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let
it be
Quem sente, sabePra
mim, foi uma espécie de conjunção astral: revi Matrix para escrever uma matéria sobre
o filme no mesmo mês em que o Pi saiu em vídeo e o Waking Life começou a passar na TV a
cabo. Os dois últimos tinham me escapado: Pi, de 97, havia ameaçado vir algumas vezes ao
país, veio em alguns festivais, foi ripado e legendado na unha por outros e teve uma
cabine para a imprensa no ano passado, pouco antes de anunciarem que o filme não iria
mais para o cinema. Waking Life, do ano passado, passou em algumas mostras de cinema e
animação, e ainda não deu as caras na locadora. Li muito sobre o primeiro, ouvi falar
muito sobre o segundo e Matrix é uma espécie de filme de cabeceira, um Laranja Mecânica
segundo escalão, daqueles que se assistisse como se fosse um Duro de Matar.
Acontece que abril me proporcionou esta
possibilidade e em menos de uma semana vi os três, entre pauses e rewinds, intercruzados
entre si. Eles não falam sobre o mesmo assunto especificamente e, a bem da verdade, pouco
têm em comum: Matrix é aquela utopia cyberpunk com ritmo de videogame; Pi é quase
caseiro e fala de matemática, bolsa de valores e cabala; Waking Life é uma animação em
rotoscopia (explico depois) sobre um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho... Mas,
ao assistir os três ao mesmo tempo (maravilhas da pós-modernidade), encontrei um
estranho fio da meada.
Resumindo, os três filmes falam da estranha
sensação que todos sentimos hoje em dia: que tudo está errado e que estamos na
iminência de uma grande mudança. Analisando friamente, os três são apenas
perpretadores das duas maiores mentiras do sistema (o presente contínuo ["tudo
sempre foi assim, por que vai mudar?"] e o grande amanhã ["nosso dia vai
chegar..."]). Mas eles dizem algo mais importante que isso, e em uníssono.
Eles dizem que o sistema acabou. Que o
mainstream não corre mais. Que ninguém engole mais esse papo furado. Que estamos a um
passo do colapso nervoso ou do mantra psicopata do Rede de Intrigas ("i am mad as
hell and i'm not gonna take it anymore!"). Que tudo aquilo que chamamos de
"alternativo" - da medicina à música, de religiões a moda, da culinária a
diferentes tipos de comportamento - não é mais alternativo, e sim o principal, a
espinha dorsal de nossa cultura. Ser "normal" - seja lá o que isso signifique -
é anormal.
O filme de Darren Anorofski (baratinho,
baratinho, preste atenção) fala da obsessão do personagem principal em encontrar o
padrão matemático que rege o universo. Nerd numérico, ele começa a analisar o mercado
de ações e define que este age como um organismo vivo - cujas regras são determinadas
pelo mesmo número mágico que manda no universo. Daí o filme parte da obsessão à
paranóia até a dor-de-cabeça definitiva, com o herói trombando com tipos tão
esquisitos quanto investidores do mercado de ações e judeus estudiosos de cabala. À
medida que o filme vai andando, ele mesmo começa a se criar um padrão em si mesmo, numa
metalinguagem que transforma os poucos recursos do filme em elementos textuais na
narrativa (o off repetitivo, o branco total, o apito agudo - tudo não apenas ajuda a
contar a história como acaba servindo de metáfora para a história). E conclui
confirmando uma teoria lançada no Matrix: "Ser 'o escolhido' é como estar
apaixonado - você vai saber se estiver". Ou, pra citar Bob Marley, "se você
sente, sabe".
A animação de Richard Linklater (que também
deve ter sido barata) fala da obsessão do personagem principal de sair do próprio sonho
- uma vez que, na hora em que acha que está acordado, algo bizarro acontece e o lembra
que está no sonho, fazendo-o acordar. Se aqui a metalinguagem prefere brincar de espiral
(outro paralelo com Pi), o roteiro do filme, por outro lado, não existe: o garoto, alter
ego do diretor, vai atravessando sonhos e conversando com pessoas diferentes sobre
assuntos díspares que convergem sobre um único tema - o sentido da vida. No decorrer,
pequenos clipes perfeitos começam a desenhar algum sentido, mas de novo percebemos que a
variedade é o molho da vida e o motivo de tudo isso aqui é a experiência de ir além.
Mesmo entre si os dois filmes não parecem se
encaixar. Pi é preto e branco, claustrofóbico; Waking Life é multicolorido e leve. Um
tem um roteiro rígido como uma peça de teatro (que pode se transformar), o outro é
quase uma jam session intelectual, citando outras jam sessions pra sublinhar esta idéia.
O primeiro não cita sonhos, mas os mostra em forma de paranóia, fazendo-nos perguntar
sobre a natureza da realidade. O segundo não fala em ser "o escolhido", mas aos
poucos percebemos que cada uma de nossas realidades nos faz ser "o escolhido"
dentro dela mesma, a individualidade como um dom.
Entre os dois temos o subtexto de Matrix, aquilo
que nos faz sair do cinema pensando - e não apenas comemorando os chutes e as balas. Ao
contrário dos outros dois, Matrix tem muito dinheiro envolvido e fala com um público
imensamente maior, embora seu subtexto, sua metalinguagem e seu conteúdo intelectual seja
do mesmo nível dos outros dois filmes. Como os dois, cita filósofos cabeçudos e lida
com a noções de realidade. Fala do uso de drogas e de religião oriental. Critica o
capitalismo, o materialismo, o racionalismo e o sistema falido. Fala nos gregos, nos
renascentistas, na teoria do caos e na era eletrônica. Como Waking Life, usa o sonho como
metáfora e ensina a voar. Como Pi, mete medo e dá coragem, além de concluir que
"tudo são números".
