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 Breno & Breno Rocha
.  A CIRCULAÇÃO O CORAÇÃO - EXAME DA FUNÇÃO CARDÍACA
Eletrocardiograma

As contrações cardíacas podem-se pôr em evidência de diversos modos. Observando-se a região do coração, em correspondência com o quinto espaço intercostal, pode-se notar, em certos indivíduos, que a parede torácica se levanta. Tal levantamento é trabalho do coração mesmo, que bate contra a parede. É sabido, além disso, que as batidas do coração se podem perceber pondo a mão na região cardíaca. Auscultando as batidas com aparelhos apropriados, como o estetoscópio e o fonendoscópio, se percebem as bulhas que são os rumores produzidos pelo abrir-se e o fechar-se das válvulas. As bulhas são duas: primeira bulha e segunda bulha, separadas uma da outra por um pequeno intervalo. Uma pausa mais longa separa, contrariamente, a segunda bulha da primeira. A primeira bulha corresponde ao fechamento das válvulas aurículo-ventriculares (tricúspide e mitral e à abertura das válvulas sigmóides: percebe-se durante a sístole ventricular. A segunda bulha corresponde, agora, à abertura das válvulas aurículo-ventriculares e à oclusão das válvulas sigmóides: é ela percebida durante a diástole ventricular. Quando as válvulas do coração funcionam imperfeitamente, porque são apertadas (estenose) ou porque perderam a sua capacidade (insuficiência), às bulhas normais se ajuntam rumores patológicos ou sopros.
O coração, contraindo-se, determina fenômenos elétricos, que podem ser registrados. Obtém-se assim o eletrocardiograma, que é formado por uma série de ondas, cada uma das quais é a tradução gráfica inicial da atividade de uma parte do coração. Neste gráfico se distingue uma onda P que corresponde à contração das aurículas, e um consecutivo complexo QRS determinado pela contração dos ventrículos. Conclui o ciclo uma onda T. Muitas alterações cardíacas determinam uma modificação da onda eletrocardiográfica normal, de modo que o eletrocardiograma representa um precioso meio de diagnóstico.

O PULSO
A contração do ventrículo esquerdo determina, com a passagem repentina do sangue na aorta, uma brusca dilatação dessa artéria. A dilatação se transmite ao longo das paredes da aorta (e de todas as artérias que se originam dela) como uma onda. A transmissão é muito rápida (9 metros por segundo) e a onda pode ser percebida no pulso, do lado do polegar, onde a artéria radial é mais facilmente perceptível. O pulso radial se percebe quase no mesmo instante em que tem lugar a contração cardíaca; esta pulsação, porém, não corresponde à chegada do sangue, que caminha muito mais lentamente do que a onda (50 centímetros por segundo). Dos caracteres do pulso se pode deduzir o procedimento do coração. Do pulso se aprecia a freqüência (número de batidas por minuto), o ritmo (regularidade das batidas), a amplitude (grau de distensão da artéria), a celeridade (tempo empregado pela artéria para atingir a dilatação máxima).

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