1-
August Wandersee, 1855-1940
Com origens na Prov da Pomerânia, nasceu em1855 em Brandemburg, e era filho de Friedrich Vandersee e Christine Gowitzke. August Wandersee cresceu em uma familia luterana; quando pequeno ele e sua familia se transferiram para Frankfurt an-der-Oder uma cidade perto de Berlin no Brandemburgo, onde ele veio a servir o exército alemão aos 18 anos de idade. Seu pai Friedrich era
padeiro, profissão esta que foi ensinda a ele mais tarde.
    August casou-se em 1894 com Wilhelmine Arndt alemã filha de Carl Arndt e Ernstine Kelm. Em 1895 o casal teve seu primeiro filho Gustav Wandersee, 1897 nasceu Albert Wandersee e em 1899 nasceu Hermann Otto Vandersee.
      Em 1901 esta familia, assim como tantas outras imigrou para as América e o país escolhido foi o Brasil. Eles foram encaminhados para a colônia de Santa Leopoldina, lugar este onde a população era em sua maioria de origem alemã.
      Nos primeiros anos ele se instalou na sede do municipio com uma padaria, mas com o passar dos anos comprou terras e passou a viver do cultivo do café. Em Santa Leopoldina August casou seu filho Germanno (Hermann) e viu nascer a maioria de seus netos. Após perder esposa e filho (Wilhelmine em 1913 e Albert em 1939), August veio a falecer no ano de 1940 na casa em ele construiu e viveu boa parte de seus anos.
      2-
      Germanno Otto Vandersee, 1899-1967
      Filho de August Wandersee e Wilhelmine Arndt. Germanno chegou ao Brasil ainda criança. Mas por ter convivido somente com pessoas de lingua alemã, falava pouco o português. Germanno se declarava um eterno apaixonado por Santa Leopoldina.
        Germanno casou-se em 1922 com a tirolesa austriaca Adélia Egg Pajsos com quem teve 9 filhos:
        1925 Alberto Vandersee que casou-se com a pomerana Maricotta Blanc
          1927 Roberto Vandersee que casou-se com a polonesa Maria Drosck
            1929 Augusto Vandersee que casou-se com a italiana Ilma Pianna

            1930 Paulo Vandersee que casou-se com a Brasileira Valcinea Sarmento
              1934 Angela Vandersee
                1937 Julia Vandersee que casou-se com o alemão Francisco Ignacio
                  1940 Santino Vandersee
                    1945 Maria Vandersee que casou-se com o italiano Davide Spillari
                      1954 as gemeas Dalva e Bernadeth Vandersee.
                        Germanno viveu uma vida de altos e baixos. Viveu a riqueza e viveu também a falência; viveu um bom matrimônio e também o divórcio e em 1967 veio a falecer de cancer.
                        Casamento Pomerano (Denise Wandersee)
                        As noivas de preto, uma das tradições pomeranas. Um bom casamento começa meses ou até anos antes da grande festa, período em que os pais dos noivos preocupam-se com a engorda de animais e com o cultivo de cereais, mandioca, batata-doce, cará e gengibre para fazer o suco. A festa sempre acontece na casa dos pais da noiva e o convite é feito da forma mais tradicional e romântica possível: através de poemas declarados em alemão por um dos irmãos da noiva, que sai a cavalo ou de bicicleta pela comunidade,
                        com enfeites de fitas e flores coloridas e uma garrafa contendo rabo-de-galo (mistura de todas as bebidas alcoólicas da região), também enfeitada. Chama-se hochditsbira o encarregado do convite. Quando se aproxima da casa da família a ser convidada, ele se expressa através do tradicional grito de alerta. A família se dirigi para a sala, onde ele, caminhando em círculo, declara o convite. Despede-se tomando e oferecendo um trago de rabo-de-galo.