Não é uma teoria conspiratória, não é
sincronismo jungiano, nem golpe de publicidade - o fato é que os três filmes se cruzam
como muitos outros também. Pesquei os três ao mesmo tempo porque estavam na cara, mas
você vai acabar encontrando caracterísitcas semelhantes em outros grandes - e pequenos -
filmes dos últimos anos (como o Clube da Luta, por exemplo). O fato é que se há quem
banque filmes com idéias tão anárquicas quanto as apresentadas por estes três (não
tome minha palavra como definitiva, vá ver!), é porque existe um público disposto a
entender tudo isso. A se entender.
E aí entra o principal ponto em comum dos três
filmes - você só se liberta se quiser. Mas o mais importante é que você tem que
querer! Deixar que você queira o que realmente quer, não apenas seguir as regras dos
sistema. Todo indivíduo é apenas ele mesmo, mas o sistema quer transformar todos num
só, no mesmo. Impossível, a realidade diz. A cada terno e gravata vestido, pipoca um
piercing, um cabelo colorido ou uma drag queen. As pessoas estão se libertando porque
não vêem outra alternativa. Quando a represa quebrar, deus nos acuda. Até lá, no
entanto, a doutrina continua. Tudo na natureza tem seu equilíbrio e ela já está nos
preparando para a mudança. Resta você deixar.
talagadas
Random tidbits sobre porranenhuma
Falando em cinema
Emendei a última quinta no Funhouse com a pré-estréia de X-Men 2, na
sexta, lotadaça, em duas salas ao mesmo tempo. Grande filme. Quadrinhófilos podem torcer
o nariz para detalhes (e só), mas o certo é que o diretor Bryan Singer está contando,
do seu jeito, uma saga que a maioria dos fãs dos anos 80 levou revistas e revistas para
absorver. Se o primeiro filme foi criticado pelo seu ritmo lento e excesso de diálogos e
explicações (não custa lembrar que o grande público do filme não conhecia os
mutantes), a continuação entende que a massa já saca os preceitos dos personagens e
parte pra porrada. Logo na primeira cena, em que um dos mutantes mais legais tenta matar o
presidente dos EUA (não deixa de ser irônico colocar isto na primeira cena, aquela que
tem que empolgar o público), o filme já mostra que a montanha russa apenas disparou.
Das cinzas
E atente para a última cena. A última imagem. Ela apenas não insinua o
enredo do próximo filme como cogita o próximo passo para as franquias de quadrinho: a
adaptação de clássicos do gênero, em vez de histórias feitas para a telona. Gente que
entende mais de cinema e de quadrinho do que eu cogitava à saída da sessão que o
roteiro do X-Men 3 poderia incluir até a clássica saga Dias de um Futuro Passado, ápice
da existência da finada revista Super Aventuras Marvel, a SAM.
Daí...
Imagine um filme da Orquídea Negra. Watchmen. O Liberdade. do Frank
Miller. Elektra Assassina (vai ter um filme da Elektra, com a Jennifer Alias lá, mas não
sei se envereda pelo clássico - acho e espero que não). Ou Crise nas Infinitas Terras.
Camelot 3000. Até Guerras Secretas, que é brega, seria legal. Só o Batman tem um
rosário de clássicos nas mãos: Cavaleiro das Trevas, Asilo Arkham, O Messias, O Filho
do Demônio, Gotham Noir, Terror Sagrado, Cidadão Wayne, A Espada de Azrael, A Morte do
Robin, Melhores do Mundo, As Dez Noites da Besta... Só coisa fina...
O acaso não existe
Eu falei nisso e lembrei que o Anorofski (do Pi) é o diretor do Batman 5.
Quer dizer, que não é mais Batman 5 e sim o clássico Ano Um, de Frank Miller, levado à
telona. Noir e retrô, o filme ainda não tem seu principal astro, mas o próprio Miller
tá ajudando o diretor no roteiro.
Repita comigo
E é "XIS" Men e não "ÉCS" Men. Quem chama Xis Men
de Écs Men chama o Iron de Maiden. Como diziam os Autoramas, tudo errado.
"Nada a ver"
Falando neles, segue neste link a tal entrevista com o Gabriel que eu prometi a semana
passada. Cortesia da revista Bala, cujo lançamento oficial acontece hoje (30 de abril),
às 23h, na Spin (Rua Teixeira de Melo, 21. Ipanema) no Rio de Janeiro. Nas carrapetas, a
equipe do site e os Organizers (também conhecidos pela alcunha de "Cardoso e seu
irmão"). Quem quiser fazer uma festa da revista aqui em São Paulo (ou em sua
cidade), fale com os caras.
Aproveitando a deixa...
Cardoso, meu filho, mande notícias...
Fusão a frio
Matolli, o cara do Clube do Balanço, acabou de entrar na lista do Re:Combo propondo que o grupo mexa à
vontade nas músicas do grupo. Em outras palavras: samba-rock copyleft.
Mais um fim
Desta vez, é a Fraude
que bate as botas. O Eduf vai fechar a lojinha e semana que vem eu entrevisto ele
perguntando qual foi,além das novas.
Mada
Começa a contagem regressiva...
Qual o seu real valor?
Glerm, ex-Malditos Ácaros do Microcosmo e ex-Boi Mamão, está com novo
projeto na cabeça - e na rede. A Incrível
Máquina de Fazer Moedas, por enquanto é um blog, mas deve virar um disco, um livro,
um megasite multimídia, um "livro orquestrado", uma ópera-rock e a
fabricação de moedas falsas. Saindo da cabeça de quem sai, tudo é possível.
