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   JOSÉ DA SILVA CARVALHO

E O SEU TEMPO

(1782-1856)

 

Biografia

            No último quartel do século XVIII nasceu em Vila Deanteira um homem que veio a ficar na galeria dos mais ilustres filhos da nossa querida Pátria – José da Silva Carvalho. Vejamos um pouco da sua biografia:

           1782-1820

          José da Silva Carvalho nasceu em Vila Deanteira no dia 19 de Dezembro de 1782 e era filho de humildes lavradores.

           Seus pais à custa de milagres de economia, conseguiram que frequentasse o Colégio das Artes em Coimbra e mais tarde, em 1800, a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1805.

           Em 1810 foi colocado como Juiz de Fora da Vila de Recardães e em 1814 foi nomeado Juiz dos Órfãos da cidade do Porto. Foi nessa altura que se iniciou na vida política em que tanto se notabilizou.

           Descontentes com a ingerência inglesa na vida política de Portugal, em 1818, José da Silva Carvalho, Manuel Fernandes Tomás, José Ferreira Borges e João Ferreira Viana, fundaram o Sinédrio, associação revolucionária de que veio a resultar a Revolução Liberal de 1820.

           1820-1823

         Saindo vitoriosa a revolta, Silva Carvalho foi eleito membro da “Junta Provisional preparatória das Cortes”.

          Mais tarde fez parte da Regência do Reino até ao regresso de D. João VI do Brasil, onde se tinha refugiado aquando da Primeira Invasão Francesa.

          Depois da chegada do soberano a Lisboa (3 de Julho de 1821) foi-lhe confiada a pasta dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça.

          1823-1826

          Em 1823 deu-se a reacção absolutista e Silva Carvalho foi forçado a emigrar para a Inglaterra a fim de salvar a vida – 1.º Exílio.

          1826-1828

         Aclamado rei, D. Pedro IV outorgou a Carta Constitucional a que se seguiu uma amnistia e então Silva Carvalho regressou ao reino e, desiludido com o governo, retirou-se da política e veio viver para a sua aldeia natal, onde foi alvo de perseguições; a casa onde nasceu e onde viveu nos seus retiros campestres ainda hoje é propriedade dos seus descendentes.

          D. Pedro IV abdicou do trono em favor de sua filha D. Maria da Glória que deveria casar com D. Miguel; D. Miguel jurou a Carta e regressou a Portugal para ser rei.

           1828-1832

         D. Miguel chegou a Portugal vindo de Viena de Áustria, traiu o seu juramento e proclamou-se rei absoluto, movendo uma perseguição feroz contra os liberais, o que forçou José da Silva Carvalho a refugiar-se num esconderijo na sua casa de Vila Deanteira; desse esconderijo ainda hoje existem vestígios.

         Aí foi perseguido pelos miguelistas, mas conseguiu escapar, fugindo de sua casa disfarçado de criado e rumou para Lisboa e daqui para Inglaterra – 2.º Exílio. É um episódio curioso que o povo desta aldeia guardou na memória e transmitiu de pais para filhos.

         Os exilados reuniram-se no estrangeiro formando um partido que defendia a Carta Constitucional e a Rainha, e, mais tarde, quando D. Pedro IV veio do Brasil a França para se colocar à frente dos liberais, organizaram uma expedição que comandada pelo conde de Vila Flor, depois duque de Terceira, conquistou os Açores.

          Silva Carvalho é nomeado Auditor Geral do Exército Libertador. A expedição saiu de S. Miguel e a 8 de Julho de 1832 desembarcou na praia de Mindelo e a 9 os liberais entraram na cidade do Porto.

          1832-1836

          Os miguelistas retiraram desta cidade e os liberais ocuparam-na. As tropas de D. Miguel fizeram depois um cerco ao Porto por largo tempo, tornando muito penosa a vida da população.

          Distinguiu-se Silva Carvalho neste cerco pela sua coragem e inteligência, incutindo ânimo aos já desanimados. Por tudo isto D. Pedro nomeou-o a 3 de Dezembro de 1832, ministro da Fazenda e poucos meses depois da Justiça.

