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jornalismo autêntico
Ação e reação, prega Al Giordano, do Narco News

Al Giordano é editor do Narco News, site de notícias que cobre a guerra contra as drogas promovida pelos EUA de um ponto de vista heterodoxo, e ele encerrou ontem, domingo 16, o evento Mídia Tática Brasil, discutindo mídia, resistência e o que ele chama de "jornalismo autêntico", uma versão moderna do intelectual orgânico proposto por Antonio Gramsci. Abaixo, um apanhado em texto corrido de diversas respostas que ele me deu num pingue-pongue antes de sua palestra.

"Não planejo trabalhar por aqui, não da maneira convencional. Vim como turista, para ouvir, aprender, conhecer a linguagem que me permita conversar, não apenas trabalhar. Estou de folga. Seis anos atrás saí das telas de computador, das redações, dos deadlines, TVs, telefones, tudo isso e fui para o Chiapas no México e passei uma parte considerável de um ano inteiro entre comunidades zapatistas, apenas ouvindo e aprendendo.

Foi a melhor coisa que eu já fiz. Três anos depois, o Narco News nasceu, baseado em boa parte nas táticas e estratégias que estudei nas montanhas e selvas de Chiapas. Acho que, para nós que trabalhamos com tecnologia de mídia ou jornalismo, é importante sair da tela de vez em quando, e é aí que você tromba com notícias de verdade, notícias sobre pessoas. O Narco News, apesar de ser uma operação que trabalha com um orçamento muito baixo sem publicidade ou venda de produtos, hoje é gigantesco em termos de leitores e de impacto internacional, especialmente neste hemisfério. Ele quebra os bloqueios de informação além das fronteiras e idiomas. E há um time talentoso que entende o jornalismo autêntico como eu, por isso estou dando um tempo.

Nosso editor convidado, Gary Webb e o chefe do escritório andino Luis Gómez, são os porta-vozes do Narco News quando estou fora. Este jornal internacional online começou em inglês em abril de 2000 e depois de um tempo tinha cerca de 100 mil hits por mês. Agora chegamos aos dois milhões mensais. Passamos a nos comunicar em espanhol em janeiro de 2002 e agora começamos a publicar em português... O processo está apenas começando. Somos uma pequena redação nômade, viajando pela América Latina e publicando online nossas matérias sobre a guerra contra as drogas, a mídia e a democracia.

No mês passado, organizei a Escola de Jornalismo Autêntico Narco News na Isla Mujeres e na Península Yucatan, ambas no México. Tínhamos 26 alunos matriculados, seis do Brasil, e Renato Rovai, editor da revista Fórum, foi um professor brilhante e editor do Narco News em português durante os dez dias do curso.

Vi entre os participantes brasileiros um brilho, uma esperança, um sentimento do que pode ser feito, que me intriga muito. Nos EUA, como todo o mundo sabe, o pensamento livre e revolucionário é desanimado e sublimado. Não vivo mais lá há seis anos. Tenho falado espanhol em minha vida cotidiana, em algum lugar do país chamado América (se refere à América Latina). Acho que é hora de aprender português e estudar o que acontece em seu país. Se o Narco News é trilíngüe, por que seu editor não deveria ser também? Talvez o "vírus da mídia" que nivela o campo de ação esteja fervendo no Brasil.

Você deve entender que o mundo anglófono tem um problema de linguagem: esqueceu de falar vários idiomas. Se eles ensinam uma língua estrangeira na escola ou é espanhol ou francês. Talvez alemão ou italiano ou latim. Português, muito menos o brasileiro, está muito atrás e os EUA em particular são uma cultura muito etnocêntrica. Muitas pessoas nos EUA sequer falam uma segunda língua. E isto trava seu crescimento.

Há um entendimento que o Brasil é país muito rico em termos tecnológicos, um dos principais produtores de software do mundo, conhecido por sua aviação e computação e que é um gigante econômico, mas não é isso que me interessa em relação ao seu país. O que me interessa é a sociedade, as pessoas. Um de nossos correspondentes, a jornalista autêntica carioca Karine Muller, acabou de postar uma reportagem muito interessante sobre o que acontece no Rio, no Narconews. Prefiro ouvir dela, porque ela é quem mora lá. É a cidade dela, a voz dela, e não a de um gringo, que deve ser lida e ouvida sobre os acontecimentos no Rio.

Nosso time de colaboradores tem crescido exponencialmente com a Escola de Jornalismo Autêntico: correspondentes na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equadro, México, Peru, Venezuela, Europa, EUA... Os leitores foram recentemente apresentados a eles e verão ainda mais gente aparecer em breve. É um processo excitante. Mas enquanto isso, as condições objetivas para a revolta de massa contra a Tirania da Mídia estão se ajustando e o assunto está se agitando em grandes pontos da América do Sul. Sou um jornalista e sei quando sinto o cheiro de uma boa história. Também sou um revolucionário que faz com que esta história continue indo. E eu acho que o jornalismo autêntico de hoje não pode apenas ser ambos, como DEVE ser.