Charm e funk
Dizaê, falando sério: qual é a diferença entre o Hunter Thompson, o
Armando Volta e o Matias Maxx? Nenhuma, pô.. Eu não sei porque neguinho inventa...
Mais cinema
Finalmente vi o Apocalypse Now Redux. Em tempos búsheos, o papo belicista
na colônia francesa é mais do que atual - enfia a agulha quente no córtex da nossa
realidade. É esse tipo de coisa que faz um clássico.
Sci-fi News
Saca um sebo que tem na Augusta, do lado do Conjunto Nacional? Não é bem
um sebo, e sim uma livraria que recolhe estoques excedentes e compra livros que outras
editoras e livrarias não conseguiram vender. Então: entra ali, segue no corredor central
até a metade, quando tem um degrau, à esquerda, em frente ao balcão. Rola uma mesinha
apinhada de clássicos obscuros de ficção científica a preços bem convincentes (seis
reais tá bom pra você?). Boa parte são os filhotes de Asimov, que não me fazem tanto a
cabeça, mas lá no meio você acha gente mais dedo-na-ferida, como o Philip K. Dick, o
Colin Wilson e Philip José Farmer. Deste último, recomendo o Diário de Bordo de Phileas
Fogg, em que o escritor parte do suposto que a volta ao mundo em 80 dias realmente
aconteceu, só que não era exatamente o que parecia...
Por lá
Você também encontra o mitológico ABZ do Rock, do mineiro Marcelo
Dolabela, que, pra quem não sabe, é a primeira obra enciclopédica sobre rock no Brasil.
Lançado nos anos 80, ficou datado e caretão com o tempo, mas é obra de referência
fundamental no assunto, fora item obrigatório em qualquer biblioteca pop brasileira. O
melhor é que tem quase dez deles, novinhos, intactos. Dada a dica.
Nas bancas
Aos que perguntam "o que você está fazendo?": tem textos meus
na nova Bizz, especial Beatles (que ficou classe A), e dicas de sites de música (e foto
no editorial, que coisa) no especial 500 Sites da Info Exame.
Radiola
Fui na inauguração do D-Edge, o antigo Stereo, aqui em São Paulo. Que
clube foda. Tudo funciona: o bar, o ar, a luz, o som, a pista, o público. Perfeito. A
iluminação é o carro-chefe, com equalizadores gráficos gigantes nas paredes e luzes do
teto ao chão, bem Dancing Days versão 2003. Acabação, balada cinco estrelas.
Por outro lado...
Não fui no Skol Beats, por falta de credenciais e de disposição. Falei
com um povo que foi e a cotação média foi "legal". Acredito. Afinal, se por
um lado o festival não trouxe nada demais (ou você é desses que se animam com o Dave
Clark?), por outro só o time brasileiro reunido na tenda de db já valia a noitada. Fora
que teve o LTJ Buken, talvez o único nome (ao lado do Zémaria), que valesse realmente à
pena sair de casa. Mas, Stereo MCs? 808 State? Não dá, né?
Nostalgia, não
Isso me lembrou os boatos que dizem que o Tim Festival irá trazer nomes
como Front 242 e Ministry pela primeira vez ao Brasil. Posso estar redondamente enganado,
mas não acredito que ainda exista alguém realmente animado em ver um show dos dois por
aqui. São bandas que andavam no limite de um gênero e outro, que nunca tiveram fãs de
verdade, apenas "torcedores" de ocasião. Traria uma noite de electro putanheiro
baba (tipo Peaches + Fischerspooner ou Felix da Housecat + Tiga) no lugar do 242 e o
Autechre no lugar do Ministry. Ou o Depeche Mode no lugar dos dois, se o critério for
trazer público. Ao menos o DM ainda é legal.
Fora o papo...
Do Jay Z. Isso memo: Jay Z. Querem trazer o Jay Z pro Brasil. Pra quê?
Quem ouve Jay Z? O que representa o Jay Z? O que tem de bom no Jay Z? Eu respondo todas
estas perguntas com um símbolo: $.
Pega esse dinheiro e...
Quer trazer o Jay Z? Dá um quinto da grana do cachê dele (que deve dar
uns 100 mil dólares, o tal quinto) e dá pros Racionais fazerem uma ópera hip hop, um
Murder was the Case com Cidade de Deus no palco (com o filho do Pelé como personagem
principal). Ou dá a mesma bufunfa pra Hemp Family carioca fazer uma Mothership
Connection, com direito a velas jogadas pro público e participações Alan Kardec.
Falando em festival
Também não fui ao Abril Pro Rock, que, ao que consta, foi bem legal -
como o festival quase sempre é. Prometi um apanhado de opiniões por aqui, mas por que eu
vou repetir o que o mestre Chico
Correa já fez isso em seu blog? Pra não dizer que eu só recorro a uma fonte, segue
a cobertura do compadre Luciano Elca, outro baleiro.
Mesmo papo
Ainda nessas, parto na primeira hora da quinta-feira rumo ao Eletronika 2003,
que acontece nos quatro primeiros dias do mês. Vou mediar um papo de bambas sobre a
encruzilhada mercadológica do hip hop e de quebra, passo a ficha do evento na próxima
edição.
Railaits
Mas sente o drama: tem Bryan Gee, Anderson Noise, Ellen Allien, o estúdio
Bijari, Marky e Renato Cohen numa noite e DJ Marlboro, Mau Mau, Marcelo D2, Rubin Steiner,
Instituto e Stereo Total na outra. Lenine com DJ Dolores. Wado, Stela Campos e Bojo.
Monokini e Hurtmold. Max de Castro com Otto e Tomzé. Gerador Zero e Apavoramento. Fora os
workshops, palestras, debates e vídeos. Nada mal...
Thus...
