Perfil do Profano Candidato à Iniciação (*)
Postado Quinta-feira, Abril 26, 2007 as 7:52 PM pelo B:.Pr:. Guiseppe 33
PERFIL DO PROFANO CANDIDATO À INICIAÇÃO (*)
Inicialmente, cabe colocar que temos normas e condições estabelecidas pelas nossas Potências que condicionam a indicação de um profano para ser iniciado em nossa Ordem , as quais se encontram descritas, de forma de Regulamentos e legislação marginal, que estabelecem, entre outras exigências, de que o candidato esteja em pleno gozo de sua capacidade civil, que seja do sexo masculino, que não professe ideologias que se oponham aos princípios gerais da instituição, reputação ilibada, ter profissão e meio de vida lícitos e que serão admitidos mediante deliberação da Loja em que todos os presentes tomem parte.
Ao mesmo tempo impõe algumas condições restritivas das quais se sobressai a que define as pessoas que estejam impedidas de manifestarem livremente sua vontade.
Em estatística, recentemente divulgado pelo nosso G .'.O.'. R.'.G .'.S.'. , de um total de 22.121 iniciados temos 15.185 IIr.'. inativos (68,7%) e tão somente 6.936 IIr.'. ativos (31,3%), daí perguntamo-nos: as condições determinadas pelas nossas normas são suficientes?
Sem dúvida temos que parar e repensar o assunto. A culpa é da norma que parece ser liberal em demasia ou é dos IIr .'. indicantes e/ou das Lojas que aprovam um candidato, mais pelo seu QI (quem indica) do que por suas qualidades e atuações no mundo profano.
Entendo que as normas estão bem definidas, fixando as condições, mínimas, a serem preenchidas pelo profano, mas como indicantes e, principalmente, como sindicantes devemos ser mais exigentes na análise e checagem das informações fornecidas e obtidas sobre o candidato.
Outro ponto a ser revisado, são nossas sindicâncias, que, na forma como estão elaboradas, (a meu juízo), não esclarecem muito sobre o candidato, mas ao contrário do que pensam àqueles que não dão o devido valor, a enorme importância e responsabilidade dessa missão, do Sindicante, ou estes não estão dispostos a consumir um tempo em beneficio do progresso de sua Loja, fornecendo uma informação consistente e exata. É preferível, nesse caso, que não aceitem tão honroso encargo, devendo, delicada e honestamente, rejeitar essa missão, porque uma boa "SlNDICÂNCIA" deve ser isenta de qualquer resquício de obrigatoriedade, protecionismo, sem nenhum indício de optatividade e traçada com o intuito de iluminar os IIr .'. que irão tomar parte da decisão que dela, a "SINDICÂNCIA", advir.
Pela estatística acima comentada fica evidente que não estamos enfrentando uma boa fase. O que fazer?
Primeiramente precisamos ser muito mais rigorosos ao indicarmos ou ao analisarmos as qualidades individuais do Candidato, que, a meu juízo, deve ter o seguinte perfil, entre outras características individuais:
- Conduta ética, moral e social ilibada;
- Demonstrar espírito de liderança e de equipe;
- Gosto pela leitura e pelo estudo;
- Questionador e batalhador contra as injustiças;
- Tolerância, sociabilidade e criatividade.
Por fim, voltando ao assunto, o que entendo ser uma a principal peça neste processo, a Comissão de Sindicância, que vai verificar e informar para a Loja se o candidato está em condições de fazer parte de nossa Ordem. A Sindicância é um trabalho especial, e até diria, extraordinário, em cujo desempenho o maçom há de movimentar-se, tanto no interior do Templo e especialmente fora dele.
É, como dissemos, um trabalho especial que muito honra e dignifica o Ir .'. encarregado do seu desempenho, uma vez que tem excepcional importância para a construção das bases de progresso de uma Loja. É uma incumbência de grande vulto e estrita consideração para o e com o Ir .'. escolhido pelo V .'. Mestre.
É importante que nos conscientizemos da relevância das informações e da honra que nos é deferida no momento que passamos a fazer parte de uma Comissão de Sindicância, pois de nosso desempenho depende, em muito, o progresso de nossa Loja. É o que penso. Marco Antonio Perottoni - M .'.I .'. - Loja Cônego Antonio das Mercês e Loja Francisco Xavier Ferreiro de Pesquisas Maçônicas GORGS - Porto Alegre – RS.
(*) PESQUISA: Ser.'. Irmão José Robson Gouveia Freire, M.'. I.'., Gr.'. 33º, Gr.'. Orad.'. Adj.'. do Sob.'. Supremo Conclave do Brasil e Membro Ativo da A.'. R.'. L.'. S.'. Pioneiros de Brasília nº 2288 – Federada ao G.'. O.'. B.'. e Jurisdicionada ao G.'. O.'. D.'. F.'. - Rito Brasileiro