As pessoas estão chegando à conclusão que a mídia se tornou, em nosso tempo, uma espécie de Estado, mais poderoso que governos. No caso da mídia de emissão - TV e rádio -, poderosos interesses econômicos tomaram conta das ondas públicas, espaço que deveria ser patrimônio de toda humanidade, e colocou-o a serviço apenas daqueles que podem pagar anúncios.

Por que isto é ruim para eu e você? Anunciantes querem espectadores e ouvintes com dinheiro para gastar, emissoras dependem de anunciantes e assim os grandes pólos de mídia pararam de servir à maioria. Que maioria? Aqueles de nós que não têm dinheiro para gastar. A mídia sintoniza seus produtos com os ricos e o resto fica à míngua. A maioria das pessoas, sem riquezas, não têm nenhum acesso, muito menos acesso proporcional, ao nosso espaço de transmissão de ondas. E isso é igual em todo o planeta.

E não estamos falando de tecnologia! Muito pelo contrário: o ser humano de hoje trava uma guerra de 24 horas por dia entre o indivíduo e a tecnologia. Para cada vantagem que a tecnologia trouxe aos esforços de resistência, eles trouxeram dois problemas adicionais: a total vigilância oferecida pelas tecnologias de comunicação - internet, telefones celulares, rádio pirata e TV - em relação àqueles que as usam, e o fato que, em muitos casos, os donos ainda podem desplugar tudo quando o momento revolucionário começar.

Atos heróicos de resistência, sim, são possíveis neste mar caótico de mídia e, na melhor da hipóteses, pode preservar e expandir liberdades. Mas estes atos são feitos por humanos, não por telefones celulares ou sites na web. Se uma brecha no sistema nos permite usar telefones celulares, nós usaremos. Esta brecha pode fechar amanhã e aí estaremos usando outra coisa. Eu acho o uso tático de celulares fascinante. Mas só humanos comprometidos com suas missões, num sentido de guerrilha, e o compromisso de revolucionários autênticos poderá derrubar o Rei Mídia. As grandes revoluções através da história podem ter acontecido com armas, mas elas não eram sobre armas. Em muitos casos, trouxeram mais paz e justiça e menos uso de armas. A revolta das massas que acontecerá contra o Tirano Mídia acontecerá com tecnologia, mas não é sobre tecnologia. Ao contrário, pode resultar num uso menor de tecnologias de dominação e certamente no menor abuso destas.

Eu não sei qual é a solução contra esta ditadura. Eu já me fiz muitas perguntas, tanto no Narco News, como em outros lugares. Eu estou muito empolgado com o fato que pessoas criativas e talentosas estejam pensando e trabalhando neste problema de mídia no Brasil. Sei de um lugar que está passando por uma batalha tensa sobre o papel da mídia na sociedade, que é a Venezuela. Muitas dessas idéias discutidas no Mídia Tática atingiram um nível de participação popular junto às massas venezuelanas a ponto que o que tem acontecido lá merece estar nos holofotes dos pensadores e agentes desta Renascença da Mídia Autêntica. A Venezuela em 2002 deve ser visto como um farol que nos ajuda a saber o rumo nas batalhas que virão.

Quem se importa com o que a mídia corporativa diz? Temos que substituí-la, tirá-la de lá e deixar o caminho livre. São mercenários. É nosso trabalho deixar a audiência baixa. Os agentes da mudança sempre são retratados como maus e é trabalho deles agir assim. Ignore o que a mídia comercial diz. Melhor ainda - amarre-os em suas próprias regras, porque eles estão rompendo todas as regras que eles mesmos estabeleceram a respeito de bem estar, verdade, democracia e outros de seus slogans.

No Narco News, nós seguramos eles em sua própria retórica. Muitas de nossas histórias mais populares estão no campo da crítica de mídia, mas não é uma crítica singela. Nós vamos atrás de repórteres e empresas de mídia corruptas e antiéticas pelo nome. Torna-se muito pessoal para muitos deles. Alguns perdem seus empregos depois que os denunciamos. Achamos que os repórteres da mídia comercial deveriam prestar atenção e perceber que estamos seguindo-os em sua própria retórica. E digo isto como alguém que foi um jornalista comercial - para jornais, revistas, TVs, rádios, internet e na maior parte matérias investigativas sobre crimes e política - em meu país por quase uma década. Jornalistas perderam seu rumo. Não é suficiente ser uma "alternativa" e pedir permissão para reformular as coisas. A Renascença do Jornalismo Autêntico está viva e bem em nosso hemisfério. Estou indo ver como as coisas andam no Brasil.