Não vou ao CPF,
que pelo visto terá a maior concentração de indies por metro quadrado desde o
antológico show dos Jerrssons, Superbug + Headache e Fish Lips + Ultrasom na Borracharia
num dia de novembro de 1999. Notícias falam em ônibus vindo de Goiânia, Recife, Porto
Alegre e, claro, de São Paulo, que deve comparecer em peso à primeira vinda das Breeders
ao Brasil. Vai ser um bom show, mas como não se pode ganhar todas, fico no relato.
Por isso...
Fiquem de olho em duas bandas: Vurla e Tara Code. A primeira é algo como
se o Premeditando o Breque, em vez de samba, MPB maldita e choro, fosse influenciado por
Godspeed You Black Emperor, Jackie-O Motherfucker, Neu! e Mogwai. Ou melhor: o Língua de
Trapo do drone. A segunda é o projeto trip hop de uma das melhores cabeças eletrônicas
de Salvador, o guitarrista Gilberto Monte. A banda faz minitemporada na cidade-verde: dia
1º tem show no Jokers, dia 2 no
CPF e na festa fechada Digital Rock, e dia 3 no Era Só O Q Faltava.
E dando a deixa...
Dia primeiro ainda tem show com Faichecleres, Tessália e Primal na
Fábrica de Letras e Música, de Curitiba. O melhor da noite, no entanto, é o grupo
pós-punk Zigurate. Em tempos de Interpol, Patrícia Bauducko e companhia não deixam a
peteca cair nunca. Forasteiros em visita, não percam.
Ainda primeiro de maio
Tem Walverdes
e MQN em São Paulo, no primeiro de maio, dando o
pontapé inicial em uma miniturnê
que, além de passar por Curitiba no CPF, ainda passa por Floripa (no emblemático
Amexastock) e Porto Alegre. Em SP, tocam com o Blemish e o Diagonal. Em Floripa, com os
mestres Ambervisions e o The Dolls. Showzaços, rock'n'roll bruto no talo, bandas indies
em pele de lobo.
E no mesmo dia
Tem Inumanos, a melhor banda de rap do Rio de Janeiro, se apresentando no
Jive. O videasta mambojambo Matias Maxx estará presente, exibindo imagens captadas por
sua lente da verdade e praticando um dos esportes favoritos deste colunista (rir de
paulistano). Se cruzar com o cara por lá, pergunte das novidades do núcleo Tarja Preta
de produções.
E pra finalizar
Tem a festa da Claudia Assef, a Ambiance, também rolando hoje, com os DJs
Evil2 e Marcelo LK se revezando no electrão.
Why can't we be friends?
Tudo junto, tudo brazuca, tudo no mesmo dia: dois shows de rock'n'roll
dirruba, uma apresentação de rap século 21 e uma discotecagem casca-grossa. Por que
cada uma delas num canto? Por que não dá pra rolar tudo isso no mesmo lugar?
Semana passada
Teve ainda um show antológico do Cidadão Instigado no Sesc-Pompéia, com
direito a projeções do Embolex (umas fotos setentonas classe A), com a participação de
um rabequeiro e saxofonista que eu esqueci o nome (um nome escandinavo) e que fez a
diferença. Sobre o caldeirão de jazz-funk, progressivo, música nordestina e soul pesado
orquestrado pelo líder Fernando Catatau, o músico convidado despejou uma inusitada
atmosfera John Cale do sertão que caiu como uma luva no som do grupo. Show de gente
grande, cheio de multiinstrumentistas e situações inesperadas (apitos, backing vocals,
os falsetes bregas e sublimes de Minha Imagem Roubada, diálogos, ruídos, teclados). Não
perca o próximo.
Perdi
A temporada de pré-estréia do Curumim, o Wado daqui de São Paulo (é
possível? É ouvir pra crer). Acompanhei, aos poucos, a concepção do CD e vi o primeiro
show do trabalho solo do cara. Mas ele tá longe de ser novato: é o baterista do Arnaldo
Antunes e tocou na banda que lançou a Paula Lima, a Zomba. Meteu as caras pra fazer seu
disco solo e está se posicionando sobre a superfície do universo Jorge Ben (funk com
violão) e, apesar do lado Djavan (todo mundo tem seu defeito [e que se relacionar com o
sexo oposto, afinal de contas]), é uma das promessas pra esse ano. E tenho dito.
O legal
É que ele passou outro dia aqui em casa, me pedindo discos de dub e de
funk carioca pra "se inspirar". Certo ele.
Falando em Wado de São Paulo...
Wado, o original, o catarina, está em São Paulo. Quando tiver show - se
der tempo -, eu aviso.
E já
Que o Lúcio liberou que funk carioca é legal, seguem as minhas dicas pra
fuçar nos P2P da vida: Paga um Spring Love, finesse típica do MC Fornalha (aê Jivers,
tragam o cara), e a montagem (o termo funk-carioquês para remix) tipo Endless
Love/bastard song prum diálogo socila entre o refinado Serginho e a dama Tati
Quebra-Barraco. Gente que sabe das coisas. E a César o que é de César: ambas são dicas
de Kamille Bala Viola, a parente mais famosa do Millôr.
Aula-extra
Cruzem os dedos: Mad Professor passa pela Argentina na semana que vem e é
quase certo que ele dê um pulo aqui no Brasil.
E o disco novo do D2?
Quem ouviu disse que é do caralho. Chama-se Procurando pela Batida
Perfeita, tem sample de Paulinho da Viola e acabou de sair pela Sony.
E o disco novo do Mundo Livre?
Quem ouviu disse que é do caralho. Chama-se O Outro Mundo de Manuela
Rosário, segundo Zero Quatro "agora que somos independentes é que as faixas vão
ser longas mesmo" e sai no fim do mês pela Candeeiro.
