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Nessa época, a Força naval brasileira estava parada, a Marinha alegava não poder passar pelas baterias de Humaitá sem ajuda de navios monitores, que naquele momento estavam sendo construídos no Brasil. Como os navios somente ficariam prontos em fevereiro de 1868, outra pausa de quatro meses ocorreu. Os encouraçados se divertiam em atirar de longa distância em Humaitá, sem provocar danos. O maior sucesso, nesse período, foi afundar algumas canoas da cadeia de suporte de López, que operavam através do rio. Exceto desses minúsculos resultados nada mais foi feito. Enquanto o exército paraguaio contava com cerca de 15 mil homens, a força aliada crescia, a despeito das mortandades por doenças, e naquele nomento contava em torno de 50 mil homens prontos para ação. López, prevendo que os encouraçados forçariam as baterias de Humaitá, mandou o Coronel Thompson, para Timbo, construir uma bateria de canhões pesados e os instalar apontados para o rio - foram instalados seis, de 8 polegadas e oito de 32 libras.
No dia 13 de fevereiro, os três navios monitores chegaram do Rio de Janeiro. Eles eram similares em couraça: cerca de 10,16 centímetros de armadura, tinha quilha cerca de 30 centímetros fora do nível da água, guarnecidos com uma torreta giratória de placa de cerca de 15,24 centímetros e um canhão Withworth. A batalha decisiva estava a seus cargos. Os encouraçados estavam prontos para atacar as baterias de Humaitá e Timbo e, com o dominio das águas do rio Paraguai, dariam uma ajuda importante às forças terrestre em Tayi, fechando o quadrilátero de Lopez. As baterias pesadas instaladas em Humaitá, contavam com canhões de grosso calibres (de 150 libras, de 120 libras) e doze de 8 polegadas e seis de 32 libras.
"Em 18 de fevereiro de 1868, às três e meia da manhã, o esquadrão encouraçado começou um furioso bombardeio, assim também fez o esquadrão de navios de madeira em Curuzú e canhoneiras foram mandadas para a Laguna Pires e de lá abriram fogo sobre as posições paraguaias. As forças terrestre de Tuyucué bombardearam Espinelo pesadamente e a seguir foi ordenado assalto sobre essa posição. Foi apenas diversão a passagem de Humaitá. Os grande encouraçados Bahia, Barroso e Tamandaré, cada um com um monitor unido ao seu lado esquerdo, subiu o curso do rio e passaram as baterias. Os três monitores eram Alagoas, Pará e Rio de Janeiro. O Alagoas após passar as baterias ficou solto de seu par, entrou numa forte corrente e foi carregado para baixo, mas retornou. O esquadrão já estava fora do alcance das baterias de Humaitá quando o dia amanheceu. As descargas dos canhões de Humaitá foram contínuos e precisos, mas suas granadas voavam em pedaços quando batiam nas placas dos encouraçados. Após passar Humaitá eles continuaram e também passaram Timbo. As bateria de Timbo estava instalada em terreno mais baixo que Humaitá e puderam castigar mais os encouraçados: o Alagoas, Tamandaré e Pará foram os mais atingidos, o primeiro recebeu 180 tiros, o segundo 120. Os estragos consistiam apenas em placas dentadas e tortas". P. 247
Neste mesmo dia, quando os encouraçados estavam forçando as baterias, um exemplo da falta de informação, aliado a deficiência de conhecimento topográfico da região, pode causar perdas sérias. López, para induzir ao erro seus oponentes, tinha construído uma fortificação em Cierva, cerca de 3 quilômetros sentido norte de Humaitá, e instalou 9 canhões e colocou uma guarnição de 500 homens. A posição não tinha menor valor estratégico, mas os aliados imaginaram que esta fortificação deveria cobrir, como no caso de Obella, uma importante entrada para os pântanos ou para proteger as comunicações com outros postos paraguaios, situados mais acima. Não era nenhum desses casos. Mas sob esta falsa impressão, os aliados atacaram com 8000 homens, 2000 dos quais eram armados com rifles Deasy.
"Ao amanhecer Caxias mandou seus primeiro atacantes armados com rifles Deasy, divisão que o exército tinha grande confiança. Estes não puderam fazer muitas execuções com os paraguaios atrás do parapeito. Quando a coluna brasileira se aproximava era atingida por fogo cerrado de tiro de metralha e granadas à curta distância, sendo empurrado para trás em debandada e era imediatamente substituida por outra colouna. Quando a quarta coluna estava retrocedendo, souberam que a munição paraguaia estava acabando, isto encorajou os brasileiros a se reorganizarem e retornar o ataque. Nesse assalto a guarnição paraguaia retrocedeu e fugiu para Humaitá em dois vapores que aguardava nas proximidades, após as trocas de alguns tiros. Os brasileiros perderam 1200 homens, os paraguaios 150 e seus nove canhões. A defesa foi heróica e os atacantes arrojados, os brasileiros chegavam destemidamente até os parapeitos das trincheiras e muitos cairam mortos no fosso" – P. 230, 251
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