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O
coração, para desempenhar a sua função
de bomba, deve dilatar as suas cavidades, de modo que se encham
de sangue, e, em seguida, comprimi-las, de modo que o sangue
seja lançado nas artérias.
Esta alternância de dilatações e de contrações
se chama revolução cardíaca.
A contração chama-se sístole e a dilatação
diástole. Contrações e dilatações
não têm lugar, porém, simultaneamente em
todas as partes do coração. Vejamos como se sucedem
as diversas fases. A aurícula direita recebe o sangue
das veias cavas, e a aurícula esquerda recebe o sangue
das veias pulmonares: as aurículas se contraem (sístole
auricular) e o sangue é assim lançado nos ventrículos.
A duração da sístole auricular é
breve, apenas 1/ 10 de segundo.
O sangue lançado pela contração auricular
ocasiona, na passagem, a abertura das válvulas aurículo
ventriculares, as quais se fecham quando a contração
auricular terminou. Neste momento se contraem os ventrículos.
O sangue é assim lançado nas artérias (pulmonar
do ventrículo direito, aorta do ventrículo Esquerdo)
determinando, na passagem, a abertura das válvulas sigmóides.
Condição indispensável desta fase é
a oclusão das válvulas aurículo-ventriculares,
de outro modo o sangue refluiria para as aurículas. A
duração da contração (sístole
ventricular) é de 3/ 10 de segundo.
Terminada a sístole ventricular, as válvulas sigmóides
se fecham para impedir ao sangue de refluir nos ventrículos.
Entramos, assim, na terceira fase, aquela de pausa, que é
uma fase de recuperação, durante a qual o coração
está em repouso.
A sua duração é de 4/10 de segundo. Em um
minuto têm lugar, em média, cerca de 80 revoluções.
É sabido, contudo, que certas pessoas têm o pulso
menos freqüente (as batidas que sentimos no pulso não
são outra coisa do que a expressão das contrações
cardíacas), enquanto em certas moléstias, nos estados
febris, nas crianças, a freqüência do pulso
é maior.
Durante a sístole auricular, os ventrículos estão
em diástole, e vice-versa. Em outras palavras, o coração
se contrai na metade superior (aurículas) e se dilata
naquela inferior (ventrículos): isto tem lugar na primeira
fase, quando o sangue passa das aurículas para os ventrículos.
Sucessivamente (segunda fase: o sangue passa nas artérias
e o vestíbulo recebe novo sangue) tem lugar o contrário:
a parte inferior se contrai, isto é, os ventrículos,
e se dilata a parte superior, isto é, as aurículas. |