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Condução Terapêutica

 

A maioria das medidas terapêuticas disponíveis para pacientes com edema agudo de pulmão são de apoio avançado à vida de doente, empregadas independentemente da causa do edema agudo:

 

1. Melhorar a oxigenação

2. Reduzir a ansiedade (para prevenir a descarga simpática)

3. Diminuir o retorno venoso

Além disso, evidentemente, é necessário controlar os fatores desencadeantes do quadro.

 

 

 

 

 

 

 

Melhorar a Oxigenação

 

O oxigênio é a substância mais efetiva no edema agudo de pulmão.

 

Aumentar a FIO2 (percentagem de oxigênio no ar inspirado) sempre com uma máscara facial, uma vez que o cateter nasal, útil em outras situações, é ineficaz no edema agudo de pulmão; desgraçadamente, por vezes o paciente "luta" com o médico porque a máscara costuma fazer com que o paciente se sinta adicionalmente sufocado.

 

O oxigênio deve ser adequadamente unificado, para evitar o ressecamento de secreções, o que costuma suceder em função de que um enorme volume minuto respiratório estará entrando e saindo pelas vias aéreas. Nos pacientes que estão retendo CO2, é melhor usar FIO2 de 24%, mas se necessário deve-se aumentar esta percentagem, desde que o paciente seja cuidadosamente avaliado quanto ao desenvolvimento de obnubilação (narcose carbônica).

 

Outras atitudes úteis são RPPI (respiração por pressão positiva intermitente) e o uso de aminofilina endovenosa, para controle de broncospasmo e melhoria da força de contração da musculatura esquelética.

 

 

 

 

 

 

Controlar a Ansiedade

 

A ansiedade do paciente é altamente contagiosa e se transmite facilmente aos elementos da equipe médica se esta não tiver "sangue de barata", digo, experiência. A morfina é capaz de sedar a ansiedade do doente (e da equipe) porém realiza importantes ações hemodinâmicas, como queda na pressão atrial (por reduzir retorno venoso via venodilatação), diminuição da pós-carga imposta ao ventrículo esquerdo e, "de quebra" exerce efeito inotropo-positivo discreto. As contra-indicações são pneumopatia grave, insuficiência hepatocelular e mixedema.

 

 

 

 

 

 

 

Reduzir a Pressão Atrial Esquerda

 

Diminuindo Retorno Venoso

1. Sedar Ansiedade

2. Colocar o paciente sentado, com os pés não apoiados no solo, o que simultaneamente diminui o retorno venoso, diminui o trabalho respiratório e aumenta os volumes pulmonares

3. Furosemida endovenosa: diminui rapidamente a congestão venocapilar pulmonar, através do rápido efeito vasodilatador inclusive sobre veias pulmonares, de modo que a queda na pressão atrial esquerda é maior e mais rápida do que se esperaria de seu efeito diurético (que é mais tardio que o efeito venodilatador)

4. Vasodilatadores venosos, tais como nitratos, os quais simultaneamente reduzem o retorno venoso (por vasodilatação venosa sistêmica) e aliviam isquemia miocárdica acaso existente

5. Garroteamento de extremidades, com rotação dos torniquetes (três dos quatro membros de cada vez, mantidos numa pressão que seja maior que a pressão venosa porém menor que a arterial, para evitar isquemia do membro)

6. RPPI (respiração por pressão positiva intermitente), a qual eleva a pressão alveolar, comprime os vasos pulmonares e reduz o retorno venoso ao coração esquerdo

7. Flebotomia, que diminui o retorno venoso por diminuir o volume de sangue circulante

8. Diálise, que diminui o volume de sangue intravascular; esta medida terapêutica é particularmente útil em nefropatas, nos quais os diuréticos usualmente são ineficazes

 

 

 

Aumentando a Fração de Ejeção de VE

 

1. Aumentar a contratilidade, empregando:

Digitálico

Aminofilina

Morfina/Meperidina

 

 

 

2. Reduzir pós-carga de VE:

Nitroprussiato de sódio (se há choque associado)

Uso de balão de contrapulsação aórtica

 

 

 

Outras

Aneurismectomia (se este é a causa do EAP)

Correção cirúrgica de ruptura de cordoalhas tendinosas (se isto é a causa)

Troca de válvula (solução definitiva)

 

                               

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