VERAS
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Última Carta |
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Ao ler as tuas cartas, que harmonias scherzavam-me na alma outrora. Outrora, como eu era feliz, quando sorrias do meu afeto desleal senhora. |
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Eu tinha orgulho, ouvindo o que dizias: palavras virginais que o coração decora. Hoje, porém, és outra!... Quantas ironias diz-me essa boca afeita ao beijo... agora. |
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E que serás, fanada flor capciosa, ferida por lasciva mão vaidosa de quem devia conservar-te pura? |
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A carta que pensei — dura verdade! — viesse raiar-me em sã felicidade, fez o negror de minha desventura. |
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