           Foi a instâncias de Silva Carvalho, que em 1833, para libertar a cidade sitiada, saiu do Porto, a bordo de uma esquadra, uma expedição comandada pelo duque de Terceira; a esquadra estava por sua vez sob o comando do almirante inglês Charles Napier.

          A esquadra miguelista foi derrotada no cabo de S. Vicente e o duque de Terceira atravessou o Algarve, o Alentejo e apoderou-se de Lisboa.

          Um outro chefe liberal, o duque de Saldanha, bateu os miguelistas (que levantaram o cerco do Porto para acudir ao sul) em Almoster. O duque de Terceira bateu-os em Asseiceira e foi assinada a Convenção de Évora-Monte (26 de Maio de 1834). D. Miguel partiu para o estrangeiro e a paz voltou ao Reino.

          A 24 de Setembro de 1834, morreu D. Pedro IV e desde logo a acção de Silva Carvalho foi entorpecida, até que a revolução de Setembro de 1836 a aniquilou de todo, obrigando-o a expatriar-se mais uma vez – 3.º Exílio.

           1836-1856

          Silva Carvalho regressou a Portugal em 1838, para jurar a Constituição. Encontrou ainda os ânimos muito exaltados, no entanto, dotado de nobre carácter estendeu a mão aos adversários e continuou a sua carreira de legislador  e de magistrado.

          José da Silva Carvalho foi presidente do Supremo Tribunal de Justiça, deputado às Cortes vária vezes, par do Reino, conselheiro de Estado efectivo, Grã-cruz em Portugal da Ordem de S. Tiago da Espanha e da de Carlos III em Espanha e foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa e do Instituto Histórico do Brasil.

          José da Silva Carvalho faleceu a 5 de Setembro de 1856 e foi sepultado no Cemitério dos Prazeres (em Lisboa), no sector das figuras ilustres de Portugal.

          Recusou por várias vezes títulos de nobreza que lhe encobrissem a sua origem plebeia.

           Como nos diz o grande historiador Rebelo da Silva: "No seu túmulo pobre, mas ornado dos brasões populares de uma larga série de serviços e de sacrifícios, fala mais alto o nome só, como elogio e epitáfio, do que uma longa série de avós esquecidos ou pior ainda do que a fatuidade de uma coroa de conde ou de marquês (...). Silva Carvalho previu que o nome lhe havia de chegar puro à posteridade como o recebera de seus pais e guardou-o com o nobre orgulho de uma grande alma".

          O seu neto António Viana sintetiza a vida do seu avô dizendo que: "Silva Carvalho representou o tipo mais elevado de revolucionário político – espírito transigente, coração magnânimo, pulso de ferro" (in José da Silva Carvalho e o seu Tempo, de António Viana)

Honras e cargos

  • Ministro da Justiça (7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822),

  • Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, de 1822 a 1839,

  • Ministro da Fazenda: na regência de D. Isabel Maria, desde 13 de Dezembro de 1832, substituindo Mouzinho da Silveira; entre (1834-1835); no governo de Saldanha, de 15 de Junho a 18 de Novembro de 1835, substituindo Francisco António de Campos; no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836.

  • Acumulação de pastas: a da Marinha, de 26 de Março a 26 de Abril de 1833; a Justiça, de 31 de Abril de 1833 a 23 de Abril de 1834.

  • Membro da Associação Eleitoral do Centro, que concorre às eleições de 1838.

  • Primeiro Presidente do Supremo Tribunal de Justiça,

  • Deputado às Cortes várias vezes,

  • Par do Reino,

  • Conselheiro de Estado efectivo,

  • Grã-cruz em Portugal da Ordem de S. Tiago da Espanha e da de Carlos III em Espanha,

  • Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa e do Instituto Histórico do Brasil.