E o disco novo do Frank Jorge?
Quem ouviu disse que é do caralho. Chama-se Vida de Verdade e sai no meio
de junho pela Y2.
E o disco novo do Ed Motta?
Quem ouviu disse que é do caralho. Chama-se Poptical, o novo single - Tem
Espaço na Van - fica entre Daqui pro Méier e Manuel, no item hit, e sai no comecinho de
junho pela Trama.
E o disco novo do Otto?
Ainda não está pronto e ninguém sabe, nem o Otto, como vai soar, nem
mesmo o autor. Chama-se Sem Gravidade (o Otto concorre com o Humberto Gessinger no quesito
grandes trocadilheiros vivos do Brasil), tem vocais dda mulher do cara, Alessandra Negrini
(certo ele), na faixa "Dedo de Deus" e sabe-se lá quando sai, pela Trama.
E o disco novo do Grenade?
Ninguém sabe nada.
Trio calafrio
Duas minas
legais e um cara paranóico.
Cool cat
Saiu o novo da Cat Power (não canso de dizer, que nome foda), You Are Free. Não me
atrevo a dizer que é melhor que o Moon Pix só porque não o ouvi o suficiente para ser
convencido disto. Segue abaixo a letra de Free, o melhor rock do ano até aqui, fácil.
Free
(Chan Marshall)
Everybody come together
Free
Everybody get together
Free
Its okay if you can stand to let her dance
Its okay its your right, come on and take a chance
True Romance, when you dance
Free
Dont be in love with the autograph.
Just be in love when you scream that song on and on
Free
Everybody come together
Free
Everybody get together
Free
You can feel her from the palm that youre holding on your arm
Cool hands from the get-go
Can your feast on the real one?
Dont be in love with the autograph
Just be in love when you love that song on and on
Free
Its okay if you can stand to let him dance
Its okay; its your right, come on and take a chance.
True Romance, when you dance
Free
Everybody come together
Free
Dont fall in love with the autograph
Just fall in love when you sing your song on the
Take a chance
True Romance, when you dance
Recapitulando...
Autoramas, Walverdes, Cidadão Instigado, Marcelo D2, Mundo Livre S/A,
Marky, Clube do Balanço, Organizers, Curumim, MC Fornalha, DJ Marlboro, Ed Motta, Frank
Jorge, Re:Combo, Renato Cohen, Chico Correa, Wado, MQN, Diagonal, Tati Quebra-Barraco, Mau
Mau, Stela Campos, Grenade, Ambervisions, Tomzé, Monokini, Inumanos, Hurtmold, Otto,
Gerador Zero, Anderson Noide, Vurla, Tara Code, Zigurate, DJ Dolores... E isso só pra
ficar nos bons... E ainda tem gente que, dito "formador de opinião", busca as
"novidades" (daquelas que a frase "influenciados por" pode ser
substituído por "lembra") na Califórnia, em Nova York ou em Londres. Como diz
o carioca: faij-me rirr.
É oficial
As seções Matias Psychedelic Breakfast, Emblog e Cut+Paste estão
suspensas por tempo indeterminado. A seção Resenhol não sai por falta de tempo, mas ela
volta. É o começo das mudanças. Outras, mais graves, virão.
p&r
Tecla daí que eu teclo daqui
Depois de ameaças e devaneios pós-pista de
dança, finalmente alguém vai lançar um livro sobre a cultura do DJ no Brasil. Entenda:
nada de "música eletrônica", mas a história do DJ - um livro que inclui
Marky, Marlboro e Hum na mesma genealogia. A responsável é a jornalista Cláudia Assef,
ex-Folha de S. Paulo, que hoje toca a festa Ambiance, entre outras coisas. Programado pro
meio do ano, o livro foi o assunto desta entrevista abaixo com a autora.
Qual é o tema do livro?
A idéia era contar a história do DJ no Brasil. Como os caras se formaram,
diante de (sempre) tanta dificuldade. A gente sempre teve rolos com importação de
equipamentos (sempre tudo entrou via contrabando mesmo), discos, quer dizer, apesar das
barreiras, existe uma cena de dance music, seja ela na periferia ou nos clubes bacanas,
desde os anos 60 por aqui. Como bem diz o Marcão Morcerf, se não fosse a Varig, não
haveria uma cultura dance no Brasil, hehehe. É que os comissários traziam de um tudo pra
galera, de discos até pick-ups, tudo por baixo do pano.
Há histórias muito legais que nunca saíram do boca-a-boca dos DJs ou de gente muito
envolvida nesse meio, como promoters. Então quis contar o máximo a respeito, e acho que
rolou legal. Fiz mais de 100 entrevistas, com gente do rap, do funk, do soul, do
samba-rock, eletrônica, disco etc. etc. Acho que nenhum grupo vai se sentir ausente da
minha pesquisa (ou assim espero). Então não se trata de jeito nenhum de um livro sobre
música eletrônica, mas sim sobre DJs.
Como você começou a escrevê-lo?
Em 98, fiz um frila pra Showbizz (acho que era Bizz ainda na época) sobre a
história da disco music no Brasil. A matéria ficou enorme, descobri um monte de DJs
sobre os quais nunca tinha ouvido falar, nomes importantes como Ricardo Lamounier,
Amândio e Dom Pepe.
A partir desta primeira pesquisa, entendi que o Brasil tinha uma cultura bem vasta
de dance music que nunca tinha sido explorada. Fui atrás de livros sobre o assunto e não
encontrei absolutamente nada a respeito. Tem o livro da Erika Palomino, o Babado Forte,
mas o approach é outro, lá ela fala sobre um período determinado (de 92 a 2002, acho)
da noite paulistana, então tem menções sobre DJs. Daí tem o livro do Hermano Vianna,
sobre o funk carioca, que também rela no assunto. Mas livro só sobre DJs, o meu é o
primeiro.
