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Mato, um estilo de vida por Pedro Koblitz
Não
faz muito tempo, uns meses atrás, eu estava em uma trilha. Mata fechada,
morro acima e pouco menos de vinte quilos me pesavam nas costas. A umidade
absurda e a temperatura alta resultavam num espetáculo impressionante
e assustador: saía fumaça do meu corpo. E aquilo era apenas
o começo de dois dias de caminhada, desbravando uma região de
praias e costões rochosos no litoral sul do estado, perto de Paraty.
O destino era uma praia isolada que vem se popularizando nos últimos
tempos: Martins de Sá. Normalmente o caminho até a praia do
Pouso da Cajaíba é feito de barco, mas eu fora convocado por
um amigo a fazer a travessia por terra e aceitara prontamente. Jamais me arrependerei.
Foi desgastante em excesso, mas valeu cada passo, cada suspiro de cansaço,
cada machucado, arranhão e marca deixados no meu corpo pela mata nativa.
Foram dois dias vendo paisagens fantásticas, mergulhando em piscinas
naturais, banhando em cachoeiras e praias lindas e me sentindo totalmente
ligado ao ecossistema.
Nada de anormal com isso. Na verdade é mais lógico se sentir
assim no meio do mato que no meio de uma cidade. Aventurar-se em caminhadas,
trilhas e travessias é revigorante, alivia o stress. Mas se você
acha que não encara dois dias com uma mochila gigante e pesada nas
costas, tudo bem, não precisa ser assim. Há opções
para você, não importa quanto tempo ou energia você esteja
disposto a gastar. Em passeios como esse, a comunhão com a natureza
se dá de maneiras diversas. Pode ser um mergulho em uma piscina natural,
um banho de cachoeira ou uma simples parada na beira do rio para molhar os
pés. Há também praias selvagens e montanhas, morros e
colinas com vistas para paisagens às quais não estamos acostumados.
Se você não tem muito tempo, tudo bem. Na cidade do Rio há
várias opções. Uma ida as Paineras, preferencialmente
de bicicleta, já é um bom começo. Lá há
duchas de águas naturais e um dos melhores pontos de observação
da cidade. O caminho é todo asfaltado e conhecido de todos. Para quem
gosta de cachoeiras, há várias no horto. Basta seguir pela rua
Lopes Quintas no Jardim Botânico e adentrar a mata. Não tem muito
mistério, as trilhas são curtas e fáceis, sem nenhuma
subida íngreme. As cachoeiras também não são lá
grandes coisas, mas o que você esperava no meio da cidade? A trilha
para o Morro do Corcovado também não é das mais difíceis,
a subida pelos restos da mata atlântica começa no Parque Lage
e pode-se avistar o Cristo Redentor durante a maior parte do trajeto. Depois
um pequeno trecho pelo trilho do bondinho e chega-se ao mais famoso cartão
postal do país. Com alguma sorte é possível descer de
bondinho junto com os gringos. A Pedra da Gávea é mais fácil
ainda. A maior parte do trajeto pode ser feita de carro até a Pedra
Bonita e depois de uma caminhada sem maiores percalços, o mundo está
a seus pés. Uma boa sugestão é levar a barraca, o saco
de dormir, alguns sanduíches e água muita água. Depois
de montar a barraca, você poderá assistir um pôr-do-sol
fantástico e dormir com tranqüilidade para acordar bem cedinho
e assistir a aurora da sua vida. Para os mais destemidos há o Morro
dos Cabritos. Dividindo Lagoa e Copacabana entre o Corte do Cantagalo e o
Parque da Catacumba, dispõe de uma vista extremamente vasta. De um
lado a Lagoa Rodrigo de Freitas e todo o seu esplendor, do outro as praias
de Ipanema e Copacabana. Olhando mais para frente é possível
avistar até, no outro lado da Baía de Guanabara, a cidade de
Niterói. Para chegar lá, vá até a Travessa Santa
Leocádia em Copacabana e entre em um condomínio de prédios
a esquerda. Suba pelo bondinho (sim, eles têm um bondinho) até
o segundo prédio, dê a volta e você estará na trilha.
Mas cuidado, a trilha é bastante fechada e o caminho de volta pode
trazer algumas surpresas desagradáveis. Não posso deixar de
lembrar de duas trilhas “clássicas” na Urca, o próprio
Morro da Urca e o Costão do Pão-de-Açúcar. Sim,
ir de bondinho também é legal mas ver a Baía de Guanabara
diminuindo a medida que se sobe é, no mínimo um belo espetáculo.
Por enquanto é só. Comece a descobrir as verdadeiras belezas
naturais da cidade maravilhosa e surpreenda-se a cada passo. Mas lembre-se:
nada de jogar lixo no chão, nem de maltratar animais ou plantas (não,
as plantas não choram e nem sentem dor, mas também não
estão lá para qualquer babaca sair metendo a mão). Simplesmente
estar nesses lugares já causa um impacto sobre o ecossistema, então
esforce-se para causar o menor impacto possível.
Você que se interessou e já está planejando um passeio
no fim de semana, aguarde. Em breve um roteiro de excursões fora da
cidade.