Vida e Obra de Bernardo Guimarães
  poeta e romancista brasileiro [1825-1884 - biografia]

 
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Poesias
Cantos da Solidão, livro publicado em 1852
Prelúdio Amor ideal Esperança
Invocação Primeiro sonho de amor Hino à aurora
O Ermo O Devanear de um céptico À uma estrela
No meu aniversário O devanear de um céptico (em espanhol)  Desalento
O destino do vate Visita à sepultura
de meu irmão
À sepultura de
um escravo

Inspirações da Tarde, livro publicado em 1858

Poesias Diversas

Evocações

Novas Poesias, livro publicado em 1858

Poemas polêmicos publicados clandestinamente em 1875

Folhas de Outono, livro publicado em 1883

Dispersos

Poesias de João Joaquim da Silva Guimarães,
pai de BG

A João Cardoso A um cravo achado no chão Soneto
(ao meu amigo, o capitão...) 
Soneto
(à morte de uma...)
O empregado público Luís XIII
À sepultura de... Soneto
(improvisado depois...) 
Soneto
(a um amigo da roça) 
A buena-dicha - Madrigal Apólogo Elegia
(à morte de D. Pedro I)
João Joaquim da Silva Guimarães, segundo o seu filho BG.  


Poesias de Albino José Alves Filho (1873-1915)
(Casado com Isabel, filha de Bernardo Guimarães)

Cantando Anima Volaris Etopéia Indígena
A Nogueira de Sá
Etopéia Indígena
Ao Francisco José Alves
llusão depois da desilusão Aurora
Ao 4º Aniversário de "A Verdade"
À sua ilustrada Redação
Ao 4º Aniversário de "A Verdade"
Soneto
Serenata
A S. Vianna
Em viagem... Longe de ti Num álbum
A surpresa do segredo D’Aprés Nature Amores...
Uma saudade Gutemberg Soneto
Soneto (Beijos) Soneto (mutação) Soneto (distante)
Soneto
À redação de "A Verdade"
Do Livro de Armia 1 Do Livro de Armia 2
Do Livro de Armia 3
Ao comendador Schumann
Do Livro de Armia 4
Ao Coronel Francisco Pires da Cruz
Paradoxo
Cromo Soneto
A sempre-viva
Madagascar
Canção dos olhos Natal (Poesia de João, filho de Albino e Isabel)  

 

O riso romântico: notas sobre o cômico na poesia de BG,
ensaio de Paulo Franchetti 

 

 


Nariz perante os poetas

Cantem outros os olhos, os cabelos/
E mil cousas gentis/
Das belas suas: eu de minha amada/
Cantar quero o nariz/

Não sei que fado mísero e mesquinho/
É este do nariz/
Que poeta nenhum em prosa ou verso/
Cantá-lo jamais quis./

Poema completo.

A orgia dos duendes

Meia-noite soou na floresta
No relógio de sino de pau;
E a velhinha, rainha da festa,
Se assentou sobre o grande jirau.

Lobisome apanhava os gravetos
E a fogueira no chão acendia,
Revirando os compridos espetos,
Para a ceia da grande folia.

Poema completo.


Sirius

Canícula feroz em céu de bronze
Frenética esbraveja;
E contra nós de seus ardentes fogos
Todo o furor dardeja.

Da destruição o gênio, sobre a terra
Açula o cão celeste,
Que das cálidas fauces nos vomita
A guerra, a fome e a peste.

Poema completo.


Sofia

"Fia já minha Sofia,
Fia
"Enquanto eu faço esta ceia,
Eia!
Estás hoje com tamanha
Manha,
"Que não sais dessa janela;
Nela
"Queres ver os estudantes
Antes
"Do que acabar depressa
Essa
"Tarefa, que aí fica à banda,
Anda!...
"Pega já no teu serviço;
Isso!...
"Antes que as ventas te esbarre!
Arre!..."

Poema completo.


Moda

Balão, balão, balão, perdão te imploro
Se outrora te maldisse,
Se contra ti em verso mal sonoro
Soltei muita sandice.
Tu sucubiste, mas de tuda tumba
Ouço uma gargalhada, que retumba.

"Atrás de mim vira inda alguma dia,
Quem bom me há de fazer!"
Tal foi o grito, que da campa fria
Soltaste com satânico prazer.
Ouviu o inferno tua praga horrenda
E o pior que o soneto veio a emenda.

Poema completo.


O devanear de um céptico

Ai da avezinha, que a tormenta um dia
Desgrarrara da sombra de seus bosques,
Arrojando-a em desertos desabridos
De brônzeo céu, de férvidas areias;
Adeja, voa, paira.... nem um ramo
Nem uma sombra encontra onde repouse,
E voa, e voa ainda, ate que o alento
De todo lhe falece - colhe as asas,
Cai na areia de fogo, arqueja, e morre....
Tal é, minh'alma, o fado teu na terra;
O tufão da descrença desvairou-te
Por desertos sem fim, onde em vão buscas
Um abrigo onde pouses, uma fonte
Onde apagues a sede que te abrasa!

Poema completo.


O elixir do Pajé

Que tens, caralho, que pesar te oprime
que assim te vejo murcho e cabisbaixo
sumido entre essa basta pentelheira,
mole, caindo pela perna abaixo?

Nessa postura merencória e triste
para trás tanto vergas o focinho,
que eu cuido vais beijar, lá no traseiro,
teu sórdido vizinho!

Poema completo.

 
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