Claro que, enquanto estiver em São Paulo e no Brasil, estarei ouvindo meus colegas e todas as pessoas que eu encontrar, sobre suas soluções para o problema da mídia. Eu iria a São Paulo de qualquer jeito e fui convidado ao encontro do Mídia Tática. Acho que eu estou no lugar certo, na hora certa, vê? Bastou planejar uma folga da maldita tela que fui ao econtro de notícias de valor. É aí que as notícias são encontradas: longe da Tela".

talagadas
Random tidbits sobre porranenhuma

Mal meu
Pô, maior confusão essa semana, muita coisa pra se fazer e pouco tempo em frente ao computador. Por isso, Talagadas e Resenhol só no fim da semana, junto com a edição 35. Pra não dizer que eu sou preguiçoso, você sabia que a próxima Natalie Imbruglia é sobrinha do Bin Laden e que o fim do mundo foi previsto por uma carpa falando em hebraico a dois judeus? Nenheu.

cut+paste
Citar é fácil

The Price of War
The price of the war set is nothing compared to other costs associated with running the war. A whopping 80 percent ($48 billion) of the cost of Desert Storm I was paid for by countries other than the United States. It's currently being predicted that the war on Iraq will cost anywhere from $8 billion to $24 billion a month, with the higher number coming at the start of the war.
According to the Center or Defense Information, it even costs money to consider whether or not you need more firepower. They write:
     "The Pentagon spent $4.5 million in 1995, as directed by Congress, to determine whether or not additional B-2s were needed to meet operational requirements -- that is the ability to fight two wars simultaneously, without any help from allies -- and to preserve the bomber industrial base - that is the ability to produce more bombers down the road should we choose to do so. Both studies concluded that no additional B-2 bombers were needed."
When it comes to actually building the machines to kill, the price rises. For example, the B-2 bomber has a 1998 street cost of just over $1 billion. A lot of money was invested in the Joint Strike Fighter (JSF), although the program may not be too important anymore as U.S. officials are looking to 'skip a generation' of weapons development and pour money into the latest and greatest killing machines.
The cost of war affects more than the just the United States, though. (And yes, some of us USians *can* see that.) Agence France Presse is reporting that the Iraq War may Cost Arab Economies Over $100b. And beyond money (yes, some of us can see beyond that also) - beyond money there is an all too real human cost to war. Will it be worth it in the end?

I Vant to Be Alone
It will go down as a great mystery of history how Mr. Popularity at Yale metamorphosed into President Persona Non Grata of the world. The genial cheerleader and stickball commissioner with the gregarious parents, the frat president who had little nicknames and jokes for everyone, fell in with a rough crowd.
Just when you thought it couldn't get more Strangelovian, it does. The Bush bullies, having driven off all the other kids in the international schoolyard, are now resorting to imaginary friends. Paul Wolfowitz, the deputy secretary of defense, spoke to the Veterans of Foreign Wars here yesterday and reassured the group that America would have "a formidable coalition" to attack Iraq. "The number of countries involved will be in the substantial double digits," he boasted. Unfortunately, he could not actually name one of the supposed allies. "Some of them would prefer not to be named now," he said coyly, "but they will be known with pride in due time."
Perhaps the hawks' fixation on being the messiahs of the Middle East has unhinged them. I could just picture Wolfy sauntering down the road to Baghdad with our new ally Harvey, his very own pooka, a six-foot-tall invisible rabbit that the U.S. wants to put on the U.N. Security Council.
Ari Fleischer upped the ante, conjuring up an entire international forum filled with imaginary allies. He suggested that if the U.N. remained recalcitrant, we would replace it with "another international body" to disarm Saddam Hussein. It wasn't clear what he was talking about. What other international body? Salma Hayek? The World Bank? The Hollywood Foreign Press Association?
The not-so-splendid isolation of the White House got worse this afternoon when Donald Rumsfeld suggested the unthinkable at his Pentagon briefing: we might have to go to war without Britain.
Even though Tony Blair said he was working "night and day" to get us international support (and beating back a revolt in his own party), Mr. Rumsfeld dismissively remarked that it was "unclear" just what the British role would be in a war. Asked whether the U.S. would go to war without "our closest ally," he replied, "That is an issue that the president will be addressing in the days ahead, one would assume."
The Brits covered up their fury with typical understatement, calling Rummy's comment "curious." But behind the scene, Downing Street went nuts and began ringing Pennsylvania Avenue, demanding an explanation. How could Rummy be so callous about "the special relationship" after Mr. Blair had stuck his neck out for President Bush and courageously put his career on the line, and after he had sent one-quarter of the British military to the Persian Gulf?
Even though Mr. Rumsfeld scrambled later to mollify the British, one BBC commentator drily said that perhaps he was trying to be sensitive, but "as we all know, Donald Rumsfeld doesn't do sensitive very well." Now we've managed to alienate our last best friend. We are making the rest of the world recoil. But that may be part of the Bush hawks' master plan. Maybe they have really always wanted to go it alone.
Maybe it has been their strategy all along to sideline the U.N., deflate Colin Powell and cut the restraining cords of traditional coalitions. Their decision last summer to get rid of Saddam was driven by their desire to display raw, naked American power. This time, they don't want Colin Powell or pesky allies counseling restraint in Baghdad.
Rummy was unfazed by Turkey's decision not to let our troops in, and he seemed just as unruffled about the prospect of the Brits' falling out of the war effort. And in a well-timed display of American military might, the Air Force tested a huge new bomb called MOAB in Florida. Tremors traveled through the ground, and the scary dust cloud could be seen for miles.
"These guys at the Pentagon — Wolfowitz, Perle, Doug Feith — when they lie in bed at night, they imagine a new book written by one of them or about them called, `Present at the Recreation,' " an American diplomat said. "They want to banish the wimpy Europeanist traditional balance of power, and use the Iraq seedbed of democracy to impose America's will on the world." The more America goes it alone, the more "robust," as the Pentagon likes to say, the win will be.

