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Blogs : Agora é permitido abrir diários por Vivian Rangel
Desde
a difusão da internet como ferramenta cotidiana e indispensável,
que o maior volume de tráfego na rede é feito para contato social.
Primeiramente emails, que reinam soberanos até hoje, sendo um meio
de comunicação rápido e barato. Depois deles algumas
modas passageiras, como os pesados chats e seus fundos coloridos, ícones
expressivos e uma lentidão sacal. Sites especializados para baixar
músicas. Ouvir rádio pela rede. Ver animações.
E quem não se lembra daquelas horríveis páginas pessoais,
com foto e um quadrado repleto de dados como altura e chocolate preferido?
Agora a tendência do momento na rede, a coca-cola da net, são
os Blogs.
Em definição, um blog nada mais é do que uma ferramenta,
um site na internet onde é possível construir uma espécie
de diário virtual. O blog é um FTP (File Transfer Process) que
permite a atualização rápida de páginas na rede.
O processo é simples: Você escolhe um blog (entre os mais usados
estão o Blogger e o webblog) e se cadastra. Com esse cadastro, você
dispõe de espaço, um modelo de fundo e letra básico,
modificável, e um endereço para o seu blog. O processo parece
simples, mas fica a pergunta principal, pra que se ter um blog?
Algumas pessoas argumentam que os blogs são como diários, onde
se pode desabafar e simplesmente escrever o que vier a mente, numa espécie
de diarréia mental. Outras possuem blogs altamente subjetivos e impessoais,
que usam para opinar sobre as últimas notícias, fazer piadas,
se comunicar com amigos, fazer autopromoção, provar ser uma
reencarnação de Drummond, ou tudo isso junto.
Embora eles se assemelhem a diários, é preciso deixar claro
que essa semelhança é apenas superficial. Um blog não
é feito para ser guardado em gavetas, ele é uma forma de agregação
social, é feito para ser visto, mesmo que seja construído na
ilusão de que vai ser visto apenas por amigos. Na receita de qualquer
blog estão incluídas pitadas de narcisismo e auto-afirmação.
Possuir um blog é controlar um pólo de emissão, com liberdade
total para ousar, pelo menos teoricamente. É impor-se uma auto vigilância
consentida.
Por tudo isso, o blog é feito por ambigüidades : de um lado a
vontade de falar de si, de seus sentimentos profundos, de seus pequenos problemas,
de seus desejos mais sórdidos. De outro, a preocupação
em não ser tão explícito, não confundir os receptores,
não revelar certos aspectos de sua vida e personalidade. Em tempos
de Big Brother, o comum vira atração, todo mundo quer seus 5
minutos de fama, expor sua visão de mundo. As pessoas querem ser aceitas,
mas sem jamais deixarem de serem únicas e especiais. Ter um blog pode
até ser necessidade pessoal, mas é preciso saber que alguém
o lê.
Mas essa escrita desenfreada, essa avidez por ser ouvido, envolve responsabilidades
ideológicas. Não é conveniente escrever sobre qualquer
coisa ou sobre qualquer assunto, num diário público. Alguns
blogs tentam ser tão desesperadamente subversivos que não passam
de textos superficiais, recheados de palavrões e frases de pseudo-efeito,
que já não chocam ninguém. Outros blogs são despretensiosos
e de uma profundidade surpreendente. Em qualquer estilo, ter um blog significa
“pôr o seu na reta”, de maneira mais ou menos direta, expor
sua visão de mundo. Com os blogs, muitas pessoas adquiriram o hábito
de escrever freqüentemente, de analisar os fatos. Também ficou
mais fácil ver se um amigo está bem, ler especificamente textos
sobre cinema, jogos, humor ou internet, com os blogs especializados.
Mas obviamente, junto à ascensão dos blogs, as críticas
multiplicam-se. As pessoas temem e se surpreendem com as barreiras de privacidade
cada vez menores. De repente, ler num blog banalidades da vida de outras pessoas
transforma o papel de nossa própria vida, consola até. Alguns
falam que com os blogs, nos afastamos dos amigos, deixamos de sair de casa,
mas essas críticas nasceram desde a invenção do telefone.
O que é evidente nos blogs é que eles são apenas mais
uma forma de se fazer ouvir, mas acima disso de lutar contra a solidão.
Se essa forma é apenas mais um modismo, uma ferramenta que vai ser
abandonada aos poucos, assim como foram os sites pessoais, não se sabe.
Por enquanto, o melhor a fazer é se emocionar, se divertir, queimar
os neurônios para produzir boas frases, descarregar toda a raiva no
teclado, tentar não se sentir tão sozinho, lendo ou produzindo
blogs. E quem quer ficar de fora, apenas criticando a superficialidade dos
blogs, deveria dar uma navegada por alguns blogs. Em meio a tantas catarses
sem sentido, muitos grandes escritores estão despontando, sem se darem
conta. Além disso, é humanamente impossível, não
torcer, não se identificar e não se divertir com alguns dos
episódios hilários narrados nos blogs.