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Tiradentes
Sozinho sobre o prostíbulo,
Rememorava a vida.
De tudo que ia lhe acontecer
Nem uma mágoa havia.
Tomou sobre si toda a culpa,
Livrando os companheiros.
Pela liberdade do Brasil
Com orgulho nobre diria:
_ "Dez vida eu tivesse,
Dez vidas eu daria".
por tamanha descortesia
O vice-rei, D. Luiz de Vasconcelos e Sousa
Deu a ordem estarrecedora.
As onze horas da manhã
De um sábado ensolarado,
Dia 21 de abril de 1792,
Foi ele enforcado.
Sua cabeça decepada
E os membros esquartejados,
Pelos caminhos que levam a Vila Rica
Foram espalhados.
Seus traidores:
O mais célebre, Joaquim Silvério dos REis
Com os portugueses
Malheiro de Lago e Inácio Pamplona
Ficaram na história
Como os verdadeiros algozes.
Sua casa foi arrasada,
E o local salgado,
Para que nada ali se edificasse,
E, planta nenhuma nascesse.
Serviu como adubo
Para gerações futuras,
Que a todo custo
Procura imitá-lo.
Fazendo do seu sacrifício
Apoio para as lutas futuras
E glória do Brasil nascente,
Que até hoje se orgulha
Do herói e idealista.
Elaine Ventureli Caldas
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