As verdadeiras razões de George Bush
Vamos imaginar o Bush aos onze anos de idade: era aquele moleque bocó, filhinho de papai, mimadinho, cdf até a tampa, do tipo que chama a professora se algum colega pede uma cola. Um caipirinha texano cheio da nota e metidinho. O problema é que ele já devia ter a mesma cara de tapado e, com aquelas orelhas, devia ser a atração da escola. Todo mundo tirava um pêlo do pequeno George, era só ele chegar na classe para ouvir: What's that? A bird? An Airplane? No, it's Dumbo! No, it's dumb! Nem o professor conseguia conter o riso. E lá ia o baixinho enfezado sentar em sua carteira, pedindo para seus colegas pararem de encher. Pobre Bush. Estaria tudo muito bem se ele não tivesse crescido e se tornado presidente dos EUA. Mas ele chegou lá, e sua única motivação foi a vingança. Sim, ele jurou não morrer sem antes vingar-se de todas as gozações da infância. Provaria para o mundo que ele é o maioral, humilhando todos seus os amiguinhos. Mas como podemos ver, só a presidência não bastou. Ele quer mais. Sim, seus complexos e traumas são tão profundos que ele não consegue paz de espírito. Ele deita-se todas as noites e ouve as vozes da infância atormentarem seu sono: dumb! Dumb! Asshole! Ele acorda desesperado, vai até a sala chorando e liga para o Colin Powell. E assim, em uma de suas longas conversas noturnas, chegaram à conclusão de que o único remédio é uma guerrinha para chamar atenção.

Movie men add special effects to media war
The Pentagon has enlisted Hollywood to help to present its daily briefings to the world. Fresh from the latest Michael Douglas film, one of Tinseltown’s top art directors has been hired to create a $200,000 (£125,000) set for General Tommy Franks and other American commanders to give daily updates. George Allison, 43, who has designed White House backdrops for President Bush and worked with the illusionist David Blaine, has been flown into the US Central Command base in Qatar as part of a reputed $1 million (£625,000) conversion of a storage hangar into a high-tech hub for the international media. Mr Allison’s credits include the set for ABC’s Good Morning America as well as Hollywood productions for MGM and Disney such as the Kirk and Michael Douglas film It Runs in the Family, due to be released next month. His work in Qatar reflects the Pentagon’s realisation that it needs to look good on prime-time television, especially given public disquiet about the war, which is being led by some Hollywood personalities such as Martin Sheen, Sean Penn and Susan Sarandon. Gone are the easel and chart, solitary television and VCR machine with which General Norman Schwarzkopf showed fuzzy images of smart-bomb raids during the 1991 Gulf War. On a set that will become instantly recognisable, generals will present updates from two podiums at the front of a stage adorned with five 50in plasma screens and two 70in television projection screens ready to show maps, graphics and videos of action.

p&r
Tecla daí que eu teclo daqui

Derek Holzer é o cara que deu origem ao Next Five Minutes, o encontro de novas mídias e resistência eletrônica que proporcionou a criação do Mídia Tática Brasil, que aconteceu entre os dias 13 e 16, nas mediações da Paulista, aqui em São Paulo. Derek foi o principal destaque do primeiro dia e fala, às 20 horas, na palestra "Desvendando a Mídia Tática". Conversei com ele pouco antes de pisar em solo brasileiro.

