Eu sou normal, acredite
Sentem-se,  o show vai começar
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Rugby : um esporte onde quinze homens tentam pôr a cabeça em lugares onde outros jamais ousariam. por Daniel Tavares

“Meninas jogam volley, meninos jogam futebol, homens jogam rugby.”

Quinze “animais” para cada lado, em meio a confrontos rústicos e “formações medievais de combate”, com um único objetivo: chegar à linha de fundo do campo adversário, com a pelota ... oval. O Rugby é um esporte muito popular na Europa, especialmente na sua parte ocidental; e na Oceania, onde é o esporte mais popular e difundido, em especial nas ilhas do Pacífico Sul, cujos nativos são mestres do esporte.
Os maiores expoentes desse esporte são, tradicionalmente: Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Fidji, Samoa, África do Sul, Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda, França, Itália e Argentina – sendo esta última potência emergente no esporte.

Diferentemente de seu primo mais popular, o futebol americano, o rugby é um jogo dinâmico e pasmem – não é tão violento. O rugby foi o antecessor do que mais tarde, nos Estados Unidos, foi remodelado e adaptado e acabaria tornando-se um esporte que embora possa lembrar um pouco o rugby, é um esporte completamente diferente, em conceito e prática.

Existem várias “lendas” sobre qual foi a verdadeira origem desse esporte. Alguns praticantes teimam em acreditar que o rugby foi um esporte medieval e praticado pela “cavalaria” real – como para se creditar uma certa nobreza à origem do esporte. Mas de fato, isso não passa de uma lenda, uma vez que estudos de historiadores revelam que o rugby moderno é, apesar de seu aspecto bruto, rústico e troglodita de ser, recente. Indicam ainda que ele é mais novo que o futebol, inclusive tendo se originado a partir dele, por volta do início do século XIX na Inglaterra.Vai que sua, Taffarel!
Uma versão mais lendária e caprichada dessa historinha é a qual realmente recebe o crédito de verdadeira, contada por Henri García, em sua obra “El Rugby”. Reza a religião desse esporte, que o rugby foi um jogo aparentemente inventado “sem-querer”, ou seja, um esporte acidental, digo, incidental. Eis o conto: “Era uma vez um jogo de futebol, em algum dia de novembro de 1823, no pacato campo de um colégio na cidade bucólica de Rugby, a poucas horas de Londres. Ao ver o seu time perder gols e estar perdendo de goleada um jogo fácil, o goleiro William Webb Ellis, visivelmente irritado pegou a bola e como forma de protesto, saiu correndo do campo em direção ao parque, com a bola entre as mãos (“Run, Forest, run!!!”). Os outros jogadores, espantados, correram atrás de William. Nascia o esporte, com sua primeira jogada. Na cidade de Rugby, nos campos do colégio público, há uma placa de mármore condecorando a façanha de Ellis.

Contudo, chatos historiadores revelam que esportes parecidos e supostos percursores do rugby já existiam há muito tempo. Dizem ser o rugby um esporte originário do Haspartum, esporte inventado na Grécia Antiga e aperfeiçoado no Império Romano. Era uma espécie de Rugby rústico, o que o tornava muito violento. Assim, mais tarde, nas épocas medievais os jogos foram evoluindo para simples batalhas sangrentas entre os praticantes, o que levou aos soberanos locais banirem e classificarem como ilegal a prática do hurling (como era conhecido em terras hoje inglesas) ou do soule (França). O esporte fora tachado de “perturbação para juventude”, “furioso jogo de bola incentivado pelo Demo”, “perigo público” ou ainda “desvirtuador de arqueiros e exércitos” que preferiam jogar tais jogos ao invés de se prepararem para a Guerra dos Cem Anos.
O hurling/soule voltou à evidência sob os olhos do Renascimento que emergiria tempos depois, na própria Europa, mas mesmo assim o rugby fora legalmente proibido durante quase 600 anos. Historiadores ainda revelam que não só o rugby tem sua origem em tais jogos, e sim a maioria dos esportes de bola existentes, como o futebol.