Correspondência

           A correspondência de Silva Carvalho é vasta e encontra-se, em boa parte, publicada na obra do seu neto António Viana. No entanto, acrescenta-se/destaca-se a correspondência com:

Publicações

  • Revolução Anti-Constitucional de 1823 - suas verdadeiras causas e efeitos [em colaboração com Francisco Simões Margiochi], Impresso por L. Thompson, Londres, 1825

  • Instruções Provisórias dirigidas às autoridades administrativas e fiscais..., Imprensa da Universidade, Coimbra, 1834

  • Relatório apresentado na Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portuguesa em 23 de Janeiro de 1835, Imprensa Nacional, Lisboa, 1835

  • Manifesto sobre a execução que teve a lei de 19 de Dezembro de 1834 nas operações de fazenda que em virtude della se fizeram..., Typ. Patriotica de Carlos José da Silva & Comp.ª, Lisboa, 1836, 44 pp

Bibliografia

          GUEDES, Armando Marques (1947) - "José da Silva Carvalho", in "Jurisconsultos Portugueses do Século XIX" (dir. e colab. de José Pinto Loureiro), vol. I, Conselho Geral da Ordem dos Advogados, Lisboa, pp. 292-420

          MOGARRO, Maria João (1990) - "José da Silva Carvalho e a Revolução de 1820", Livros Horizonte, Lisboa, 155 pp. ISBN 972-24-0791-0

          SILVA, L. A. Rebelo da (1870) - "Varões Illustres das Tres Epochas Constitucionaes", Lisboa, pp. 188-211

          VIANA, António (1891-1894) - "José da Silva Carvalho e o seu tempo", 3 vols., Imprensa Nacional, Lisboa.

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2. VALERIANO RIBEIRO ROZEUMA E BRITO

(1656 - 1743)

        Nasceu em S. João de Areias, casa a 7 de Outubro de 1678 com D.ª Isabel Maria de Almeida, de Vila Deanteira e é para esta terra que vem viver depois do casamento.

         Foi o primeiro capitão-mor das ordenanças de S. João de Areias.

        Sucedeu-lhe no cargo o seu filho João de Brito Ribeiro e Almeida (1681-1744) que casou com D.ª Águeda Maria de Mesquita Castelo Branco. Foi Morgado e Cavaleiro Professo do Hábito de Cristo.

        Dois filhos deste último casal foram os capitães-mores de S. João de Areias: Valério Inácio de Brito Ribeiro e Almeida Castelo Branco (1712-1767) e João Homem de Brito Ribeiro Almeida Castelo-Branco (1719-1813).

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3. DR. CAETANO DE CARVALHO

(? - 1779)

Era filho de Manuel de Carvalho e de Maria Dias. Formou-se em Cânones a 11 de Julho de 1744 e ocupou um lugar de destaque na freguesia, sendo mesmo durante o ano de 1751 o Juiz Ordinário e das Sisas do concelho de S. João de Areias.

Irmão do Reverendo José dos Santos, de Teresa Dias, de Mariana Dias de Carvalho e de António de Carvalho, a descendência desta família teve papel de relevo a nível local, bem como a nível nacional, uma vez que o Dr. Caetano de Carvalho foi avô materno do célebre político José da Silva Carvalho.

Nunca casou e teve uma filha de uma "sua pupila" chamada Rosa Maria Oliveira, solteira; a sua filha chamou-se Ana Maria de Jesus Carvalho e seria mãe de José da Silva Carvalho.

A partir de 1764 foi Eleito das Obras da nova Igreja Matriz.

O Dr. Caetano de Carvalho faleceu a 7 de Março de 1779.

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4. Capitão JOSÉ CORREIA DE ALMEIDA DUARTE

(1724 - 1792)

         Era filho de António Correia de Almeida e de Maria Correia e foi baptizado a 19 de Outubro de 1724 e era pai do Dr. Juiz Francisco José de Miranda Duarte.

         Foi um dos Eleitos para as obras da nova capela de S. Silvestre, entre 1786 e o seu falecimento a 20 de Fevereiro de 1792.

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5. AGOSTINHO PINTO DE FIGUEIREDO

(1725 - 1799)

Foi baptizado a 12 de Maio de 1725.

