Tiradentes

22/01/02

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Tiradentes

Sozinho sobre o prostíbulo,
Rememorava a vida.
De tudo que ia lhe acontecer
Nem uma mágoa havia.

Tomou sobre si toda a culpa,
Livrando os companheiros.
Pela liberdade do Brasil
Com orgulho nobre diria:

_ "Dez vida eu tivesse, 
Dez vidas eu daria".
por tamanha descortesia
O vice-rei, D. Luiz de Vasconcelos e Sousa
Deu a ordem estarrecedora.

As onze horas da manhã 
De um sábado ensolarado,
Dia 21 de abril de 1792, 
Foi ele enforcado.

Sua cabeça decepada
E os membros esquartejados,
Pelos caminhos que levam a Vila Rica
Foram espalhados.

Seus traidores:
O mais célebre, Joaquim Silvério dos REis
Com os portugueses
Malheiro de Lago e Inácio Pamplona
Ficaram na história
Como os verdadeiros algozes.

Sua casa foi arrasada, 
E o local salgado, 
Para que nada ali se edificasse, 
E, planta nenhuma nascesse.

Serviu como adubo
Para gerações futuras,
Que a todo custo
Procura imitá-lo.

Fazendo do seu sacrifício
Apoio para as lutas futuras
E glória do Brasil nascente,
Que até hoje se orgulha
Do herói e idealista.

Elaine Ventureli Caldas

 

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Este site foi atualizado em 22/01/02