O que você espera em relação ao Mídia Tática Brasil e à cena brasileira?
Honestamente, espero mais aprender do que ensinar. Você deve achar que esta cultura de "resisitência eletrônica" que falamos seja global - talvez universal - mas é fato neste assunto que qualquer tipo de movimento político cultural está profundamente enraizado com a cultura local de onde ele nasce. Muito da net.art inicial saiu do desejo de europeus ocidentais e orientais em encontrar uma rede eficaz e sem mediação para comunicar as descobertas de ambos mundos. Mais recentemente, contudo, ela se tornou um meio de exploração muito formal na Europa e um fetiche sobre o design criado por uma cultura corporativa na América do Norte. Em cada caso, com notáveis exceções, eu diria que os agentes foram de alguma forma seduzidos rumo a uma estetização das ferramentas de seu próprio negócio, e para longe do uso destas ferramentas no compromisso com preocupações sociais mais profundas. Além disso, meu interesse em visitar o Brasil é muito próximo àquele que me levou à Europa Oriental há alguns anos: ver uma comunidade eletrônica que ainda está se desenvolvendo e aprender quais, se algum, outros modelos estão sendo importados e nível de pensamento crítico que acompanha a adaptação destes modelos.

Como você vê o evento dentro desta nova resistência eletrônica mundial?
Estou muito impressionado com a coerência da programação e certamente mal posso esperar para ouvir o que os palestrantes locais têm a oferecer. Mesmo nesta cultura de ciberativismo e ciberteoria, o culto ao "rockstar" existe. Numa tentativa de se legitimizar melhor, muitos eventos em países com cenas de novas mídia chamadas de "em desenvolvimento" se entopem com os mesmos nomes que estão apresentando os mesmos trabalhos há oito anos. As vozes locais são simplesmente sufocadas. É bom ver, neste evento, as vozes locais estão realmente no primeiro plano. Acho que os brasileiros têm muito a ensinar uns aos outros, como têm a aprender com artistas da Europa e dos Estados Unidos.

Quais são as relações entre esta cultura eletrônica, o movimento antiglobalização e as recentes passeatas antiguerra?
Uma coisa que eu acho que separa os novos desenvolvimentos na resistência eletrônica, seja em relação à globalização das corporações ou mobilizações massivas antiguerra, é que há uma vontade de encontrar os oponentes de frente, usando suas mesmas ferramentas e táticas contra eles. Um excelente exemplo disso é o site do Gatt - um site falso para a Organização Mundial do Trabalho que recentemente anunciou o fim da OMC e sua reformulação como uma organização dedicada à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este anúncio foi levado a sério em muitos lugares, incluindo no Parlamento Canadense, onde gerou uma discussão sobre como isto afetaria as leis de comércio de madeira. Este tipo de tática não era apenas impossível para uma geração ou duas antes da nossa, mas também sequer seria considerada, uma vez que o foco naquela época era muito maior na criação de comunidades utópicas contraculturais que foram rapidamente assimiladas, cooptadas, desarmadas ou tornaram-se guetos graças à influência da mídia mundial homogeinizadora. David Garcia e outros criaram um marco para a cultura de resistência e suas relações com a mídia nos grupos ativistas de conscientização contra a Aids, como o ACT-UP no meio dos anos 80. Com seu apelo militante "fora do gueto e dentro da mídia de todo o jeito possível", eles definiram uma estratégia que ainda é a base da maior parte do ativismo de mídia atual.

Fale de sua experiência com rádio online.
Como meu primeiro envolvimento com esta nova cultura de mídia aconteceu através da net.radio, eu me sinto muito próximo a este movimento. Um dos primeiros players-chave em net.radio foi o Re-Lab em Riga, na Latvia. Para eles, net.radio era uma forma de estabelecer conexões com outros artistas através do mundo à medida que se tornava caro realizar estes encontros pessoalmente: requerimentos de visto, passagens de avião e por aí vai (muitos brasileiros são familiarizados a esta situação, tenho certeza). Para os pioneiros da net.radio na Latvia, a comunicação não era necessariamente um modelo de transmissão de rádio um-para-muitos. Em vez disso, era uma rede ponto-a-ponto que compartilhava experimentos de áudio entre um grupo fechado entre a Europa oriental e ocidental. O foco estava na participação, mais do que na audição e o resultado final quase nunca era tão importante quanto o processo de comunicação pelo caminho.

Isto, claro, pavimentou o caminho para o que aconteceu depois, especialmente a explosão do Centro de Mídia Independente depois das passeatas de Seattle em 1999. Net.radio então passou para o modelo um-para-muitos (ou talvez muitos-para-muitos) de novo, quase sempre usando combinações híbridas de internet, rádios piratas, livres, comunitárias e universitárias para espalhar a mensagem o mais distante possível.
Em minha própria experiência, vi meu projeto na República Tcheca, Radio Jeleni, ir de uma média de três a 3 mil ouvintes por dia durantes os protestos contra o Banco Mundial e o FMI durante o outono do ano 2000. No fim das passeatas, quando a atenção global voltou-se para o "next big thing", a audiência voltou aos três, refletindo o momentário, mas impermanente, mudança do modelo P2P ao modelo de radiodifusão tradicional. Para mais informações sobre este modelo ponto-a-ponto de comunicação, sugiro o ensaio de Eric Kluitenberg, Mídia Sem Público (Media Without an Audience), que é altamente baseado nas experiências dos primeiros inovadores de net.radio, há seis ou sete anos.