Era um proprietário remediado.

Em 1782 foi Depositário das Sisas do concelho.

Foi um dos Eleitos para as obras da nova capela de S. Silvestre, entre 1786 e o seu falecimento a 11 de Janeiro de 1799.

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6. ANTÓNIO DE CARVALHO

(1733 - 1806)

Foi baptizado a 17 de Maio de 1733 e era irmão do Dr. Caetano de Carvalho.

Era um proprietário remediado.

Foi em 1786 um dos Eleitos para as obras da nova capela de S. Silvestre.

Faleceu a 12 de Março de 1806.

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7. MANUEL RODRIGUES ALVES

(? - 1810)

Era um proprietário remediado.

Em 1786 foi um dos Eleitos para as obras da nova capela de S. Silvestre.

Foi morto pelos franceses a 21 de Setembro de 1810, sendo enterrado no adro da capela de Santo António, em Silvares.

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8. DR. FRANCISCO JOSÉ DE MIRANDA DUARTE

( 1756 - ? )

Biografia

          O Dr. Francisco José de Miranda Duarte nasceu em Vila Dianteira a 24 de Novembro de 1757 e foi juiz desembargador

           Era filho do capitão José Correia de Almeida Duarte (de Vila Dianteira) e de Francisca Josefa Rodrigues de Miranda (de Ázere, Tábua).

           Foi baptizado a 4 de Dezembro de 1757, na Igreja de Ázere, Tábua (AUC, Certidões de Idade, 1772-1833, vol. XIV)

           Formou-se em Cânones a 24 de Maio de 1777.

           Casou no dia 25 de Agosto de 1790 com D.ª Josefina Eusébia de Freitas Sousa Prego (de Sintra), em S. Martinho de Sintra.

           Em 1800, definia-se como Juiz do Desembargo de sua Alteza Real, Desembargador do Rio de Janeiro e com Assento e Pose na Relação e Casa do Porto

          Dos seus filhos só o Dr. Francisco José de Sousa Miranda, manteve ligações à aldeia de Vila Dianteira (pelo menos, assim o parece); o Dr. Francisco Sousa Miranda, nasceu em Faro, casou com D. Margarida Eugénia de Magalhães e faleceu em Lisboa a 30 de Dezembro de 1846; teve a leitura de Bachareis em 1817, foi depois nomeado Juiz de Fora de Ponte de Lima em 1819, anos mais tarde (1822 ou 1823) Juiz dos Orfãos da cidade de Beja, em 1827 era Provedor da Comarca de Miranda, mercê que depois foi aumenta com Predicamento de Primeiro Banco, em 1835 foi nomeado Delegado da Recebedoria Geral da Província da Beira Alta, na Comarca de Viseu, em 1836 foi nomeado Auditor junto do Quartel General da Província da Beira Baixa e em 1840 recebeu a mercê de Cavaleiro da Ordem de Cristo.

          Desconhece-se o lugar e a data em que faleceu o Dr. Francisco José de Miranda Duarte.

          A Quinta da Formiga pertenceu a esta família.

Honras e cargos

  • Eleito das obras na nova Igreja Matriz de São João de Areias (a partir de 1779),

  • Juiz Ordinário e das Sisas do (à altura) concelho de São João de Areias(em 1780),

  • Juiz de fora da vila de Sintra (nas terras da Casa da Rainha) e Presidente do senado da Câmara de Sintra (nomeado a 7 de Junho de 1786),

  • Auditor do Regimento de Artilharia da Corte (nomeado a 29 de Janeiro de 1790)

  • Juiz de fora da cidade de Faro, nas terras da Casa da Rainha (nomeado a 18 de Maio de 1793),

  • Auditor do Regimento de Artilharia do Algarve (nomeado a 18 de Maio de 1793),

  • Juiz desembargador da Relação do Rio de Janeiro (nomeado a 4 de Maio de 1800),

  • Cavaleiro da Ordem de Cristo (19 de Junho de 1805),

  • Juiz desembargador da Relação e Casa do Porto (portaria de 16 de Fevereiro de 1810),

  • Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (carta de 24 de Julho de 1825)

Bibliografia sobre esta personalidade

           MENÉNDEZ, José Filipe (1992) - "Francisco José de Miranda Duarte - Percursos de um magistrado setecentista / Subsídios para a genealogia dos Bernardes de Miranda e dos Sousa Prego", Ed. de autor, Queluz [policopiado]; publicado posteriormente in "Raízes & Memórias", n.º 9, Associação Portuguesa de Genealogia, Lisboa, 1993, pp. 163-186.

           NEVES, António Nunes da Costa (2002) - "Igreja Matriz e Capelas da freguesia de S. João de Areias", Grupo de Arqueologia de Arte do Centro (GAAC), Coimbra, p. 142 e 145.

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9. ANTÓNIO DA COSTA BRANDÃO

(? - 1840)

Era sobrinho do capitão-mor João Homem de Brito Ribeiro Almeida Castelo-Branco (1719-1813) e herdou os bens desta família em Vila Deanteira. Estes bens foram sendo herdados pelos seus homónimos, filho e neto. O seu neto António da Costa Brandão, casado com D.ª Ana Delfina de Loureiro Cardoso, foi o avô de D.ª Georgina Loureiro.

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10. ANTÓNIO VIANNA

(1858 - 1931)

INSPIRAÇÃO

           À memória de minha Mãe

         Montes da minha aldeia, tão formosa,
         Que as águas do Mondego ides guiando
         Para onde triste fonte está chorando
         A morte d'uma amante desditosa!

         Aqui passou a infância descuidosa
         Aquela que estou sempre recordando;
         Aqui as tenras mãos uniu rezando,
         À hora do sol posto silenciosa.

         O mesmo sino ouviu que estou ouvindo;
         Por estes mesmos vales discorrendo,
         Memória aqui deixou que estou sentindo.

         Quem sabe, doce mãe, se me estais vendo?
         Quem sabe se do Céu me estais sorrindo,
         E os versos me inspirais que vou escrevendo?


                                           António Vianna - "Flores d'Outono", pág. 9, Imprensa Nacional de Lisboa, Lisboa, 1922.


          António José Viana da Silva Carvalho nasceu a 15 de Março de 1858 e faleceu em Abril de 1931. Era neto, pelo lado materno, de José da Silva Carvalho.

          Bacharel formado em direito, escreveu no campo da história "José da Silva Carvalho e o seu tempo", em 3 volumes, obra fundamental para o estudo do seu ilustre avô, e ainda "A Revolução de 1820 e o Congresso de Verona" (1901), "A Emancipação do Brazil" (1922) e "A Carta e a Reacção" (1958), e, no campo da poesia, "Tobias" (1901) e "Flores d'Outono" (1922).

          "Flores d'Outono" é dedicado a sua mãe, falecida em 1886 e a quem devotava um amor extremo; em 1894 casa-se com D.ª Laura de Soares Franco Schroter que «irá ocupar-lhe no coração o lugar vago pela morte de sua mãe».

          O Dr. António Viana, a sua esposa e as suas duas filhas passavam uma parte das férias na sua casa aqui em Vila Deanteira. Eram pessoas sinceramente queridas e estimadas por todos.

  ( Blogue Vila Dianteira - Domingo, 7 de Março de 2004, 22:44)

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11. ALFREDO NUNES [MIRANDA]

(1873 - 1956?)

Tetraneto do Eleito das obras da nova capela de S. Silvestre, António de Carvalho. Primo do Dr. Francisco de Vasconcelos Carvalho Beirão, pai da escritora Sarah Beirão.

Casou a 5 de Outubro de 1905 com D.ª Eugénia Oliveira.

Republicano convicto, tal como o seu primo Dr. Francisco Beirão, colaborou na implantação, a nível local, dos ideais republicanos.

Homem de carácter, determinado, duro e meigo, soube organizar a sua vida de modo a granjear um conjunto de bens que lhe permitia viver com algum desafogo.

