![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
COMO É
NÃO TER UMA VIDA (VIRTUAL) por Pedro Koblitz
Digo logo: é
uma merda! Se eu nunca tivesse tido internet provavelmente nem iria achar
tão ruim, até porque não sou um cara fascinado por computadores.
Mas ruim mesmo foi ter deixado de navegar na rede justamente quando tudo estava
começando a ficar interessante, na época em que todas as empresas
começaram a veicular seus endereços virtuais na publicidade
com lugar de destaque junto ou mesmo em lugar de telefones e endereços
do mundo real. A partir daí acabou o domínio da pornografia
na rede. Veio a explosão do MP3 com o Napster e eu nem tomei conhecimento,
não tenho idéia de como funcionava assim como também
não sei como funciona o AudioGalaxy, mas tenho perfeita noção,
assim como tinha em relação ao Napster, que milhões de
pessoas nos quatro cantos do mundo fazem o download de praticamente qualquer
música que sejam capazes de pensar totalmente de graça e sem
sair do lugar e isso é considerado extremamente normal. Enquanto isso
a minha idéia de música barata é rodar lojas de CD´s
usados e bancas de vinis antigos no centro da cidade. Surgiram ainda as rádios
virtuais, foram desenvolvidos formatos compactados de vídeo, não
exigindo horas de conexão para assistir a uma seqüência
de dez segundos e ficou relativamente fácil editar uma página
levando inúmeras pessoas a exporem na rede fatos e idéias pelas
quais se interessavam. Isso levou a criação dos blogs. E até
hoje eu nunca nem vi a porra de um blog, caralho!
Na internet sempre há um pouco a mais do que conseguimos encontrar,
não importa o que seja. A informação não vem necessariamente
filtrada como em jornais e revistas, nem somos obrigados a prestar atenção
em algo desinteressante apenas para esperar o interlocutor chegar ao ponto
que nos interessa. É tudo mais fácil e caso não se encontre
resultado é porque não se soube procurar, pois "o computador
não erra, mas também não acerta" - já dizia
um professor meu (um babaca por sinal). De qualquer forma quando o resultado
é atingido, ele já está automaticamente personalizado,
pois durante a busca vai-se eliminando um a um todo e qualquer dado não
atraente, ao mesmo tempo em que aparecem outros muitos nos quais não
se estava nem pensando em procurar ou relacionar ao assunto inicial. Essa
enrolação toda é só para afirmar (ou reafirmar
- uns mil imbecis já devem ter dito isso antes) a internet como o meio
de intercâmbio de informação mais democrático de
todos os tempos, uma explosão de dados sem precedentes e à distância
de um clique. De pessoas comendo merda até enormes coleções
de arte digitalizadas passando por pedofilia, seitas religiosas de gays castrados
suicidas esperando a nave que vem no cometa e cultura alternativa de todos
os lugares do mundo (alguém já ouviu falar do trance de Goa?)
encontra-se de tudo mesmo! E absolutamente sem censura! Enquanto isso eu permaneço
aqui estático no tempo e no espaço escutando a CBN.
Hoje em dia não ter acesso à internet dentro de casa é
viver fora da realidade, ou ao menos, parte dela. Na ECO então, poderíamos
dizer uma grande parte. Por mais de uma vez (várias na verdade) encontrei
metade das pessoas da minha turma falando animadamente (com direito a gargalhadas
e gritos histéricos) sobre um assunto do qual não tinha nenhuma
informação, não porque deixei por algum motivo qualquer
de ir ao churrasco de aniversário de alguém ou porque preferi
ir para casa ver TV ao invés de tomar mais uma no Mosca, mas porque
não participo da maldita lista de e-mail. É meio revoltante
até. O pior é quando se está querendo saber algo e ouve-se
de alguém: "Ah, isso? Você acha na internet...".