Como eventos deste tipo podem atingir um público maior?
Eu tenho alguns comentários sobre isso, talvez não um plano, mas alguns conselhos.
Primeiro: considere seu público. Muita discussão acontece - e ainda assim é muito necessária - no tópico de tática mídia em um nível "expert". Isto é, num nível em que os envolvidos são praticantes de mídia. Estas discussões devem ser as mais transparente possíveis para atrair o público, refletindo a idéia de uma mídia transparente sobre a mídia fechada do sistema, mas nunca devemos confundi-las com eventos para o público em geral. Discutir táticas de comunicação com o grande público não é o mesmo que comunicar idéias com este mesmo público. O "produto final" de um evento como o Mídia Tática, na minha opinião, deveria ser tão eficaz em dar informação como qualquer outra mídia, mas deve convidar dez vezes mais à participação. Nada é menos convidativo à participação do que a metadiscussão de insiders, o que faz com que a maioria das pessoas tenha este sentimento que esta coisa de cultura eletrônica é só para experts, geeks e freaks.
Segundo: mantenha a nível local. E isso em várias maneiras. Convidados estrangeiros podem trazer novas idéias, mas olhe o que eles fizeram com a política na América Central, os sistemas de saúde de vários países africanos ou as transições econômicas na Europa Oriental ou na região do Báltico! Use-os com muito cuidado e alto teor crítico. Há uma impressão em vários lugares que visitei e apresentei projetos que as pessoas irão escutar idéias estrangeiras de forma mais receptiva do que as locais. Enquanto isso é parcialmente verdade, idéias que vêm da Holanda pro Brasil, por exemplo, podem ser facilmente menosprezadas como pertencendo "à outra cultura" ou sendo "imperialista" ou coisas do tipo. Por isso, tenho um conhecimento muito limitado do Brasil e de sua cultura. Como posso fazer algo em termos de mídia para seu povo? Muito melhor seria prover a melhor informação e inspiração que eu posso e deixar os brasileiros fazendo eles mesmos suas mídias. Desta forma, a infraestrutura da Holanda e do Brasil podem ser tão diferentes como a temperatura. O que funciona em Amsterdã - rádio pirata, internet de banda larga e TV a cabo não-comercial e independente - pode não ser a solução ideal num país com restrições fortes sobre o rádio, uma infraestutura de internet mais fraca e bem menos dinheiro para emissoras alternativas. Encontrar suas forças na distribuição pública, mais do que se basear inteiramente em modelos integralmente importados, te deixa muitos passos à frente do gueto de mídia que prega apenas para os convertidos.
Terceiro: fique tranqüilo. Permitir-se ser estereotipado é o equivalente a ser cooptado ou marginalizado pela mídia mainstream, que come aquilo que pode usar e caga aquilo que não pode. O arquétipo de mídia do "hacker", por exemplo, é útil pois cria paranóia. A paranóia é útil porque vende coisas - tudo, de programas antivírus a programas de defesa nacional. Da mesma forma, tempo gasto desconstruindo mitos sobre o trabalho de alguém é tempo desperdiçado. Entrar em uma discussões como se ele é mais um phreak de computador em busca da glória do que um ativista de verdade, ou pior ainda, tentar separar em público um do outro, é usar a terminologia alheia e reforçar os arquétipos da mídia. Fique mais calmo, mude suas táticas antes que elas tornem-se estagnadas, negue ou subverta rótulos criados para você e você descobrirá que a reação do público ao inesperado é muito maior do que ao esperado. Recentes ações do Critical Art Ensemble e outros no campo da biotecnologia merecem ser citadas. Quem poderia prever, ainda mais encontrar um arquétipo de mídia que possa ser usado para, um grupo de ativistas que reverteriam a engenharia de plantas modificadas geneticamente, tornando-as vulneráveis aos herbicidas que supostamente elas seriam imunes? "Genoterroristas"? "Agrohackers"? Quando algum rótulo grudar, os efeitos da ação já terão sido sentidos.