Contada sua história, mesmo que de forma breve, passemos ao jogo em si.

É um jogo bruto com muito contato físico, mas se praticado com ética e profissionalismo é um jogo responsável, amigável e muito divertido.
São quinze homens para cada lado, formando duas equipes. A bola é oval, e o objetivo do jogo é levar essa bola até a linha de fundo do campo adversário : é o TRY, equivalente a um gol no futebol. A bola deve ser conduzida entre as mãos e não é permitido o quique de bola em jogadas individuais. Os pés podem ser eventualmente usados, porém os passes executados são uma dificuldade, uma vez que a bola é oval e o chute pode sair muitas vezes torto e ineficiente.
Uma das principais características do Rugby é a que justamente o difere do american football: o passe, com as mãos só pode ser realizado para trás da linha de posicionamento do jogador em questão. Assim, não há no rugby aqueles lançamentos longos com as mãos, característicos do futebol americano. E é isto o que faz do rugby um jogo dinâmico, uma vez que para se atingir a meta, ao atacar, o time tem que avançar com no mínimo metade de seus jogadores. Soma-se a isso o “direito” dos defensores do time adversário ao tacle. O tacle é responsável pela imagem de violência passada pelo jogo. Consiste na jogada na qual o defensor pode levar o atacante ao chão, desde que esse seja ativo na jogada. O defensor pode derrubar o adversário através somente do tacle (onde ele voa sobre o atacante e com as duas mãos, abaixo da linha dos ombros do adversário, o agarra e o leva abaixo). Empurrões e puxões de camisa também são permitidos. Adicione-se a isso, a velocidade adquirida pelos jogadores quando enfrentam essa “marcação”. Há na verdade uma quantidade absurda de energia mecânica que é brutalmente amortizada por um eventual “encontrão” entre atacante e defensor, contando ainda que os jogadores não usam proteção especial (somente uma proteção para cabeça e para os dentes, opcionais) como no futebol americano. Por isso mesmo, no futebol americano, vale tudo, de tesouras a rasteiras, de socos a pontapés, o que o torna demasiadamente violento, coisa que no rugby é muito disciplinada e controlada.Não pense que isso é Porradobol...
Todavia, crianças, lembrem-se : “Para as jogadas de tacle é necessário meses e meses de técnica, caso contrário o jogo tornar-se-ia um grande perigo para quem recebe a ação defensora como para quem a realiza”. Portanto não tentem fazer isso em casa nem em outro esporte.
O enorme potencial de brutalidade e violência do jogo, na verdade é controlado e minimizado por uma única palavra : Disciplina. Esse é o termo central do Rugby.

Em um jogo, somente o capitão de cada time pode dirigir a palavra ao juiz. Este último tem autoridade suprema e pode punir qualquer forma de reclamação com cartão vermelho. O técnico do time não entra em campo, e só lhe é permitido no máximo assistir o jogo da arquibancada. Portanto, o capitão do time na hora do jogo torna-se também o técnico.

Algumas das jogadas principais no Rugby, que é disputado em dois tempos de 40 minutos:

