O Grande Ideal

21/01/02

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O Grande Ideal


Na cor de piche brilhava
Sangue vermelho e vivo.
No semblante amargurado
Lágrimas teimavam em não descer.

A revolta era enorme, 
Pela injustiça praticada.
Saíram sem pedir licença
Da pátria que tanto amavam,
Para senhores sem direitos
Obedecerem e servirem.

Alguns mais valentes,
Sem medo, sem receio,
Preferiam as chibatas,
Que gotas de sangue arrancavam,
Pelos feitores sem coração.

Alguns fugiram e enfrentaram
Animais selvagens
E sílvicolas hostis.
Os quilombos se formaram
Longe das senzalas peçonhentas.

Amaram, fizeram filhos,
E, na vida continuaram confiando.
Pois a única coisa
Que lhes restava
Era essa ousadia e fé no futuro.

Alguns, de cores brancas,
Mas com a mistura
Do sangue negro nas veias,
Os ajudaram com seus
Poemas, escritos e discursos.

A luta foi grande.
A mistura também.
Hoje, ninguém pode garantir
Que em suas veias
O sangue é diferente.

Apenas a epiderme,
Umas mais claras,
Outras mais escuras.
O cabelo, encarapichado
Ou apenas ondeado
Difere da cor negra
E pura do negro africano.

Pois o sangue
Que corre nas veias de:
Brancos, Negros e Índios
É o mesmo rubro
Das raças perfeitas,
Como queriam os nazistas.

Hoje um século se faz
Que a princesa Izabel
Os libertou
Porém na realidade
Só é livre,
Aquele que
Luta, briga, sofre e morre
pelo seu grande ideal.

Elaine Ventureli Caldas

 

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Este site foi atualizado em 21/01/02