Como o Brasil é visto pela comunidade eletrônica global?
Eu não tive tempo de perguntar ainda. Volto em algumas semanas com a resposta! Falando sério, eu acho que há muita atenção se voltando para a América do Sul à medida em que os experimentos laboratoriais econômicos feitos pelo Fundo Monetário Internacional e outras entidades financeiras que governam o mundo começam a falhar, um após o outro. O Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, também mostrou apoio popular numa escalada pela resistência determinante às regras econômicas globais em detrimento aos direitos humanos sobre privilégios de negócios. Minha esperança pessoal é que os brasileiros provem estar prontos para criar suas próprias idéias no front eletrônico, mais do que se tornar um grupo de markting para esquemas de design coloridos vindos do exterior, pois estão no front social. Saberia exatamente sobre isso a partir desta semana.

emblog
Pensando com a cabeça dos outros

Teclando ao vivo... com um bot?
Uma das mais recentes polêmicas da rede, nos EUA, é o chat, supostamente ao vivo (“live chat”, é o que anunciam), do provedor SBC Yahoo. Isso porque, segundo alguns, o chat não é ao vivo ou, se é, seu contexto sócio-geográfico não é o mesmo dos usuários do sistema. Claro que não seria esta a primeira vez que humanos estariam interagindo com sistemas automáticos de resposta: nosso dia-a-dia de “conversas” com os 0800 de tudo o quanto é serviço moderno está repleto de vozes sintetizadas, pausas desnecessárias, recomendações absurdas. O que haveria de mal no uso de software capaz de “conversar” com usuários, num chat (é isso o que um chatbot faz, ou é) para ajudá-los a resolver seus problemas? Teoricamente, nada. A não ser, talvez, o fato da companhia estar anunciando um chat “ao vivo”... aliado à ameaça que software que consegue conversar, como se se fosse humano, com outros humanos, representam.
Sílvio Meira

3x5 Index Cards
O Telecine Action está reprisando "Three Days of Condor" (1975), filme considerado um clássico para os hackers. Robert Redford é um funcionário da CIA que descobre um governo paralelo dentro da própria agência. Paranóia pós-Watergate e phreaking. Críticas no Rotten Tomatoes e roteiro aqui.
Guilherme Kujawski

marchwaters
Se The Wall fosse um mês

»  "Pick Up the Pieces", Wilson das Neves
»  "Baba (DJ PM Só Love Extended Mix)", Kelly Key
»  "Don't Make Me Wait", Bomb the Bass
»  "Kisses on the Wind", Neneh Cherry
»  "African Rhythms", The Oneness of Ju-Ju
»  "Dreadlock Holiday", 10cc
»  "Aux Arms Et Caetera", Serge Gainsbourg
»  "Tere Sahn", Chico Correa
»  "Hey Dee Jay", DJ Omena
»  "Pop Star", João Penca & seus Miquinhos Amestrados
»  "Shake Up (Jaddle Remix)", Grand Unified

50 de 2002
Aos poucos eu vou
colocando as resenhas

  1. In Search of... - N*E*R*D

  2. Nação Zumbi - Nação Zumbi

  3. Blazing Arrow - Blackalicious

  4. The Private Press - DJ Shadow

  5. The Eminem Show - Eminem

  6. Ciclo da De.Cadência - Cidadão Instigado

  7. Cinema Auditivo - Wado

  8. Deadringer - RJD2

  9. Playgroup - Playgroup
    O Roxy era uma boate nova-iorquina que queria reinventar o princípio da disco num ponto de vista entre o electro, a new wave, o hip hop e a world music. O Playgroup é como um parque temático musical sobre o Roxy. Sem soar retrô.

  10. Nada Como Um Dia Após o Outro Dia - Racionais MCs

  11. Fantastic Damage - El-P

  12. Mind Elevation - Nightmares on Wax

  13. Start Breaking My Heart - Manitoba

  14. Geogaddi - Boards of Canada

  15. Angles Without Edges - Yesterday's New Quintet

  16. Antigamente Quilombos Hoje Periferia - ZÁfrica Brasil
    Equilíbrio hip hop, atitude HC, sagacidade homem-fumaça: o rap de São Paulo aos poucos ganha novos contornos...
  17. EP - Casino

  18. In Between - Jazzanova

  19. Murray Street - Sonic Youth

  20. All of the Above - J-Live

  21. Walking With Thee - Clinic

  22. Contraditório? - DJ Dolores

  23. Scorpio Rising - Death in Vegas

  24. Evil Heat - Primal Scream

  25. Sea Change - Beck

  26. Concrete Dunes - Grandaddy

  27. Outubro ou Nada! - Bidê ou Balde

  28. As Heard on Radio Soulwax, Pt. 2 - 2 Many DJ's

  29. Are You Passionate? - Neil Young

  30. Amanhã É Tarde - Fellini
    A maturidade fez a dupla Cadão e Thomas perder um tanto da espontaneidade ingênua que era um dos charmes do grupo. Mas com ela, veio uma segurança musical inédita, colocando o Fellini ao lado de seus contemporâneos europeus. Para exportação.

