
o comentarista predileto de qualquer técnico de futebol. Retranqueiro,
praticamente um narrador, Falcão sabe transmitir como poucos a atual
situação de uma partida, sempre exaltando os pontos positivos
do menos pior em campo. Talvez por isto mesmo tenha ao seu lado o Corinthiano
mais parcial que já teve a palavra em TV aberta, o precursor do futebol
de resultado, homem rude e artilheiro de ocasião, Casa Grande, o seu
oposto. Mas já avisei que não vou entrar nesse mérito.
Muitos aprenderam bem e fizeram escola da arte de comentar pessimamente o
futebol. Diversos nomes mereceriam ser citados e outros ter maior destaque.
Porém todos, sem exceção, estão, se não
diretamente influenciados, pelo menos sob a autoridade de uma unanimidade.
Um bufão. O rei. O que Pelé mostrou em campo jogando bola, fez
o oposto por de trás dos microfones, provando que nem sempre quem sabe
das coisas dentro das quatro linhas entende muito do esporte visto de fora.
Édson Arantes do Nascimento, nome pelo qual responde o idiota por trás
do mito, não acompanhou a evolução do futebol, e suas
previsões são ultrapassadas e duvidosas como "Cuidado com
a Hungria...", e "O Uruguai sempre chega", jargões que
já perderam a validade há no mínimo cinqüenta anos.
Brasileiro roxo e afro-ufanista orgulhoso, Édson é o segundo
comentarista de futebol mais parcial da história da modalidade, depois
de seu amigo e colega Galvão Bueno. À frente de seu tempo, o
rei prevê uma seleção africana como campeã mundial
até o final do século desde pós-Copa da França,
a última Copa do século. E a previsão continua, dando
à lenda mais cem anos de crédito. Fato é que, para esta
Copa da Coréia e Japão, nem a TV Globo se arriscou com Édson
nas cabines. A intenção é mesmo conservar Pelé,
já de bom tamanho, com os títulos de melhor jogador e pior comentarista
apenas do século passado.
Percebe-se, enfim, que não é por falta de exemplos que o nível
técnico do futebol não está ainda mais baixo. É
claro que, em se falando de seleção brasileira, não chega
a ser difícil reunir uns vinte e dois que batam qualquer outros vinte
e dois mundo a fora, até por uma questão de probabilidades,
já que somos muito mais populosos do que a grande maioria dos que vamos
enfrentar nesta Copa. Certo; pessimismo à parte, somos muito mais ensaboados
também. Porém é bom não ficar dependendo para
sempre da falta de habilidade dos adversários; nossos ex-craques estão
dando duro, e periga de, em pouco tempo, eles acabarem mesmo convencendo todos
os jogadores de hoje que futebol se joga (se joga?) do jeito que eles comentam.