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O exército paraguaio aproveitou o intervalo os combates para cavar novas trincheiras no flanco esquerdo na fortificação de Curupaity, que se estendia ao longo de um íngreme declive, por detrás de alguns pântanos da margem do rio e seguia até uma laguna chama Laguna Lopez. Uma das trincheiras tinha uma extensão de cerca de 2km e não podia ser atingida por trás ou pelos flancos. Neste baluarte estavam instalados 49 canhões – incluindo quatro 8 polegadas, dirigidos para o rio; e outros, incluindo dois 8 polegadas, apontados para terra – era uma formidável fortificação para ser atacada. A a escavação daa trincheira foi terminada no dia 21 de setembro e durante a contrução da mesma, é incrível afirmar, os Aliados não fizeram nenhuma tentativa de descruí-la ou tomá-la de assalto, mas tão logo foi ela foi terminada os aliados se lançaram contra ela com determinação.
"Na manhã do dia 22 de setembro, toda flotilha aliada, incluindo 8 encouraçados, subiu o curso do rio e se aproximou das baterias inimigas e abriu fogo contra elas. Dois encouraçados conseguiram passar por uma barreira de canhões instalados em um rochedo, situado acerca de oito a nove jardas acima do nível da água e o bombarderam, mas as descargas, no entanto, não causaram danos significativo a esta bateria. À tarde, a força terrestre que tinha sido reforçada com duas divisões argentina, atacou, avançando em formação de quatro colunas sobre as trinceiras paraguaias. O contra ataque foi duro, visto que desde o momento que os soldados aliados deixaram suas posições ficaram expostos ao fogo das trincheiras. Ao se aproximar da posição paraguaias, os atacantes, que avançavam corajosamente, batiam em retirada, em desordem, pelo terrível fogo da artilharia que recebiam de todos os lados – o enorme canhão de 8 polegadas executava terrível estrago a uma distância aproximada de 180 a 280 metros. Oficiais argentinos, montados a cavalo, avançaram até próximo das trincheira para estimular seus soldados e foram quase todos mortos. As colunas que atacavam pela direita, apesar do terreno os favorecer, ficaram sob a mira da artilharia e quando se aproximavam da fortificação recebiam o fogo concentrado de muitas armas paraguaias e as colunas que atacavam pelo centro e da esquerda se movimetavam mais lentamente, devido aos quase impassáveis pântanos que tinham que cruzar. O comando Aliado, vendo a dificuldade que seus soldados estavam enfrentando para tomar as trincheiras, ordenou a dois batalhões fosse para dentro charco, no outro lado do rio, posição oposta à linha paraguaia, para de lá dar cobertura aos atacantes. Dessa posição eles tentaram neutralizar a artilharia inimiga com o fogo com seus mosquetes, mas somente conseguiram matar ou ferir alguns artilheiros. A infantaria paraguaia se posicionava abaixo do parapeito e quando os soldados aliados ficavam ao alcance de suas armas, levantavam e abriam fogo sobre os atacantes. O Comandante Mitre, que estava em pé sobre a antiga trincheira paraguaia de Curuzú, vendo a impossibiliade da tomada das trincheiras, ordenou retirada. Imenso número de soldados foram deixados no campo de batalha." – P. 178-80
Neste terrível combate as perdas foram severas para as forças aliadas, que perderam aproximadamente 9000 homens, entre mortos e feridos - muito embora em seus boletins tenha mencionado somente 4000. A marinha perdeu apenas alguns homens e os encouraçados, que aproximaram da ação, sofreram apenas danos superficiais. "As perdas paraguaias foram inacreditavelmente pequenas – 54 mortos e feridos, um grande número destes foi atingido pelos soldados que davam cobertura ao atacantes, posicionados no charco". A frota brasileira atirou 5000 tiros, a artilharia paraguaia 7000 descargas. A tropa argentina, depois desse assustador desastre, foi reembarcada de volta para Paso Gomez onde se juntou ao exército principal.
Por 10 meses, houve uma completa paralizia das operações de ambos os lados. Os aliados se sentiam incapazes de forçar as linhas inimiga, por considerar quantidade de seus combatentes não ser suficientes para contornar as fortificações paraguaias. De sua parte, López tinha poucos homens para arriscar um ataque aos inimigos. Assim, até julho de 1867, os beligerantes evitaram qualquer ação séria e aproveitaram esse intervalo para recrutar, organizar seus exércitos e fortificar suas defesas.
"Os aliados bombardeava diariamente Curupaity e, por oito meses, disparavam nada menos que 2000 descargas antes do café da manhã - os boletins oficiais mostram 4000 por dia. Os brasileiros tinham em Curuzú uma bateria de canhões Whitworth de 32 libras e outra de 12 libras, que vomitavam fogo continuamente dirigidos para Curupaity, mas o bombardeio era tão mal direcionado e quase nenhum estrago causava. Durante esse tempo certamente as mortes não chegaram a cem. As granadas de fusíveis de tempo dos canhões brasileiros, não explodiam em iguais distâncias, talvez pela péssima qualidade dos fusíveis. Cerca de um quarto dos projéteis quebravam nos canhões no momento do disparo, por serem mal fundidas. O sistema do canhão Whitworth exige uma força potente e verificou-se depois que, mais ou menos, um quarto dos projéteis não explodiam e as que explodiam não tinham nenhuma conformidade de distância."- P 184
Os aliados fortificaram sua posição ao norte de Paso Gomez com duas linhas de vigorosas trincheiras, construiram assim uma cidadela. Nesse interim, no ano de 1867, a Cólera varreu o acampamento aliado provocando grande provocando grande mortandade e, para piorar a situação, em maio deste ano, uma grande inundação alagou o campo de Curuzú, obrigando as divisões aliadas a serem transferidas para o campo principal do exército. O comando paraguaio, por seu lado, mandou fortificar suas linhas na posição sul, ao longo do lado oposto do Bellaco, instalando pesados canhões. Quando concluiram as escavações do leste do Bellaco, cujas trincheiras chegavam até o lugar chamado Paso Vai, recomeçaram dali outra linha de escavações em direção ao forte Humaitá. Assim, o exército paraquaio estava protegido por todos os lados de linhas de intrinchamento.
nbsp; Os aliados instalaram canhões Whitworth de 32 libras e morteiros ao longo de suas posições e diariamente disparavam contra o campo paraguaio e eram respondidos do mesmo modo. Através destes bombardeios, muitas informações foram coletadas e servem para comparar os diferentes efeitos dos disparos dos canhões rifles Whitworth e dos vellhos canhões de bombas esféricas. Estas observações foram citatas pelo Coronel Thompson:
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