TRY : vale cinco pontos. O jogador tem que cravar a bola numa área (in-goal) a partir da linha de fundo do campo adversário. Equivalente a um gol no futebol.
GOAL ou Conversão : vale dois pontos. É um adendo ao TRY. Depois de ser efetuado um TRY, o jogador que o fez tem direito a um “pênalti” de quinze metros de distância. Ele tem que mandar a bola, através de um chute, no gol em formato de “Y”. Portanto, em uma jogada o atacante pode marcar cinco pontos de TRY e mais dois de GOAL.
PENAL : Pênalti por jogada violenta ou não permitida por parte dos defensores. Vale três pontos. Novamente através de um chute a bola tem que ser alçada entre as duas hastes superiores do gol em Y.
DROP GOAL : Vale três pontos. Quando o marcador chuta a bola, em jogo contínuo, para o gol. É uma alternativa de fazer um “score” sem recorrer ao TRY, que é uma jogada bem mais difícil. É geralmente, uma jogada feia.
RUCK/MAUL : É a jogada pela qual se passa uma precipitada imagem de violência ao jogo. Quando após o tacle, a bola sai de domínio e cisca o chão. Há uma disputa pela posse da bola e nessa disputa, podem se suceder mais tacles. Resultado: a bola fica presa em algum lugar abaixo da camada de homens que se forma logo acima. Amontoam-se até seis a oito jogadores, como num “montinho humano”. É uma jogada bem feia e geralmente é procedida por uma marcação de falta ou lateral contra o time que pode vir a estar prendendo a bola.
SCRUM : É uma disputa de bola. Como uma “bola ao alto” só que bem diferente. Defensores dos dois times se engalfinham uns aos outros, numa cena bem medieval, e a bola é jogada ao chão, entre as linhas de cada equipe. Os jogadores formam um cordão entre si e vão de encontro ao mesmo da outra equipe, no que vira um “cabo de guerra humano”. A equipe que empurrar a outra para fora de sua linha, se aproximará da bola e ganhará a posse dela. Um dos lances mais brutais do jogo.
LATERAL : é uma das jogadas mais bizarras do esporte. O lateral é batido para um corredor formado paralelamente entre cinco a seis pessoas de cada time. Um jogador é alçado, isso mesmo, fazem “cadeirinha” para ele, que é levantado. É parecido com uma disputa pela posse da bola no início de um jogo de basquete.

Existem dois perfis para o jogador de Rugby :Coitado do magrela

O defensor – ou “forwards” : jogadores de defesa e que necessitam, digamos, de um corpo truculento. São pesados, fortes, brutamontes ou trogloditas e servem para defender o time, parando as jogadas do time adversário e ajudando o time no Scrum, Ruck e Maul. Fazem cara de malvado, por muitas vezes.

O atacante – ou “backs” : jogadores de ataque, que necessitam dispor de muita velocidade e agilidade. São geralmente, jogadores leves e rápidos. São os condutores da bola e lançam o time ao ataque. São perseguidos pelos defensores. Fazem cara de pobres vítimas.

Em 1999 aconteceu a última Copa do Mundo de Rugby, no País de Gales. A Austrália, força máxima do rugby, sagrou-se campeã, seguida pela França, Nova Zelândia e África do Sul. A surpresa foi o quinto lugar obtido pela Argentina. No Brasil, existe o Campeonato Brasileiro de Rugby, que ainda é disputado no tradicional eixo São-Paulo-Sul. No estado de São Paulo existem vários times de rugby, onde ele é muito organizado e levado a sério. Existem times também do Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e no Rio de Janeiro, em menor escala. No Rio de Janeiro, existem três times em evidência. O maior deles é o NITERÓI RUGBY. Os treinos são em Icaraí e o time conta com campo próprio e ótima infra-estrutura. É o único time do estado com projeção nacional. Na cidade do Rio de Janeiro, existe um único time : o RIO RUGBY. Com o time basicamente composto por argentinos que aqui residem, o RIO RUGBY é ainda um time com dimensões muito amadoras, porém uma ótima escola para quem quer começar no esporte. Existe ainda um time de Rugby em Búzios/Cabo Frio recém formado.

Paralelo ao Rugby Tradicional, em campo; têm-se o Beach Rugby (realizado na praia e com algumas regras adaptadas) e o Seven A-Side (com sete jogadores na equipe ao invés de quinze).

E como diriam os adoradores do esporte: “O futebol é um esporte de cavalheiros jogado por animais e o Rugby um esporte de animais jogado por cavalheiros”...