O assunto sempre me interessou, cresci tendo na cabeça a figura do DJ, porque meus pais
sempre foram de sair pra dançar e trazer fitinhas gravadas por DJs, que eles compravam na
noite, nos clubes como Papagaio e Hippopotamus. Então sempre tive curiosidade de ver como
era dentro de um clube.
A primeira vez que fui foi numa matinê do Hippopotamus, devia ter uns oito anos de
idade. Não esqueço como achei linda aquela pista, a cabine toda cheia de equipamentos
fantásticos...
Meu primeiro clube mesmo de verdade, que fui à noite, foi o Rose Bom Bom. Lá eu ficava
vidrada no Magal, que foi o primeiro DJ ídolo pra mim. Além de ve-lo na cabine, eu o via
de vez em quando na Bossa Nova, que era uma loja no centro que eu frequentava escondido da
minha mãe (é, eu tinha 12 pra 13 aninhos e pegava busão escondida pra ir lá...). Nas
baladas, a minha irmã mais velha me levava, muita a contragosto...
Como os jornais e revistas tratavam esta
cena antes da dance music virar "techno" - e finalmente ser aceita nos cadernos
de cultura?
Fiz uma pesquisona em arquivos de jornais e revistas. Reportagens sobre
"discotecários" (que era o termo que se usava até meados dos anos 80)
começaram a surgir, timidamente, no final dos anos 70, mas como adereço de colunas
sociais ou roteiros de noite. A entrada da coluna da Erika deu uma bela chacoalhada nas
outras mídias, que de alguma forma passaram a ser "obrigadas" a cobrir algo
sobre noite/balada e, como consequência, sobre DJs. A coisa na imprensa sempre foi mt
cíclica, quer dizer, na época da novela Dancin Days, em 78, todo mundo falava sobre sair
pra dançar, mas naquele período o DJ ainda era um cara que trocava discos, ninguém tava
nem aí. Nos anos 90, por exemplo, teve o sucesso do Massivo, daí teve até Snap tocando
em novela... e por aí vai.
O que mais te impressionou nestas
pesquisas?
O mais interessante foi constatar que a gente realmente pouco se lixa pra
memória. Foi descobrir que em 1976 já tinha DJ lançando disco mixado no país, já
existiam clubes com sound systems incríveis. Um exemplo é a aura de popstar que tinha o
DJ carioca Ricardo Lamounier. Ele tocava na New York City Discotheque, que era um
megaclube no Rio, do Chico Recarey. Na entrada do clube tinha uma foto gigante dele com os
dizeres: "Ricardo Lamounier in Concert". Isso em meados dos anos 70!
Também foi legal descobrir a história das orquestras invisíveis, que foram protótipo
das primeiras equipes de som do país.
Outra coisa bacana foi descobrir que o DJ sempre (desde os anos 60) esteve presente
nas periferias. Aliás, foi em bailes nos bairros afastados do Rio e de SP que a música
black americana evoluiu para gêneros como o rap (em SP) e o funk (no Rio).
Dá pra traçar uma genealogia dos DJs
no Brasil? Quem é o nosso Francis Grasso? E o nosso Larry Levan?
Os primeiros DJs mesmo eram de samba-rock, foxtrot, lentas... O primeiro cara de
que se tem notícia se chama Osvaldo Pereira e começou a fazer bailes em 58! Mas sem
dúvida os caras mais importantes, nossos David Mancusos e Francis Grassos nasceram com a
disco. E no Rio principalmente. Diria que o Amandio é uma espécie de Larry Levan, um
ídolo do mundo gay/descolado carioca, que começou tocando na boate gay Sótão e está
na ativa até hj. Daí teve o DJ superstar Ricardo Lamounier, tb do Rio. Em São Paulo,
apareceram nomes como Gregão, Índio Blue, Sylvio Müller, Julinho Mazzei (que foi nosso
grande DJ de rádio), isso no começo dos anos 70. Daí teve o grande Robertinho, que foi
dos melhores DJs de disco que o país já teve e que acabou sendo preso em Londres com
cocaína na mala... Tem muita história boa...
O DJ brasileiro já é popstar no
próprio país ou Marky e Zé Pedro são a exceção à regra?
A figura do DJ cresceu muito no Brasil desde o sucesso de Marky e Patife na
gringa. Parece que o brasileiro sempre precisa da aprovação do exterior para confirmar
seus talentos mesmo. Hoje existe um culto ao DJ no Brasil, sem dúvida, e não é só em
SP-RIo-Porto Alegre. Tem grandes clubes espalhados pelo país todo. E acho que temos uma
vantagem em relação à cena na Europa: a cena aqui é muito jovem, ainda tem muito pra
crescer, por isso produz gente mais empolgada, que está pouco se lixando pra dinheiro,
como foi o caso da ida de Marky e Patife pra Londres... mas não vou contar detalhes, né,
tem que comprar o livro, hehehe.
O livro já está escrito?
Sim, senhor, graças a deus. Foi um parto reunir tanta informação em pouco mais de 250
págs. Há tb muitas fotos bacanas, de arquivo. Falei com todos os nomes importantes da
cena de ontem e de hoje...
E quais são os principais grupos,
tribos ou tendências na fundação da cultura DJ no Brasil? De novo, uma genealogia...
Pô, no Brasil tem e teve de tudo. Os DJs de black foram os pioneiros, assim como
aconteceu nos EUA e na Inglaterra com a Northern Soul. Daí veio a disco pra classe
média, mas os bailes black continuaram pegando fogo nas perifas e morros.
