Eu sou normal, acredite
Sentem-se,  o show vai começar
Proteja-se: você pode ser o próximo
Mudando um pouco seu dia-a-dia
Tudo que você sempre quis ser, mas tinha vergonha
Se quiser, ponha açúcar
Got popcorn?
Let's swing, babe
Plante uma árvore, tenha filhos, escreva um livro
POW! CRASH! TUM! SNIKT!
O que você está olhando?
Porque o importante é vencer
 : )
You're hot - come on in
Veja tudo que você nunca quis ver
Saiba quem são os culpados por isso
Seja experto! Gaste pouco e ganhe muito
Sugestões? Comentários?
Perdeu algo de bom? Garanto que não

Mato, um estilo de vida por Pedro Koblitz

Não faz muito tempo, uns meses atrás, eu estava em uma trilha. Mata fechada, morro acima e pouco menos de vinte quilos me pesavam nas costas. A umidade absurda e a temperatura alta resultavam num espetáculo impressionante e assustador: saía fumaça do meu corpo. E aquilo era apenas o começo de dois dias de caminhada, desbravando uma região de praias e costões rochosos no litoral sul do estado, perto de Paraty. O destino era uma praia isolada que vem se popularizando nos últimos tempos: Martins de Sá. Normalmente o caminho até a praia do Pouso da Cajaíba é feito de barco, mas eu fora convocado por um amigo a fazer a travessia por terra e aceitara prontamente. Jamais me arrependerei. Foi desgastante em excesso, mas valeu cada passo, cada suspiro de cansaço, cada machucado, arranhão e marca deixados no meu corpo pela mata nativa. Foram dois dias vendo paisagens fantásticas, mergulhando em piscinas naturais, banhando em cachoeiras e praias lindas e me sentindo totalmente ligado ao ecossistema.quatro idiotas prestes a se machucar

Nada de anormal com isso. Na verdade é mais lógico se sentir assim no meio do mato que no meio de uma cidade. Aventurar-se em caminhadas, trilhas e travessias é revigorante, alivia o stress. Mas se você acha que não encara dois dias com uma mochila gigante e pesada nas costas, tudo bem, não precisa ser assim. Há opções para você, não importa quanto tempo ou energia você esteja disposto a gastar. Em passeios como esse, a comunhão com a natureza se dá de maneiras diversas. Pode ser um mergulho em uma piscina natural, um banho de cachoeira ou uma simples parada na beira do rio para molhar os pés. Há também praias selvagens e montanhas, morros e colinas com vistas para paisagens às quais não estamos acostumados.

Se você não tem muito tempo, tudo bem. Na cidade do Rio há várias opções. Uma ida as Paineras, preferencialmente de bicicleta, já é um bom começo. Lá há duchas de águas naturais e um dos melhores pontos de observação da cidade. O caminho é todo asfaltado e conhecido de todos. Para quem gosta de cachoeiras, há várias no horto. Basta seguir pela rua Lopes Quintas no Jardim Botânico e adentrar a mata. Não tem muito mistério, as trilhas são curtas e fáceis, sem nenhuma subida íngreme. As cachoeiras também não são lá grandes coisas, mas o que você esperava no meio da cidade? A trilha para o Morro do Corcovado também não é das mais difíceis, a subida pelos restos da mata atlântica começa no Parque Lage e pode-se avistar o Cristo Redentor durante a maior parte do trajeto. Depois um pequeno trecho pelo trilho do bondinho e chega-se ao mais famoso cartão postal do país. Com alguma sorte é possível descer de bondinho junto com os gringos. A Pedra da Gávea é mais fácil ainda. A maior parte do trajeto pode ser feita de carro até a Pedra Bonita e depois de uma caminhada sem maiores percalços, o mundo está a seus pés. Uma boa sugestão é levar a barraca, o saco de dormir, alguns sanduíches e água muita água. Depois de montar a barraca, você poderá assistir um pôr-do-sol fantástico e dormir com tranqüilidade para acordar bem cedinho e assistir a aurora da sua vida. Para os mais destemidos há o Morro dos Cabritos. Dividindo Lagoa e Copacabana entre o Corte do Cantagalo e o Parque da Catacumba, dispõe de uma vista extremamente vasta. De um lado a Lagoa Rodrigo de Freitas e todo o seu esplendor, do outro as praias de Ipanema e Copacabana. Olhando mais para frente é possível avistar até, no outro lado da Baía de Guanabara, a cidade de Niterói. Para chegar lá, vá até a Travessa Santa Leocádia em Copacabana e entre em um condomínio de prédios a esquerda. Suba pelo bondinho (sim, eles têm um bondinho) até o segundo prédio, dê a volta e você estará na trilha. Mas cuidado, a trilha é bastante fechada e o caminho de volta pode trazer algumas surpresas desagradáveis. Não posso deixar de lembrar de duas trilhas “clássicas” na Urca, o próprio Morro da Urca e o Costão do Pão-de-Açúcar. Sim, ir de bondinho também é legal mas ver a Baía de Guanabara diminuindo a medida que se sobe é, no mínimo um belo espetáculo.metade dessas pessoas subiu de carro

Por enquanto é só. Comece a descobrir as verdadeiras belezas naturais da cidade maravilhosa e surpreenda-se a cada passo. Mas lembre-se: nada de jogar lixo no chão, nem de maltratar animais ou plantas (não, as plantas não choram e nem sentem dor, mas também não estão lá para qualquer babaca sair metendo a mão). Simplesmente estar nesses lugares já causa um impacto sobre o ecossistema, então esforce-se para causar o menor impacto possível.

Você que se interessou e já está planejando um passeio no fim de semana, aguarde. Em breve um roteiro de excursões fora da cidade.