Abriu uma loja/venda de vinhos, panos e mercearia em Vila Deanteira. Foi uma das primeiras casas a nível da freguesia e mesmo do concelho a possuir telefonia, bicicleta (importada de Birmingham) e carro.

À sua acção se deve a construção, na década de 40 do século XX, do antigo pontão em cantaria sobre o ribeiro, prolongando a rua da aldeia até à capela; nessa altura construiu-se também a fonte em cantaria junto ao ribeiro, vilmente destruída há poucos anos.

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12. FILHOS DA LIBERDADE

 

A maior parte do século XX foi uma época de miséria, atraso e ignorância; o ditador Salazar estava convicto de que o povo para ser obediente tinha de passar fome e ser ignorante e, por isso, bastava-lhe a escolaridade mínima.

Durante o Estado Novo ninguém da aldeia se licenciou.

Neste período, que conheçamos, só Alcina Miranda tirou o curso de professora do Ensino Primário; a Professora D.ª Alcina foi também professora na Escola Primária de S. João de Areias.

Com a abertura ao ensino no pós-25 de Abril, mais jovens da aldeia têm acesso ao antigo liceu e nas duas décadas finais do século XX e inícios do século XXI voltamos a ter licenciados em Vila Deanteira.

Deixamos aqui registado os licenciados nascidos na aldeia (e que aqui mantém residência), bem como os que para cá vieram viver: António Nunes da Costa Neves (lic. em Biologia), Carlos Edgar Costa (lic. Enfermagem), Ana Bela Miranda Figueira (lic. História), Ana Cândida Branquinho Correia Relvas (lic. Direito), Rita Isabel Branquinho Correia Relvas (lic. Direito), Fátima Maria Martins Pais (lic. Design de Equipamento) e Rosa Miranda (lic. Medicina).

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SUMÁRIO:

 1. DR. JOSÉ DA SILVA CARVALHO

e outras figuras ilustres da aldeia: 

2. VALERIANO RIBEIRO ROZEUMA E BRITO

3. DR. CAETANO DE CARVALHO

 4. CAPITÃO JOSÉ CORREIA DE ALMEIDA DUARTE

5. AGOSTINHO PINTO DE FIGUEIREDO

6. ANTÓNIO DE CARVALHO

7. MANUEL RODRIGUES ALVES

8. DR. FRANCISCO JOSÉ DE MIRANDA DUARTE

9. ANTÓNIO DA COSTA BRANDÃO DO LOUREIRO

10. ANTÓNIO VIANNA

11. ALFREDO NUNES

12. FILHOS DA LIBERDADE

 

 

 

 

 

José da Silva Carvalho em 1822

 

 

Silva Carvalho em 1833

(Primavera, José Joaquim Rodrigues, 1793-?)
 

 

Silva Carvalho em 1834

(Primavera, José Joaquim Rodrigues, 1793-?)
 

 

Silva Carvalho

(Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

 

 

 

 

Silva Carvalho em 1837

(Llanta, Jacques François Gauderique, 1807-1864)
 

 

Silva Carvalho em 1842

 

Silva Carvalho em 1842

(Colecção do Banco de Portugal)

 

Silva Carvalho por Columbano

(Encontra-se na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves e constitui um estudo de Columbano Bordalo Pinheiro para o painel dos Passos Perdidos da Assembleia da República)

 

Silva Carvalho nos Passos Perdidos da Assembleia da República - quadro de Columbano

 

Silva Carvalho nos Passos Perdidos da Assembleia da República - é o primeiro do lado direito

 

Silva Carvalho com condecorações e a sua assinatura

 

Silva Carvalho

(Encontra-se no Supremo Tribunal de Justiça)

 

Bilhete Postal editado em 2003, comemorando os "170 Anos de Separação de Poderes em Portugal"; Silva Carvalho foi o 1.º Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

 

Silva Carvalho

(Sousa, Joaquim Pedro de, 1818-1878 - gravura de 1865)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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