Há intenção de vender o livro pro
exterior?
SIM!!!! Por favor... Fiz a coisa mesmo pela paixão, sei que dificilmente vou
ganhar algum dinheiro com isso... Então vender pros gringos é uma opção pra ajudar a
pagar os disquinhos das crianças ;-) |
|
frasoutono
Uma estação de aspas legais» "Pobre
é muito mais barato!", Millôr
» "All
art is quite useless", Oscar Wilde
» "Todo
homem é culpado do bem que ele não faz", Voltaire
» "Quanto
mais regras e leis são feitas, mais ladrões e desordeiros aparecerão", Lao-Tsé
» "O
que não pode ser previsto, não existe", Phineas Fogg
» "O
homem é a única criatura que recusa-se ser o que é", Albert Camus
» "Devemos
contemplar ações estéticas com certa semelhança com o terrorismo - cujo objetivo seja
alcançar a destrução de abstrações em vez da de pessoas, a liberdade em vez do poder,
o prazer em vez do lucro, a alegria em vez do medo", Hakim Bey
» "Não
há mais festa, nem carnaval: acho que eu fui enganado", Marcelo Nova, apud David
Byrne
» "To
live outside the law, you must be honest", Bob Dylan
» "Todo
homem é uma farsa. A diferença é que alguns admitem. Eu mesmo, nego", H.L. Mencken
» "Penso
que penso, logo penso que existo (Cogito cogito, ergo cogito sum)", Ambrose Bierce
» "Por
que você não escreve livros que as pessoas possam ler?", Nora Joyce, a seu marido
James
» "A
jornada é a recompensa", provérbio taoísta
» "A
vantagem em se ter uma memória ruim é que pode-se desfrutar-se várias primeiras vezes
para as mesmas coisas", Friedrich Nietzsche
» "Eu
não consigo escutar Wagner, pois me dá uma urgência de invadir a Polônia", Woody
Allen
» "It's
kinda fun do the impossible", Walt Disney
» "O
homem suporta tudo, menos a rotina", Goethe
» "If
your children ever find out how lame you really are, they'll gonna murder you in your
sleep....", Frank Zappa
» "Change
will do you good", Gang of Four
marchwaters
Se The Wall fosse um mês
» "Pick
Up the Pieces", Wilson das Neves
» "Baba
(DJ PM Só Love Extended Mix)", Kelly Key
» "Sambadrome",
Funk'N'Lata
» "Don't
Make Me Wait", Bomb the Bass
» "Kisses
on the Wind", Neneh Cherry
» "Feelings",
Karine Alexandrino
» "I
Beg Your Pardon", Kon Kan
» "Freestyle
Love", Stereo Maracanã
» "African
Rhythms", The Oneness of Ju-Ju
» "Dreadlock
Holiday", 10cc
» "Europpean
Son", Velvet Underground
» "Mexe
que Mexe", Furacão 2000
» "White
Rabbit", Jefferson Airplane
» "Out
of Time", Blur
» "Jorge
Maravilha", Chico Buarque
» "I
Want it All", Trans AM
» "As
Tortas e as Cucas", Júpiter Maçã
» "Carpet
Crawlings", Genesis
» "September
13th", Eumir Deodato
» "Dig
a Pony", Beatles
» "Aux
Arms Et Caetera", Serge Gainsbourg
» "Tere
Sahn", Chico Correa
» "More
Bounce to the Ounce", Roger + Zapp
» "Hey
Dee Jay", DJ Omena
» "Pop
Star", João Penca & seus Miquinhos Amestrados
» "Shake
Up (Jaddle Remix)", Grand Unified
* Depois eu ponho na ordem
e zipo tudo em algum lugar
hitofdasummer2003
Óculos escuros e cabelos ao vento *
» "Roadhouse
Blues", Doors
» "Ball
of Confusion", Temptations
» "Rainmaker",
Grenade
» "Good
Day", Jimi Tenor
» "Diabos",
Wado
» "See
You", Depeche Mode
» "O
Tolo dos Tolos", Ira!
» "Addicted
to Love", Robert Palmer
» "Na
Pista", Casino
» "Snip
Snap ", Goblin
» "Walking
on Thin Ice", Yoko Ono
» "Medicine
Man", Playgroup
» "Cross-Eyed
and Painless", Talking Heads
» "Argent
Trop Cher", Tarace Boulba
» "Highagain",
Stereo Maracanã
» "Say
Hello to Angels", Interpol
» "19
Rebellions", Asian Dub Foundation + Edy Rock
» "We
Rock Hard", Freestylers
» "Faz
Tempo", Nação Zumbi
» "Catete
Beats", Gerador Zero
» "Astawesalehu",
Lemma Demissew
» "Uptown
Top Rankin", Althea & Donna
» "Things
Are Getting Better", N*E*R*D
» "Pasta
Al Burro", Bugo
» "Mysteries
of Love", Fingers Inc.
» "Walking
on Sunshine", Katryna & the Waves
* Idem, ibidem
carrossel
"Estamos envoltos por som"
» Tarantino Connection
Vários
» Unrest
Imperial f.f.r.r.