                        A família se dirigi para a sala, onde ele, caminhando em círculo, declara o convite. Despede-se tomando e oferecendo um trago de rabo-de-galo. Antes de sair, um dos membros da família apanha no tuchkasta (baú de roupas) uma fita ou um lenço para prender com alfinetes nas costas ou nos ombros do hochditsbira.
                          Conforme as proporções do casamento e o numero de família envolvidas, esse trabalho leva quase três semana.
                            Os convidados da noiva são identificados com fitinhas vermelhas e os convidados do noivo com fitinhas azuis.
                              A festa dura três dias e tem muita bebida, comida e divertimento.
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                              Adelia Egg Pajsos, 1904-1988
                              Não se pode estudar a história dos Wandersee/Vandersee capixabas sem conhecer um pouco da vida desta imigrante austríaca, que na realidade é a matriarca desta família no Estado do Espírito Santo.
                                Nata em Julho de 1904 no Tyrol, Adélia Egg Pajsos era filha dos tyroleses Emilie Egg e Porfirio
                                Pajsos. Viveu toda a sua infãncia no Tyrol capixaba, uma colônia de imigrantes tyroleses que se instalou no séc 19 no município de Santa Leopoldina.
                                  Os tyroleses ao contrário das demais etnias germânicas instaladas no município de Santa Leopoldina, não vieram para o Brasil somente em busca de riquezas, mas também em busca de matrimônios. As leis vigentes na Austria naquele período eram patriarcais e discriminativas, somente um filho de livre escolha do pai tinha direito a herança. Consequentemente os demais filhos não tinham direito a nada, ou permaneciam dentro de casa e trabalhavam para o irmão mais velho ou deveriam procurar outras terras, no final muitos tornavam-se desempregados.
                                  Abaixo estão listadas as famílias tyrolesas que colonizaram o distrito do Tyrol capixaba. As destacadas em negrito são as famílias da qual Adélia fazia parte, ou era aparentada:
                                    Aichner, Auer, Blank, Egg, Penz, Erlacher, Foeger, Greier, Grisch, Helmer, Holzmeister, Kapferer, Kofler, Krefsbacher, Markt, Meir, Muller, Oberacher, Oelhafen, Penz, Pfurtscheller, Piedner, Polsmoser, Rander, Reich, Rofner, Rott, Schleifer, Schlierenzauer, Schmidt, Schopf, Siller, Singer, Specklacher, Steiner, Tschan, Uberbacher, Walcher e Wegscheider.Adélia foi uma execelente mãe e dedicada esposa. Embora analfabeta sabia falar hochdeutsch (alto alemão usado na igreja e língua de seu esposo), pomerano (dialeto predominante na região em que viviam), tyroles (dialeto de sua família, com o qual se comunicava com seus parentes) e português (embora com sotaque o falava perfeitamente).
                                      Vovó Adélia assim chamada por seus neto (eu sou um deles), casou-se muito cedo aos 16 anos com Germanno Otto Vandersee (alemão) com o qual teve 9 filhos. Para saber mais detalhes sobre ele, leia sobre Germanno Vandersee. Vovó Adélia possuía irmãos do primeiro e do segundo casamento, eis alguns nomes: Geraldo Leppaus, Maria Leppaus, Bernardo Leppaus, João Leppaus, Francisco Leppaus e Guilherme Leppaus (todos filhos do primeiro casamento de sua mãe que na verdade casou-se com um primo dela da familia Leppaus). Do segundo matrimônio nasceram: Pedro Pajsos, Henrique Pajsos, Adélia Pajsos e Isabel Pajsos. Gosto sempre de frisar que vovó Adélia dizia sempre que queria morrer sem sofrimento, e Deus respondeu suas preces em 1988. Após sair de um esame de rotina vovó Adélia veio a falecer. Seu sistema parou de funcionar. Eles eram todos originarios de Greis e Fulpness no Tyrol-Austria.
                                      Hello !!! Meu nome é Roberto Vandersee Spillari, sou capixaba filho de Maria Vandersee e David Spillari (in memorian). Atualmente moro em Bournemouth-UK.
                                      Italo-alemão com muito orgulho, não posso negar que mais orgulhoso ainda tenho por ser também BRASILEIRO. Este trabalho é fruto de mais de 10 anos de pesquisa, muitas informações já teriam sido perdidas se não fosse por este trabalho de resgate histórico familiar. Estou sempre a disposição para contatos e novos amigos, caso tenhas informações a acrescentar, dados a corrigir, informações a pedir ou outros, não pense duas vezes em me escrever.

                                      Bis Bald!

                                      rspillare@yahoo.it

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                                      by Roberto Vandersee Spillari
                                      " Warhlich, warhlich, ich sage euch: Wer an mich glaubt, der hat das ewige Leben." Johannes 6:7
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