  31. Out of Season - Beth Gibbons & Rustin Man

  32. Yoshimi Battles the Pink Robots - Flaming Lips

  33. Kittenz and thee Glitz - Felix da Housecat

  34. Handcream for a Generation - Cornershop
    Música de protesto para a geração pós-disco, o grupo indo-britânico  propõe que a rave é a uma passeata psicodélica que caminha memeticamente.
  35. Coleção Nacional - Instituto

  36. Combatente - Stereo Maracanã

  37. Original Pirate Material - The Streets

  38. Déjà-Vu - Metrô

  39. Gerador Zero - Gerador Zero

  40. Life On Other Planets - Supergrass

  41. I Might Be Wrong - Radiohead

  42. Hate - Delgados

  43. Title TK - Breeders

  44. Panzertúnel - Objeto Amarelo

  45. The First Album - Miss Kittin & The Hacker

  46. Now You Know - Doug Marstch

  47. Come with Us - Chemical Brothers

  48. Disco novo - Kiko Zambianchi
    Um pouco de rock anos 80, um pouco das melodias do Teenage Fanclub, um acabamento Gallagheriano. Tudo que o Astromato devia ter tentado, se quisesse ir para a rádio.

  49. Yankee Hotel Foxtrot - Wilco

  50. Everyone Who Pretended to Like Me Is Gone - Walkmen
    Um dos poucos clones do Radiohead que não lembram o Toto.

hitofdasummer2003
Óculos escuros e cabelos ao vento *

»  "Roadhouse Blues", Doors
»  "Ball of Confusion", Temptations
»  "Rainmaker", Grenade
»  "Good Day", Jimi Tenor
»  "Diabos", Wado
»  "See You", Depeche Mode
»  "O Tolo dos Tolos", Ira!
»  "Addicted to Love", Robert Palmer
»  "Na Pista", Casino
»  "Snip Snap ", Goblin
»  "Walking on Thin Ice", Yoko Ono
»  "Medicine Man", Playgroup
»  "Cross-Eyed and Painless", Talking Heads
»  "Argent Trop Cher", Tarace Boulba
»  "Highagain", Stereo Maracanã
»  "Say Hello to Angels", Interpol
»  "19 Rebellions", Asian Dub Foundation + Edy Rock
»  "We Rock Hard", Freestylers
»  "Faz Tempo", Nação Zumbi
»  "Catete Beats", Gerador Zero
»  "Astawesalehu", Lemma Demissew
»  "Uptown Top Rankin", Althea & Donna
»  "Things Are Getting Better", N*E*R*D
»  "Pasta Al Burro", Bugo
»  "Mysteries of Love", Fingers Inc.
»  "Walking on Sunshine", Katryna & the Waves

* Depois eu ponho na ordem
e zipo tudo em algum lugar

carrossel
"Estamos envoltos por som"

»  R.L. Burnside
Mr. Wizard

»  Africanism
Vários

»  Deodato
Live at Felt Forum

»  Booker T & the MGs
Hip-Hug Her

»  Fellini
Amanhã é Tarde

»  Jerry Seinfeld
I'm Telling You For the Last Time

»  Disco Not Disco
Vários

»  Edgard Scandurra
Amigos Invisíveis

»  Elza Soares
Baterista Wilson das Neves

»  Kelly Key
Remixes

»  Osunlade
Paradigm

»  Tahiti 80
Wallpaper for the Soul

ou dá ou desce
Download enquanto é tempo

»  Snow Crash - Neal Stephenson
»  A Carta - Pero Vaz de Caminha
»  Illuminatus Trilogy - Robert Anton Wilson & Robert Shea
»  On Liberty - John Stuart Mill (capítulos 1, 2, 3, 4 e 5)
»  The Raven - Edgar Allen Poe (tradução de Machado de Assis)
»  Devil's Dictionary - Ambrose Bierce
»  Tao Te King - Lao Tsé
»  Contact - Carl Sagan
»  A Clockwok Orange - Anthony Burguess
»  A República - Platão
»  Contos Fluminenses - Machado de Assis
»  On the Road - Jack Kerouac
»  A Volta Ao Mundo em 80 Dias - Jules Verne
»  Neuromancer - William Gibson
»  The Heart of Darkness - Joseph Conrad
»  Lutando na Espanha - George Orwell
»  O Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto
»  Alice's Adventure in Wonderland - Lewis Carroll
»  Civil Disobecidience - H.D. Thoreau

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Evan Dando, Baldy Drawn Boy, Stephen Malkmus e Ryam Adams como representantes de uma mesma cena

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Até subir em árvore é freak

nadavê
Vodu é pra jacu

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Muito ego pra pouco debate

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Se a Escócia fosse contra a guerra, teríamos a rede de lanchonete Donald's

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