» Juan Garcia Esquivel
Music From a Sparking Planet
» Chico Correa Electronic Band
Chico Correa Electronic Band
» Genesis
The Lamb Lies Down on Broadway
» Beastie Boys
Root Down EP
» Red Hot Chili Peppers
BloodSugarSexMagik
» Weezer
Pinketon
carnavaldeluz
Filmes da vez
» Waking Life
Richard Linklater
» Apocalypse Now Redux
Francis F. Coppola
» Pi
Darren Anorofsky
» X-Men 2
Bryan Singer
» Le Placard
Francis Veber
50 de 2002
Aos poucos eu vou
colocando as resenhas
- In Search of... - N*E*R*D
- Nação Zumbi - Nação Zumbi
- Blazing Arrow - Blackalicious
- The Private Press - DJ Shadow
- The Eminem Show - Eminem
- Ciclo da De.Cadência - Cidadão
Instigado
- Cinema Auditivo - Wado
- Deadringer - RJD2
- Playgroup - Playgroup
O Roxy era uma boate nova-iorquina que
queria reinventar o princípio da disco num ponto de vista entre o electro, a new wave, o
hip hop e a world music. O Playgroup é como um parque temático musical sobre o Roxy. Sem
soar retrô.
- Nada Como Um Dia Após o Outro Dia -
Racionais MCs
- Fantastic Damage - El-P
O papa da Def Jux não está pra
brincadeira e transforma seu disco solo em um combate entre as forças do bem e do mal -
embora quase nunca saibamos quem é quem. Entre robôs que dançam break e gangues de rua
ciborgues, o produtor chega a apenas uma conclusão: que a fusão homem-máquina vai nos
dar uma dor-de-cabeça dos infernos.
- Mind Elevation - Nightmares on Wax
- Start Breaking My Heart - Manitoba
- Geogaddi - Boards of Canada
- Angles Without Edges - Yesterday's
New Quintet
- Antigamente Quilombos Hoje Periferia -
ZÁfrica Brasil
Equilíbrio hip hop, atitude HC,
sagacidade homem-fumaça: o rap de São Paulo aos poucos ganha novos contornos...
- EP - Casino
- In Between - Jazzanova
- Murray Street - Sonic Youth
- All of the Above - J-Live
- Walking With Thee - Clinic
- Contraditório? - DJ Dolores
- Scorpio Rising - Death in Vegas
- Evil Heat - Primal Scream
- Sea Change - Beck
Beck divide-se entre discos coloridos e
monotônicos - estes últimos tendem a cair pro folk. E se One Foot in the Grave era azul
escuro e Mutations era cinza-furta-cor, Sea Change mistura uma sépia quase classicista
com um violeta lúdico, psicodélico, mas cético. Sinal de maturidade ou apenas mais uma
máscara?
- Concrete Dunes - Grandaddy
- Outubro ou Nada! - Bidê ou Balde
O grupo gaúcho larga de vez a jovem
guarda e volta às suas raízes (indie) rock, cobrando parentesco com a safra Strokes,
Hives e Interpol, mas sem esquecer que o DNA do rock brasileiro carrega Ultraje a Rigor e
Léo Jaime nos cromossomos.
- As Heard on Radio Soulwax, Pt. 2 -
2 Many DJ's
Um dos pais da geração bastarda, a
dupla inglesa prova que é possível discotecar hits batidos, clássicos imbatíveis e
batidões de diferentes idiomas numa festa irrepreensível.
- Are You Passionate? - Neil Young
- Amanhã É Tarde - Fellini
A maturidade fez a dupla Cadão e Thomas
perder um tanto da espontaneidade ingênua que era um dos charmes do grupo. Mas com ela,
veio uma segurança musical inédita, colocando o Fellini ao lado de seus contemporâneos
europeus. Para exportação.
- Out of Season - Beth Gibbons &
Rustin Man
- Yoshimi Battles the Pink Robots -
Flaming Lips
- Kittenz and thee Glitz - Felix da
Housecat
- Handcream for a Generation -
Cornershop
Música de protesto para a geração
pós-disco, o grupo indo-britânico propõe que a rave é a uma passeata
psicodélica que caminha memeticamente.
- Coleção Nacional - Instituto
A intenção original era montar um
coletivo sem fronteiras com o mais instigante pop nacional. Mas a megalomania do Instituto
peca ao tratar, como coadjuvantes, pesos pesados como BNegão, Zero Quatro e Kid Koala -
erro semelhante ao Orquestra Klaxon, de Max de Castro. Mas o grupo paulistano tem o tutano
musical que falta ao filho de Simonal e, mesmo com solavancos (o dub do final é
insuportavelmente vazio), o disco de estréia funciona. Resta enxugar a gordura e mirar o
alvo.
- Combatente - Stereo Maracanã
- Original Pirate Material - The
Streets
- Déjà-Vu - Metrô
- Gerador Zero - Gerador Zero
- Life On Other Planets - Supergrass
- I Might Be Wrong - Radiohead
Depois de dois discos
"difícies" (ou seria melhor dizer "vagos"? - Kid A tem momentos
brilhantes, mas Insomniac dá sono), Thom Yorke e sua tchurma voltam ao ponto progressivo
(Floyd + Genesis) de sua carreira e retomam as faixas da fase cabeça como se tivessem
parado em OK Computer. Um best-of (sem eletrônica) da fase eletrônica.
- Hate - Delgados
- Title TK - Breeders
- Panzertúnel - Objeto Amarelo
- The First Album - Miss Kittin &
The Hacker
Nojenta, vulgar, barata... A Madame
Hollywood se esforça pra baixar o nível em tom blasé e bases de funk carioca minimal.
Electro? Azedo demais pra rotularmos disso. Tente algo como "coluna social muderninha
em dias de ressaca".
- Now You Know - Doug Marstch
- Come with Us - Chemical Brothers
- Disco novo - Kiko Zambianchi
Um pouco de rock anos 80, um pouco das
melodias do Teenage Fanclub, um acabamento Gallagheriano. Tudo que o Astromato devia ter
tentado, se quisesse ir para a rádio.
- Yankee Hotel Foxtrot - Wilco
- Everyone Who Pretended to Like Me Is
Gone - Walkmen
Um dos poucos clones do Radiohead que
não lembram o Toto.
ou dá ou desce
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